Jornal Página 3

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Prefeito Elcio e vice Ramon de Camboriú terão 10 dias para se defenderem de novas acusações
Divulgação
A sessão legislativa de terça

Sexta, 10/5/2019 13:44.

Desde junho de 2018, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) formada por vereadores de Camboriú analisava uma denúncia contra o prefeito Elcio Kuhnen e seu vice, Ramon Jacob, por infração político-administrativa.

Na terça-feira (7) o Legislativo ouviu uma nova denúncia apresentada por moradores da cidade, ainda a respeito das possíveis irregularidades na aquisição e pagamento de lajotas e meios-fios pela prefeitura, que já estavam sendo investigadas pela CPI. Por nove votos favoráveis foi aprovada a investigação. Até segunda-feira (13) Elcio e Ramon devem ser notificados e terão 10 dias para se defender.

No documento constam observações sobre as responsabilidades do prefeito Elcio e do vice Ramon, destacando que o chefe do Executivo não pode ser eximido das responsabilidades de seus subordinados.

A situação envolve a empresa Edificações e Administração de Obras LTDA-ME. Teriam sido pagos R$ 140 mil para fazerem os consertos na rua da cidade. Inclusive, os vereadores teriam ido in loco e ouvido testemunhas, deixando claro que o serviço pago não foi realizado.

Após o aceite da denúncia os vereadores fizeram o sorteio da Comissão Parlamentar Processante (CPP), que é composta pelos vereadores Piteco (PR) (presidente), Claudinei Loos (MDB) (relator) e Marcio Roberto Muller, o Betinho do Carvão (DEM) (membro).

O Relator

A reportagem do Página 3 ouviu o relator da CPP, Claudinei Loos, que explicou que as investigações podem levar a cassação do prefeito e do vice.

“Estamos seguindo os ritos e vamos notificá-los para que eles tenham o direito de se defenderem. Hoje (10) ou segunda (13) eles receberão a notificação e terão 10 dias para se defenderem. Temos que ser imparciais neste momento, pois sabemos que exige responsabilidade. O prefeito terá que prestar esclarecimento para a CPP e após isso, em no máximo 60 dias, apresentaremos o nosso parecer para os outros vereadores. A denúncia da CPI anterior já está com o Ministério Público, e após a conclusão dessa nova investigação o relatório irá para análise em plenário”, disse.

Catilinária

O vice-prefeito Ramon Jacob disse para a reportagem que a princípio estão tratando do caso judicialmente, mas que é totalmente favorável às investigações, ‘tendo em vista que se houver irregularidades os responsáveis tem que ser punidos’. “Ainda não tive acesso aos autos, apenas li no relatório que afirma que paguei uma nota fiscal enquanto prefeito em exercício por 12 dias. Porém, após ter verificado os documentos públicos verifiquei que não assinei nenhuma das quatro ordens de pagamento, nenhuma nota fiscal e nenhum relatório, ou seja, não ordenei pagamento algum. Lamento a catilinária que tentam imputar a mim, nitidamente movida pelo que há de pior na política - a politicagem. Sempre lutei pela transparência no setor público e sempre vou lutar pela moralidade e respeito ao dinheiro do povo. Minha família possui mais de 40 anos de vida pública e nunca tivemos nada que desabone nossa conduta moral! Assim que tiver acesso vou me manifestar sobre os autos, mas de imediato posso afirmar: o objeto da investigação não procede sobre minha pessoa, e se preciso na Justiça provarei isto”, destacou.

A assessoria da prefeitura informou que o prefeito não irá se posicionar nesse momento, salientando que os advogados dele estão fazendo a defesa a ser apresentada.

Nervos aflorados

A votação foi movimentada. O prefeito, o vice e secretários assistiram de perto a sessão legislativa, e inclusive o secretário de Esportes do município, Altair Kadiz, sofreu uma parada cardíaca e teve de ser socorrido. O prefeito também passou mal e não foi trabalhar na quarta-feira (8). Um de seus assessores teve problema com pressão alta e também recebeu atendimento médico. Todos passam bem.

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Prefeito Elcio e vice Ramon de Camboriú terão 10 dias para se defenderem de novas acusações

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A sessão legislativa de terça

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Sexta, 10/5/2019 13:44.

Desde junho de 2018, uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) formada por vereadores de Camboriú analisava uma denúncia contra o prefeito Elcio Kuhnen e seu vice, Ramon Jacob, por infração político-administrativa.

Na terça-feira (7) o Legislativo ouviu uma nova denúncia apresentada por moradores da cidade, ainda a respeito das possíveis irregularidades na aquisição e pagamento de lajotas e meios-fios pela prefeitura, que já estavam sendo investigadas pela CPI. Por nove votos favoráveis foi aprovada a investigação. Até segunda-feira (13) Elcio e Ramon devem ser notificados e terão 10 dias para se defender.

No documento constam observações sobre as responsabilidades do prefeito Elcio e do vice Ramon, destacando que o chefe do Executivo não pode ser eximido das responsabilidades de seus subordinados.

A situação envolve a empresa Edificações e Administração de Obras LTDA-ME. Teriam sido pagos R$ 140 mil para fazerem os consertos na rua da cidade. Inclusive, os vereadores teriam ido in loco e ouvido testemunhas, deixando claro que o serviço pago não foi realizado.

Após o aceite da denúncia os vereadores fizeram o sorteio da Comissão Parlamentar Processante (CPP), que é composta pelos vereadores Piteco (PR) (presidente), Claudinei Loos (MDB) (relator) e Marcio Roberto Muller, o Betinho do Carvão (DEM) (membro).

O Relator

A reportagem do Página 3 ouviu o relator da CPP, Claudinei Loos, que explicou que as investigações podem levar a cassação do prefeito e do vice.

“Estamos seguindo os ritos e vamos notificá-los para que eles tenham o direito de se defenderem. Hoje (10) ou segunda (13) eles receberão a notificação e terão 10 dias para se defenderem. Temos que ser imparciais neste momento, pois sabemos que exige responsabilidade. O prefeito terá que prestar esclarecimento para a CPP e após isso, em no máximo 60 dias, apresentaremos o nosso parecer para os outros vereadores. A denúncia da CPI anterior já está com o Ministério Público, e após a conclusão dessa nova investigação o relatório irá para análise em plenário”, disse.

Catilinária

O vice-prefeito Ramon Jacob disse para a reportagem que a princípio estão tratando do caso judicialmente, mas que é totalmente favorável às investigações, ‘tendo em vista que se houver irregularidades os responsáveis tem que ser punidos’. “Ainda não tive acesso aos autos, apenas li no relatório que afirma que paguei uma nota fiscal enquanto prefeito em exercício por 12 dias. Porém, após ter verificado os documentos públicos verifiquei que não assinei nenhuma das quatro ordens de pagamento, nenhuma nota fiscal e nenhum relatório, ou seja, não ordenei pagamento algum. Lamento a catilinária que tentam imputar a mim, nitidamente movida pelo que há de pior na política - a politicagem. Sempre lutei pela transparência no setor público e sempre vou lutar pela moralidade e respeito ao dinheiro do povo. Minha família possui mais de 40 anos de vida pública e nunca tivemos nada que desabone nossa conduta moral! Assim que tiver acesso vou me manifestar sobre os autos, mas de imediato posso afirmar: o objeto da investigação não procede sobre minha pessoa, e se preciso na Justiça provarei isto”, destacou.

A assessoria da prefeitura informou que o prefeito não irá se posicionar nesse momento, salientando que os advogados dele estão fazendo a defesa a ser apresentada.

Nervos aflorados

A votação foi movimentada. O prefeito, o vice e secretários assistiram de perto a sessão legislativa, e inclusive o secretário de Esportes do município, Altair Kadiz, sofreu uma parada cardíaca e teve de ser socorrido. O prefeito também passou mal e não foi trabalhar na quarta-feira (8). Um de seus assessores teve problema com pressão alta e também recebeu atendimento médico. Todos passam bem.

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