Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Política
Políticos vão a Brasília em busca de aprovação para projeto bilionário

Só a infraestrutura para implantar transporte coletivo regional não poluentecustaria 250 milhões de dólares

Quinta, 31/1/2019 5:27.
Divulgação

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Uma comitiva formada por vários políticos catarinenses foi até Brasília nesta quarta-feira pleitear no Banco Mundial a liberação de um financiamento para um projeto ousado e bilionário.

Não existe garantia alguma que o projeto é viável, mas em alguns círculos políticos foi comemorado como se estivessse pronto e com excelentes resultados.

Participaram das tratativas em Brasília o prefeito Fabrício Oliveira, na qualidade de presidente da Amfri, a deputada Paulinha, o prefeito de Bombinhas, Paulo Dalago e o vice-presidente da Amfri, Leonel Martins, além do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Lucas Esmeraldino.

A deputada Paulinha lembrou que essa operação é um desdobramento do InovaAmfri, programa iniciado quando ela ainda era presidente da Amfri, idealizado e conduzido por Paulinho Bornhausen, presidente estadual do PSB.

"Discutimos os passos que precisamos dar para lograrmos êxito nessa ação, que envolvem, basicamente, a superação de etapas burocráticas, já que o banco sinalizou positivamente quanto ao investimento pleiteado", relatou Paulinha.

Em nota o prefeito Fabrício ressaltou que "éa primeira região do país que desenvolve um grande projeto de mobilidade que independe das esferas estadual e federal"

O projeto do STCR

Segundo o gerente do projeto InovAmfri, João Luiz Demantova, o Sistemade Transporte Coletivo Regional (STCR) englobaria 11 linhas, integrando os municípios que fazem parte da Amfri. O bilhete seria único com variação temporal, ou seja, valores diferentes em caso de uma viagem, ida e volta, por um dia ou uma semana, por exemplo.

Além do pedido para a operação de crédito, a comitiva requisitou, suporte técnico ao Banco Mundial para ajudar a definir detalhes do projeto, como por exemplo o melhor modelo de negócio para definir se realiza uma Parceria Pública Privada (PPP) ou uma concessão patrocinada.

“É o modelo de negócio que irá separar o que será investimento público e o que será privado e também qual a parcela que caberá a cada município. Por isto estamos buscando a parceria com o Banco Mundial que detém o expertise internacional nesta área”, comentou o gerente do InovAmfri.

Demantova conta que após um estudo detalhado comparando os sistemas possíveis (trens x ônibus), optou-se pelos ônibus elétricos.

A proposta é um sistema misto composto por BRT (linhas com canaletas exclusivas) e SP (linhas com faixas exclusivas). Os trens foram descartados porque demandariam investimentos muito maiores que impactariam diretamente na tarifa final.

A gestão do sistema será feita através de um consórcio multifinalitário que está sendo constituído pelos municípios. De acordo com Demantova, uma vez obtida a delegação do estado, será esse consórcio o responsável por licitar a operação.

O Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica realizado a partir do modelo de negócio definirá os valores. Contudo, Demantova adianta que os estudos iniciais apontam um investimento de aproximadamente 400 milhões de dólares (quase R$ 1,5 bilhão) a serem investidos nos próximos 20 anos.

Pelo menos 250 milhões de dólares seriam investidos em infraestrutura, a maior parte em equipamentos e sistemas de gestão.

Está prevista também a integração com os sistemas municipais, mas isso dependerá da concordância dos concessionários já operantes.

Se implantado, o sistema tem previsão de transportar aproximadamente 65 mil passageiros/dia no primeiro ano e chegaria a 650 mil passageiros em 2045, de acordo com o projeto.

A assessoria da prefeitura de Balneário Camboriú divulgou que o projeto foi avaliado pelo Banco Mundial como inovador e pioneiro no Brasil e de interesse público. O próximo passo da associação é buscar acelerar os trâmites burocráticos para formalizar a parceria.


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Políticos vão a Brasília em busca de aprovação para projeto bilionário

Só a infraestrutura para implantar transporte coletivo regional não poluentecustaria 250 milhões de dólares

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Quinta, 31/1/2019 5:27.

Uma comitiva formada por vários políticos catarinenses foi até Brasília nesta quarta-feira pleitear no Banco Mundial a liberação de um financiamento para um projeto ousado e bilionário.

Não existe garantia alguma que o projeto é viável, mas em alguns círculos políticos foi comemorado como se estivessse pronto e com excelentes resultados.

Participaram das tratativas em Brasília o prefeito Fabrício Oliveira, na qualidade de presidente da Amfri, a deputada Paulinha, o prefeito de Bombinhas, Paulo Dalago e o vice-presidente da Amfri, Leonel Martins, além do secretário estadual de Desenvolvimento Econômico Sustentável, Lucas Esmeraldino.

A deputada Paulinha lembrou que essa operação é um desdobramento do InovaAmfri, programa iniciado quando ela ainda era presidente da Amfri, idealizado e conduzido por Paulinho Bornhausen, presidente estadual do PSB.

"Discutimos os passos que precisamos dar para lograrmos êxito nessa ação, que envolvem, basicamente, a superação de etapas burocráticas, já que o banco sinalizou positivamente quanto ao investimento pleiteado", relatou Paulinha.

Em nota o prefeito Fabrício ressaltou que "éa primeira região do país que desenvolve um grande projeto de mobilidade que independe das esferas estadual e federal"

O projeto do STCR

Segundo o gerente do projeto InovAmfri, João Luiz Demantova, o Sistemade Transporte Coletivo Regional (STCR) englobaria 11 linhas, integrando os municípios que fazem parte da Amfri. O bilhete seria único com variação temporal, ou seja, valores diferentes em caso de uma viagem, ida e volta, por um dia ou uma semana, por exemplo.

Além do pedido para a operação de crédito, a comitiva requisitou, suporte técnico ao Banco Mundial para ajudar a definir detalhes do projeto, como por exemplo o melhor modelo de negócio para definir se realiza uma Parceria Pública Privada (PPP) ou uma concessão patrocinada.

“É o modelo de negócio que irá separar o que será investimento público e o que será privado e também qual a parcela que caberá a cada município. Por isto estamos buscando a parceria com o Banco Mundial que detém o expertise internacional nesta área”, comentou o gerente do InovAmfri.

Demantova conta que após um estudo detalhado comparando os sistemas possíveis (trens x ônibus), optou-se pelos ônibus elétricos.

A proposta é um sistema misto composto por BRT (linhas com canaletas exclusivas) e SP (linhas com faixas exclusivas). Os trens foram descartados porque demandariam investimentos muito maiores que impactariam diretamente na tarifa final.

A gestão do sistema será feita através de um consórcio multifinalitário que está sendo constituído pelos municípios. De acordo com Demantova, uma vez obtida a delegação do estado, será esse consórcio o responsável por licitar a operação.

O Estudo de Viabilidade Técnica e Econômica realizado a partir do modelo de negócio definirá os valores. Contudo, Demantova adianta que os estudos iniciais apontam um investimento de aproximadamente 400 milhões de dólares (quase R$ 1,5 bilhão) a serem investidos nos próximos 20 anos.

Pelo menos 250 milhões de dólares seriam investidos em infraestrutura, a maior parte em equipamentos e sistemas de gestão.

Está prevista também a integração com os sistemas municipais, mas isso dependerá da concordância dos concessionários já operantes.

Se implantado, o sistema tem previsão de transportar aproximadamente 65 mil passageiros/dia no primeiro ano e chegaria a 650 mil passageiros em 2045, de acordo com o projeto.

A assessoria da prefeitura de Balneário Camboriú divulgou que o projeto foi avaliado pelo Banco Mundial como inovador e pioneiro no Brasil e de interesse público. O próximo passo da associação é buscar acelerar os trâmites burocráticos para formalizar a parceria.


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