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Novo presidente da Apex diz que notificará ex-diretora para explicar denúncias
Divulgação

Sábado, 11/5/2019 11:03.

(FOLHAPRESS) - O novo presidente da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Sergio Ricardo Segovia Barbosa, informou nesta sexta-feira (10) que encaminhou notificação extrajudicial à ex-diretora do órgão, Letícia Catelani, para que ela explique as denúncias recentes que fez nas redes sociais sobre a suposta existência de "contratos espúrios" na agência.

Catelani, que ocupou a diretoria de Negócios da Apex por indicação do chanceler Ernesto Araújo, foi demitida por Segovia na última segunda-feira (6). 
O novo presidente, que é militar, assumiu o comando da agência na mesma segunda-feira, após uma queda de braço entre a ala ideológica e os generais do governo Jair Bolsonaro. 
Após seu desligamento, Catelani publicou em sua conta no Twitter uma mensagem em que alega ter sofrido pressão "de dentro do governo pela manutenção de contratos espúrios" na entidade.
Em publicação feita dias antes da sua demissão, a ex-diretora disse que ainda vinha sofrendo "diversos ataques e perseguição da mídia", algo que ela definiu como "preço pago pelos honestos que estão fazendo a faxina no governo, fechando as torneiras da corrupção."

As declarações geraram uma reação do presidente da Apex.  

"A Apex-Brasil informa que, diante das declarações veiculadas pela ex-diretora Letícia Catelani na imprensa e redes sociais sobre supostos atos de 'corrupção' e a existência de 'contratos espúrios' na Apex-Brasil, encaminhou notificação extrajudicial para a ex-diretora para que, no prazo impreterível de 72 horas do recebimento, explicite e apresente elementos probatórios, de forma transparente e cristalina, acerca dos atos e contratos objeto de suas declarações, visto que é de fundamental interesse da administração desta agência que as informações sejam detalhadas com transparência para que, eventualmente se confirmando a veracidade, sejam imediatamente adotadas as medidas administrativas e judiciais cabíveis", afirmou Segovia, em nota publicada nesta sexta-feira. 

A disputa de poder dentro da Apex já levou à demissão de dois presidentes da agência desde o começo do mandato de Bolsonaro. 
O órgão, vinculado ao Ministério das Relações Exteriores, atua na promoção de produtos brasileiros no exterior.

Catelani e o ex-diretor de Gestão Corporativa, Marcio Coimbra, tinham o apoio de Araújo e de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara e filho do presidente da República.

O primeiro presidente a cair foi Alecxandro Carreiro, demitido menos de 10 dias depois do início do governo. Ele teria se desentendido com Catelani.  
Depois dele, a agência foi chefiada pelo embaixador Mario Vilalva. Mas o diplomata teve seus poderes esvaziados em uma manobra estatutária promovida pelo chanceler, que transferiu várias atribuições da presidência da agência para Catelani e Coimbra. 
Em entrevista à Folha de S.Paulo, o embaixador disse que Coimbra e Catelani eram pessoas "despreparadas e irresponsáveis" e acusou Ernesto Araújo de falta de lealdade, declarações que levaram à sua demissão em 9 de abril.

Desde a saída de Vilalva, o núcleo militar do governo intensificou a pressão sobre Bolsonaro para que os dois diretores deixassem a agência do governo.

 Para estancar a crise, o presidente Bolsonaro nomeou no final da semana passada Segovia para a presidência da Apex. Como primeiro ato, o militar destituiu Catelani e Coimbra dos seus postos. 
Nesta sexta-feira, Segovia anunciou os dois novos diretores da entidade. O diplomata Augusto Souto Pestana ocupará a diretoria de Negócios, e o militar Edervaldo Teixeira de Abreu Filho será o diretor de Gestão Corporativa.

Catelani fez novas acusações nesta sexta-feira (10) em seu Twitter.

No início da tarde, ela disse que a sua sala na Apex teve a porta arrombada e que seus objetos pessoais foram levados do local. "Tentei retirá-los pessoalmente e não me permitiram. Não sei quem autorizou, não sei quem pegou os objetos. Ao que parece autoritarismo, desrespeito à privacidade e a pessoas se tornou padrão", escreveu.

O conteúdo da mensagem gerou nova reação da Apex, que nega o episódio relatado por Catelani. Segundo a agência, a ex-diretora esteve na sede da agência em Brasília, na quarta-feira (8) no horário do almoço, para retirar seus pertences pessoais do prédio. A Apex diz que seu acesso nas dependências da empresa estava bloqueado, uma vez que ela havia sido demitida dois dias antes.

De acordo com a nota da Apex, como a ex-diretora compareceu ao edifício no horário do almoço, foi solicitado que ela voltasse mais tarde para retirar seus pertences. "Ela não compareceu até esta data", diz o comunicado da agência.

Ainda segundo a Apex, a porta da sala da diretoria de Negócios foi de fato forçada nesta sexta-feira, mas porque o miolo teria sido trocado por Catelani.

"Diante da necessidade de liberar a sala da Apex-Brasil utilizada por ela [Catelani] para uso do novo diretor, tentou-se, pela primeira vez, abrir a porta da com uma chave reserva. No entanto, a chave não funcionou, pois ela havia trocado o miolo, sem conhecimento de ninguém da agência e colocando em risco as normas de segurança da instituição. Dessa forma, foi necessário forçar a abertura da porta. Em seguida, diante de três testemunhas e com registros em foto e vídeo, seus pertences pessoais foram devidamente inventariados e embalados e estão armazenados à espera de que ela os retire, mediante recibo", conclui o comunicado da Apex.

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Novo presidente da Apex diz que notificará ex-diretora para explicar denúncias

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Sábado, 11/5/2019 11:03.

(FOLHAPRESS) - O novo presidente da Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Sergio Ricardo Segovia Barbosa, informou nesta sexta-feira (10) que encaminhou notificação extrajudicial à ex-diretora do órgão, Letícia Catelani, para que ela explique as denúncias recentes que fez nas redes sociais sobre a suposta existência de "contratos espúrios" na agência.

Catelani, que ocupou a diretoria de Negócios da Apex por indicação do chanceler Ernesto Araújo, foi demitida por Segovia na última segunda-feira (6). 
O novo presidente, que é militar, assumiu o comando da agência na mesma segunda-feira, após uma queda de braço entre a ala ideológica e os generais do governo Jair Bolsonaro. 
Após seu desligamento, Catelani publicou em sua conta no Twitter uma mensagem em que alega ter sofrido pressão "de dentro do governo pela manutenção de contratos espúrios" na entidade.
Em publicação feita dias antes da sua demissão, a ex-diretora disse que ainda vinha sofrendo "diversos ataques e perseguição da mídia", algo que ela definiu como "preço pago pelos honestos que estão fazendo a faxina no governo, fechando as torneiras da corrupção."

As declarações geraram uma reação do presidente da Apex.  

"A Apex-Brasil informa que, diante das declarações veiculadas pela ex-diretora Letícia Catelani na imprensa e redes sociais sobre supostos atos de 'corrupção' e a existência de 'contratos espúrios' na Apex-Brasil, encaminhou notificação extrajudicial para a ex-diretora para que, no prazo impreterível de 72 horas do recebimento, explicite e apresente elementos probatórios, de forma transparente e cristalina, acerca dos atos e contratos objeto de suas declarações, visto que é de fundamental interesse da administração desta agência que as informações sejam detalhadas com transparência para que, eventualmente se confirmando a veracidade, sejam imediatamente adotadas as medidas administrativas e judiciais cabíveis", afirmou Segovia, em nota publicada nesta sexta-feira. 

A disputa de poder dentro da Apex já levou à demissão de dois presidentes da agência desde o começo do mandato de Bolsonaro. 
O órgão, vinculado ao Ministério das Relações Exteriores, atua na promoção de produtos brasileiros no exterior.

Catelani e o ex-diretor de Gestão Corporativa, Marcio Coimbra, tinham o apoio de Araújo e de Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara e filho do presidente da República.

O primeiro presidente a cair foi Alecxandro Carreiro, demitido menos de 10 dias depois do início do governo. Ele teria se desentendido com Catelani.  
Depois dele, a agência foi chefiada pelo embaixador Mario Vilalva. Mas o diplomata teve seus poderes esvaziados em uma manobra estatutária promovida pelo chanceler, que transferiu várias atribuições da presidência da agência para Catelani e Coimbra. 
Em entrevista à Folha de S.Paulo, o embaixador disse que Coimbra e Catelani eram pessoas "despreparadas e irresponsáveis" e acusou Ernesto Araújo de falta de lealdade, declarações que levaram à sua demissão em 9 de abril.

Desde a saída de Vilalva, o núcleo militar do governo intensificou a pressão sobre Bolsonaro para que os dois diretores deixassem a agência do governo.

 Para estancar a crise, o presidente Bolsonaro nomeou no final da semana passada Segovia para a presidência da Apex. Como primeiro ato, o militar destituiu Catelani e Coimbra dos seus postos. 
Nesta sexta-feira, Segovia anunciou os dois novos diretores da entidade. O diplomata Augusto Souto Pestana ocupará a diretoria de Negócios, e o militar Edervaldo Teixeira de Abreu Filho será o diretor de Gestão Corporativa.

Catelani fez novas acusações nesta sexta-feira (10) em seu Twitter.

No início da tarde, ela disse que a sua sala na Apex teve a porta arrombada e que seus objetos pessoais foram levados do local. "Tentei retirá-los pessoalmente e não me permitiram. Não sei quem autorizou, não sei quem pegou os objetos. Ao que parece autoritarismo, desrespeito à privacidade e a pessoas se tornou padrão", escreveu.

O conteúdo da mensagem gerou nova reação da Apex, que nega o episódio relatado por Catelani. Segundo a agência, a ex-diretora esteve na sede da agência em Brasília, na quarta-feira (8) no horário do almoço, para retirar seus pertences pessoais do prédio. A Apex diz que seu acesso nas dependências da empresa estava bloqueado, uma vez que ela havia sido demitida dois dias antes.

De acordo com a nota da Apex, como a ex-diretora compareceu ao edifício no horário do almoço, foi solicitado que ela voltasse mais tarde para retirar seus pertences. "Ela não compareceu até esta data", diz o comunicado da agência.

Ainda segundo a Apex, a porta da sala da diretoria de Negócios foi de fato forçada nesta sexta-feira, mas porque o miolo teria sido trocado por Catelani.

"Diante da necessidade de liberar a sala da Apex-Brasil utilizada por ela [Catelani] para uso do novo diretor, tentou-se, pela primeira vez, abrir a porta da com uma chave reserva. No entanto, a chave não funcionou, pois ela havia trocado o miolo, sem conhecimento de ninguém da agência e colocando em risco as normas de segurança da instituição. Dessa forma, foi necessário forçar a abertura da porta. Em seguida, diante de três testemunhas e com registros em foto e vídeo, seus pertences pessoais foram devidamente inventariados e embalados e estão armazenados à espera de que ela os retire, mediante recibo", conclui o comunicado da Apex.

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