Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Política
Presidente de comissão diz que trabalhará para aprovar nome de Eduardo pra embaixada brasileira nos EUA

Sexta, 12/7/2019 18:37.
Reprodução
Donald Trump, Eduardo e Jair Bolsonaro

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(Bruno Moura, especial para O Estado) - O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) defendeu nesta sexta-feira, 12, a indicação pelo presidente Jair Bolsonaro do filho, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para embaixador em Washington, nos Estados Unidos. Trad é presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, onde o nome precisa ser aprovado antes de ir a plenário.

Ele antecipou à reportagem que vai votar a favor para que o filho do presidente ocupe o cargo e, além disso, trabalhar para que a indicação seja aprovada na comissão em 45 dias ou 60 dias

Trad afirmou que o presidente Bolsonaro tem legitimidade de indicar quem ele achar que deve indicar, superadas as formalidades legais. "O Eduardo não chegou onde chegou só pelo sobrenome. Ele tem as virtudes dele também", disse Trad. "Vou votar a favor e vou ajudar para que o nome dele passe", antecipou o senador.

Trad se encontra nesta sexta com o ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Ao ser questionado se a reunião trataria da indicação de Eduardo Bolsonaro ao posto de embaixador nos Estados Unidos, respondeu que "é igual ir ao campo de futebol e não falar sobre o jogo".


Com Eduardo nos EUA, governo espera filho de Trump como embaixador no Brasil

(Por Julia Lindner/AE) - O governo brasileiro considera que o presidente Donald Trump poderá designar um de seus cinco filhos, Eric, para assumir a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. A avaliação é que, ao indicar um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, Eduardo, para a Embaixada do Brasil nos EUA, os americanos enviariam alguém "com o mesmo perfil", o que ajudaria a estreitar as relações entre os dois países.

Segundo um interlocutor do governo, a indicação política seria "um sinal de prestígio sem igual", pois considera que os americanos costumam fazer esse tipo de indicação para países como Rússia, China, Reino Unido, Canadá, Israel, Polônia e Hungria. O Brasil, por sua vez, não possui tradição de fazer indicações políticas, especialmente para a Embaixada nos EUA, que é uma das mais disputadas no meio diplomático. "Além da importância de abrir portas, há o fator compreensão do momento político dos dois países", disse uma fonte.

Também existe o entendimento de que como o Brasil não tem essa tradição de fazer esse tipo de indicação e é mais difícil para o País emplacar um nome político, "o ônus está sobre nós", o que poderia influenciar a decisão dos americanos. Governistas também alegam que os americanos já teriam deixaram claro qual é o perfil que buscam para a troca de nomeações políticas para as embaixadas.

Depois de avisar há meses que trocaria o embaixador do Brasil nos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira, 11, a intenção de indicar o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para o posto diplomático mais importante e mais disputado não apenas no Brasil, mas em praticamente todos os países, a embaixada em Washington. Eduardo é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara.


Projeto de deputado diplomata pode vetar filho de Bolsonaro embaixado

(Por Fausto Macedo e Julia Affonso/AE) - O deputado federal Marcelo Calero (Cidadania-RJ) apresentou um projeto de lei para "determinar que sejam designados para chefe de missão diplomática permanente exclusivamente os integrantes do quadro da carreira diplomática do Serviço Exterior Brasileiro". A proposta foi enviada à Câmara após o presidente Jair Bolsonaro anunciar que seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), pode ser o novo embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

Calero é diplomata. Em sua proposta, o deputado afirma que "o Chefe de Missão Diplomática permanente é a mais alta autoridade brasileira no país junto a cujo Governo está acreditado".

"Nesta quadra da história nacional, em que em bom tempo, a sociedade brasileira exige que sejam adotados, no trato da coisa pública, os mais altos padrões éticos, da moralidade pública, e da adoção de critérios meritocráticos para o exercício da função publica; e, em respeito, inclusive, às nossas mais consolidadas tradições diplomáticas e da alta especialização dos integrantes da carreira diplomática do Serviço Exterior Brasileiro, é imperativo que seja a legislação brasileira atualizada no sentido de corresponder, integralmente, a esses anseios e a esse arcabouço construído pelo Itamaraty", registra.

O anúncio do presidente Jair Bolsonaro de que pretende nomear seu filho Eduardo para a embaixada de Washington não veio numa data qualquer: ocorre um dia depois do aniversário de 35 anos do deputado federal.

Eduardo Bolsonaro disse a jornalistas que tem o apoio do ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) para assumir o posto diplomático, considerado o mais importante e mais disputado, e disse que é cotado por sua experiência - não por ser filho do presidente Jair Bolsonaro.

O filho do presidente destacou sua atuação na presidência da Comissão de Relações Exteriores da Câmara e o fato de ter feito intercâmbio e até mesmo fritado hambúrguer nos Estados Unidos.

"É difícil falar de si próprio, né? Mas não sou um filho de deputado que está do nada vindo a ser alçado a essa condição, tem muito trabalho sendo feito, sou presidente da Comissão de Relações Exteriores, tenho uma vivência pelo mundo, já fiz intercâmbio, já fritei hambúrguer lá nos Estados Unidos, no frio do Maine, Estado que faz divisa com o Canadá, no frio do Colorado, em uma montanha lá. Aprimorei o meu inglês, vi como é o trato receptivo do norte-americano para com os brasileiros", disse.

Eduardo Bolsonaro ressaltou que vai esperar a sabatina no Senado para decidir.

"Não vejo nenhum desconforto, não acho que por ser filho do presidente ele vai me colocar numa vida boa na embaixada lá. Negativo. É uma representação do Brasil. Tem a missão de trazer negócios e investimentos", disse.

Ele afirmou ainda que imagina que o governo Trump vai ver "com bons olhos" a eventual decisão do governo Bolsonaro de indicar o deputado ao posto em Washington. Na quinta, ao citar os tributos que credenciariam o filho à vaga, o presidente já havia dito a jornalistas que Eduardo "é amigo dos filhos do Trump, fala inglês, fala espanhol, tem vivência muito grande de mundo".

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira, 12, que a indicação de seu filho para a embaixada em Washington não se enquadraria como nepotismo, e que não faria a indicação se fosse

"Alguns falam que é nepotismo. Essa função, tem decisão do Supremo, não é nepotismo, eu jamais faria isso. Ou vocês acham que devo aconselhar o Eduardo a renunciar o mandato e voltar a ser agente da Polícia Federal?", disse o presidente em uma live

Uma análise jurídica interna feita pelo Planalto sobre a possibilidade apontou, em um primeiro momento, que as nomeações de primeiro escalão, como para embaixador, não se enquadram como nepotismo. Mas não foi feita ainda uma análise oficial a pedido do presidente.


 


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Donald Trump, Eduardo e Jair Bolsonaro
Donald Trump, Eduardo e Jair Bolsonaro

Presidente de comissão diz que trabalhará para aprovar nome de Eduardo pra embaixada brasileira nos EUA

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Sexta, 12/7/2019 18:37.

(Bruno Moura, especial para O Estado) - O senador Nelsinho Trad (PSD-MS) defendeu nesta sexta-feira, 12, a indicação pelo presidente Jair Bolsonaro do filho, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para embaixador em Washington, nos Estados Unidos. Trad é presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, onde o nome precisa ser aprovado antes de ir a plenário.

Ele antecipou à reportagem que vai votar a favor para que o filho do presidente ocupe o cargo e, além disso, trabalhar para que a indicação seja aprovada na comissão em 45 dias ou 60 dias

Trad afirmou que o presidente Bolsonaro tem legitimidade de indicar quem ele achar que deve indicar, superadas as formalidades legais. "O Eduardo não chegou onde chegou só pelo sobrenome. Ele tem as virtudes dele também", disse Trad. "Vou votar a favor e vou ajudar para que o nome dele passe", antecipou o senador.

Trad se encontra nesta sexta com o ministro de Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Ao ser questionado se a reunião trataria da indicação de Eduardo Bolsonaro ao posto de embaixador nos Estados Unidos, respondeu que "é igual ir ao campo de futebol e não falar sobre o jogo".


Com Eduardo nos EUA, governo espera filho de Trump como embaixador no Brasil

(Por Julia Lindner/AE) - O governo brasileiro considera que o presidente Donald Trump poderá designar um de seus cinco filhos, Eric, para assumir a Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. A avaliação é que, ao indicar um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro, Eduardo, para a Embaixada do Brasil nos EUA, os americanos enviariam alguém "com o mesmo perfil", o que ajudaria a estreitar as relações entre os dois países.

Segundo um interlocutor do governo, a indicação política seria "um sinal de prestígio sem igual", pois considera que os americanos costumam fazer esse tipo de indicação para países como Rússia, China, Reino Unido, Canadá, Israel, Polônia e Hungria. O Brasil, por sua vez, não possui tradição de fazer indicações políticas, especialmente para a Embaixada nos EUA, que é uma das mais disputadas no meio diplomático. "Além da importância de abrir portas, há o fator compreensão do momento político dos dois países", disse uma fonte.

Também existe o entendimento de que como o Brasil não tem essa tradição de fazer esse tipo de indicação e é mais difícil para o País emplacar um nome político, "o ônus está sobre nós", o que poderia influenciar a decisão dos americanos. Governistas também alegam que os americanos já teriam deixaram claro qual é o perfil que buscam para a troca de nomeações políticas para as embaixadas.

Depois de avisar há meses que trocaria o embaixador do Brasil nos Estados Unidos, o presidente Jair Bolsonaro anunciou nesta quinta-feira, 11, a intenção de indicar o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para o posto diplomático mais importante e mais disputado não apenas no Brasil, mas em praticamente todos os países, a embaixada em Washington. Eduardo é presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara.


Projeto de deputado diplomata pode vetar filho de Bolsonaro embaixado

(Por Fausto Macedo e Julia Affonso/AE) - O deputado federal Marcelo Calero (Cidadania-RJ) apresentou um projeto de lei para "determinar que sejam designados para chefe de missão diplomática permanente exclusivamente os integrantes do quadro da carreira diplomática do Serviço Exterior Brasileiro". A proposta foi enviada à Câmara após o presidente Jair Bolsonaro anunciar que seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ), pode ser o novo embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

Calero é diplomata. Em sua proposta, o deputado afirma que "o Chefe de Missão Diplomática permanente é a mais alta autoridade brasileira no país junto a cujo Governo está acreditado".

"Nesta quadra da história nacional, em que em bom tempo, a sociedade brasileira exige que sejam adotados, no trato da coisa pública, os mais altos padrões éticos, da moralidade pública, e da adoção de critérios meritocráticos para o exercício da função publica; e, em respeito, inclusive, às nossas mais consolidadas tradições diplomáticas e da alta especialização dos integrantes da carreira diplomática do Serviço Exterior Brasileiro, é imperativo que seja a legislação brasileira atualizada no sentido de corresponder, integralmente, a esses anseios e a esse arcabouço construído pelo Itamaraty", registra.

O anúncio do presidente Jair Bolsonaro de que pretende nomear seu filho Eduardo para a embaixada de Washington não veio numa data qualquer: ocorre um dia depois do aniversário de 35 anos do deputado federal.

Eduardo Bolsonaro disse a jornalistas que tem o apoio do ministro Ernesto Araújo (Relações Exteriores) para assumir o posto diplomático, considerado o mais importante e mais disputado, e disse que é cotado por sua experiência - não por ser filho do presidente Jair Bolsonaro.

O filho do presidente destacou sua atuação na presidência da Comissão de Relações Exteriores da Câmara e o fato de ter feito intercâmbio e até mesmo fritado hambúrguer nos Estados Unidos.

"É difícil falar de si próprio, né? Mas não sou um filho de deputado que está do nada vindo a ser alçado a essa condição, tem muito trabalho sendo feito, sou presidente da Comissão de Relações Exteriores, tenho uma vivência pelo mundo, já fiz intercâmbio, já fritei hambúrguer lá nos Estados Unidos, no frio do Maine, Estado que faz divisa com o Canadá, no frio do Colorado, em uma montanha lá. Aprimorei o meu inglês, vi como é o trato receptivo do norte-americano para com os brasileiros", disse.

Eduardo Bolsonaro ressaltou que vai esperar a sabatina no Senado para decidir.

"Não vejo nenhum desconforto, não acho que por ser filho do presidente ele vai me colocar numa vida boa na embaixada lá. Negativo. É uma representação do Brasil. Tem a missão de trazer negócios e investimentos", disse.

Ele afirmou ainda que imagina que o governo Trump vai ver "com bons olhos" a eventual decisão do governo Bolsonaro de indicar o deputado ao posto em Washington. Na quinta, ao citar os tributos que credenciariam o filho à vaga, o presidente já havia dito a jornalistas que Eduardo "é amigo dos filhos do Trump, fala inglês, fala espanhol, tem vivência muito grande de mundo".

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira, 12, que a indicação de seu filho para a embaixada em Washington não se enquadraria como nepotismo, e que não faria a indicação se fosse

"Alguns falam que é nepotismo. Essa função, tem decisão do Supremo, não é nepotismo, eu jamais faria isso. Ou vocês acham que devo aconselhar o Eduardo a renunciar o mandato e voltar a ser agente da Polícia Federal?", disse o presidente em uma live

Uma análise jurídica interna feita pelo Planalto sobre a possibilidade apontou, em um primeiro momento, que as nomeações de primeiro escalão, como para embaixador, não se enquadram como nepotismo. Mas não foi feita ainda uma análise oficial a pedido do presidente.


 


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