Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Política
Ministro da Cidadania diz que Cultura e Esporte não perderão força

Ele disse que pretende "democratizar" os recursos da Lei Rouanet.

Quarta, 2/1/2019 15:35.
EBC.

Publicidade

RANIER BRAGON
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Ao assumir o cargo de ministro da Cidadania nesta quarta-feira (2), o ex-deputado Osmar Terra (MDB) afirmou que será responsável por uma pasta "monstro" e negou que Esporte e Cultura, que deixaram de ser ministérios, perderão força.

"A fusão do ministério não vai tirar a força que cada ministério tem, a estrutura básica estamos mantendo. Vejo tanto esporte quanto a cultura como instrumento poderoso para trazer a juventude, principalmente em áreas violentas, os mais pobres, para o desenvolvimento", disse Terra, que ao ser anunciado por Jair Bolsonaro reconheceu em entrevista à Folha de S.Paulo não entender nada de Cultura: "Só toco berimbau", disse, na ocasião.

A pasta da Cidadania é uma fusão do Desenvolvimento Social, Cultura e Esporte.

"Temos um ministério monstro, de grande, não de feio, mas que pode fazer um trabalho extraordinário na cultura, esporte e no desenvolvimento."
Ministro da Cultura até segunda-feira (31), Sérgio Sá Leitão não compareceu à solenidade, realizada no Ministério do Desenvolvimento Social.

Segundo sua assessoria, ele teve uma reunião no mesmo horário com o governador de São Paulo, João Doria. Sá Leitão é, agora, secretário de Cultura e Economia Criativa de São Paulo.

Representou o ministério José Paulo Soares Martins, que continuará na pasta na gestão Bolsonaro.

A posse de Terra contou com a participação de vários congressistas. Entre outros o deputado Lelo Coimbra (MDB-ES), que será seu secretário especial para a área de Desenvolvimento Social. A parte de Cultura será comandada por Henrique Medeiros Pires. A de Esporte, pelo general Marco Aurélio Vieira.

Em sua fala, o novo ministro afirmou ainda acreditar que o governo Bolsonaro dará certo pela preocupação do presidente em fazer acontecer em vez de ficar preso ao atendimento de interesses pequenos.

E disse que vai se empenhar ao máximo na pasta, apesar de, segundo suas próprias palavras, estar no ocaso de sua carreira política. Terra tem 68 anos.

"Vou torturar todo mundo que trabalhar comigo, torturar em horários, para que a gente possa dar uma resposta efetiva."

O novo ministro também citou como ponto alto da posse de Bolsonaro o discurso em Libras da primeira-dama, Michelle, como exemplo da preocupação que ele diz ver, na nova gestão, com as questões sociais.

Sobre os projetos de sua área, falou apenas de forma genérica em aperfeiçoar programas já existentes -repetiu que haverá 13º no Bolsa Família- e privilegiar o esporte de base e os jovens talentos na cultura. "Estou falando de coisas que nem começamos a trabalhar ainda, peço à imprensa que me poupe de perguntas mais profundas, as ideias estão no papel e queremos colocar em prática."

Entre as propostas, afirmou a necessidade de fazer um pente-fino sobre a ameça de outros museus pegarem fogo.

"Quantos museus nacionais não estão aí a ponto de pegar fogo?", questionou. No início de setembro, um incêndio destruiu o Museu Nacional do Rio.

LEI ROUANET

O novo ministro da Cidadania, Osmar Terra, disse que pretende "democratizar" os recursos da Lei Rouanet. Segundo ele, 80% de seus valores estão hoje concentrados no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Terra participou nesta quarta-feira (2) da solenidade de transmissão do cargo. A pasta reúne os extintos Desenvolvimento Social, Cultura e Esporte.

José Henrique Medeiros Pires, empossado como secretário especial da área da Cultura, defendeu que a lei passe por ajustes que não a comprometam. E afirmou que os atuais contratos passarão por análise.

Segundo Pires, o ex-ministro Sergio Sá Leitão já teria nos últimos dias de sua gestão enviados alguns contratos para cobrança.

Uma das ideias apontadas pelo secretário especial é a de exigir os que utilizam recursos da lei direcionem parte da bilheteria para beneficiários de programas sociais.

A Lei Rouanet é hoje o principal instrumento federal de incentivo às artes. Ela foi um dos alvos da campanha de Bolsonaro sob o argumento de que foi capturado pela esquerda e é fruto de desvios.

"Vamos ter uma especial atenção na prestação de contas, que serão analisadas de forma republicana. Mas ouvimos várias pessoas, vários especialistas, vários artistas que usam ou não a lei e há um consenso: o de que todos são a favor dela. O que precisamos é de, com muita serenidade, de algumas mudanças que ampliem o uso da lei e a levem para onde hoje ela não é utilizada", disse Medeiros Pires.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade













Página 3
EBC.

Ministro da Cidadania diz que Cultura e Esporte não perderão força

Ele disse que pretende "democratizar" os recursos da Lei Rouanet.

Publicidade

Quarta, 2/1/2019 15:35.

RANIER BRAGON
BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Ao assumir o cargo de ministro da Cidadania nesta quarta-feira (2), o ex-deputado Osmar Terra (MDB) afirmou que será responsável por uma pasta "monstro" e negou que Esporte e Cultura, que deixaram de ser ministérios, perderão força.

"A fusão do ministério não vai tirar a força que cada ministério tem, a estrutura básica estamos mantendo. Vejo tanto esporte quanto a cultura como instrumento poderoso para trazer a juventude, principalmente em áreas violentas, os mais pobres, para o desenvolvimento", disse Terra, que ao ser anunciado por Jair Bolsonaro reconheceu em entrevista à Folha de S.Paulo não entender nada de Cultura: "Só toco berimbau", disse, na ocasião.

A pasta da Cidadania é uma fusão do Desenvolvimento Social, Cultura e Esporte.

"Temos um ministério monstro, de grande, não de feio, mas que pode fazer um trabalho extraordinário na cultura, esporte e no desenvolvimento."
Ministro da Cultura até segunda-feira (31), Sérgio Sá Leitão não compareceu à solenidade, realizada no Ministério do Desenvolvimento Social.

Segundo sua assessoria, ele teve uma reunião no mesmo horário com o governador de São Paulo, João Doria. Sá Leitão é, agora, secretário de Cultura e Economia Criativa de São Paulo.

Representou o ministério José Paulo Soares Martins, que continuará na pasta na gestão Bolsonaro.

A posse de Terra contou com a participação de vários congressistas. Entre outros o deputado Lelo Coimbra (MDB-ES), que será seu secretário especial para a área de Desenvolvimento Social. A parte de Cultura será comandada por Henrique Medeiros Pires. A de Esporte, pelo general Marco Aurélio Vieira.

Em sua fala, o novo ministro afirmou ainda acreditar que o governo Bolsonaro dará certo pela preocupação do presidente em fazer acontecer em vez de ficar preso ao atendimento de interesses pequenos.

E disse que vai se empenhar ao máximo na pasta, apesar de, segundo suas próprias palavras, estar no ocaso de sua carreira política. Terra tem 68 anos.

"Vou torturar todo mundo que trabalhar comigo, torturar em horários, para que a gente possa dar uma resposta efetiva."

O novo ministro também citou como ponto alto da posse de Bolsonaro o discurso em Libras da primeira-dama, Michelle, como exemplo da preocupação que ele diz ver, na nova gestão, com as questões sociais.

Sobre os projetos de sua área, falou apenas de forma genérica em aperfeiçoar programas já existentes -repetiu que haverá 13º no Bolsa Família- e privilegiar o esporte de base e os jovens talentos na cultura. "Estou falando de coisas que nem começamos a trabalhar ainda, peço à imprensa que me poupe de perguntas mais profundas, as ideias estão no papel e queremos colocar em prática."

Entre as propostas, afirmou a necessidade de fazer um pente-fino sobre a ameça de outros museus pegarem fogo.

"Quantos museus nacionais não estão aí a ponto de pegar fogo?", questionou. No início de setembro, um incêndio destruiu o Museu Nacional do Rio.

LEI ROUANET

O novo ministro da Cidadania, Osmar Terra, disse que pretende "democratizar" os recursos da Lei Rouanet. Segundo ele, 80% de seus valores estão hoje concentrados no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Terra participou nesta quarta-feira (2) da solenidade de transmissão do cargo. A pasta reúne os extintos Desenvolvimento Social, Cultura e Esporte.

José Henrique Medeiros Pires, empossado como secretário especial da área da Cultura, defendeu que a lei passe por ajustes que não a comprometam. E afirmou que os atuais contratos passarão por análise.

Segundo Pires, o ex-ministro Sergio Sá Leitão já teria nos últimos dias de sua gestão enviados alguns contratos para cobrança.

Uma das ideias apontadas pelo secretário especial é a de exigir os que utilizam recursos da lei direcionem parte da bilheteria para beneficiários de programas sociais.

A Lei Rouanet é hoje o principal instrumento federal de incentivo às artes. Ela foi um dos alvos da campanha de Bolsonaro sob o argumento de que foi capturado pela esquerda e é fruto de desvios.

"Vamos ter uma especial atenção na prestação de contas, que serão analisadas de forma republicana. Mas ouvimos várias pessoas, vários especialistas, vários artistas que usam ou não a lei e há um consenso: o de que todos são a favor dela. O que precisamos é de, com muita serenidade, de algumas mudanças que ampliem o uso da lei e a levem para onde hoje ela não é utilizada", disse Medeiros Pires.


Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade