Jornal Página 3

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Bolsonaro apela a argentinos para não votar em Cristina Kirchner
Valter Campanato/Agência Brasil
Bolsonaro fala com a imprensa

Quinta, 2/5/2019 21:17.

(FOLHAPRESS)

O presidente Jair Bolsonaro envolveu-se nesta quinta-feira (2) na sucessão eleitoral da Argentina e apelou aos eleitores do país vizinho que não reconduzam a ex-mandatária de esquerda Cristina Kirchner (2001-2015).

Em live nas redes sociais, ele começou dizendo que ninguém "vai se envolver em questões de fora do país", mas afirmou esperar que os eleitores argentinos se conscientizem que o retorno de Cristina, hoje senadora, pode fazer com que a Argentina viva uma situação semelhante à da Venezuela.

O presidente Mauricio Macri tem uma postura alinhada à de Bolsonaro, mas seu governo tem enfrentado uma crise econômica e seu desempenho em sondagem recente foi inferior ao da senadora em um eventual segundo turno.

A eleição presidencial está marcada para 27 de outubro.

"Ninguém aqui vai se envolver em questões de fora do país, mas eu, como cidadão, tenho uma preocupação de que volte o governo anterior do Maurício Macri. A presidente anterior era ligada a Dilma [Rousseff], a [Luiz Inácio] Lula [da Silva], à Venezuela e à Cuba. Se isso voltar, com toda a certeza, a Argentina vai entrar em uma situação semelhante à da Venezuela", disse.

Bolsonaro afirmou ainda que se o governo atual não tem tido um desempenho satisfatório, é necessário ter paciência, uma vez que, na opinião dele, Macri ainda pode melhorá-lo.

Em sua fala, o presidente pediu até mesmo a Deus para que Cristina não volte ao comando da Casa Rosada.

"Eu espero que nossos irmãos argentinos se conscientizem. Se o Macri não está indo bem, paciência. Vai lutar para melhorar ou [elege] alguém da linha dele. O que não pode é voltar Cristina Kirchner que, no meu entender, os reflexos serão para o povo argentino e para todos nós", disse.

A ex-presidente deve se sentar pela primeira vez no banco dos réus no dia 21 de maio, em julgamento que envolve a acusação de desvio e lavagem de dinheiro público por meio dos hotéis que pertencem à família Kirchner na Patagônia.

Mesmo investigada, ela pretende concorrer ao cargo.

O anúncio oficial deve acontecer no próximo dia 20, no estádio do time de futebol Racing --um dos mais tradicionais de Buenos Aires. Cristina pode responder ao processo, mas, se a Justiça determinar sua prisão, precisa pedir ao Congresso que retire seu foro privilegiado.

A situação econômica do país tem piorado, com aumento da inflação --que chegou a seu recorde desde 1991, com 4,7%, em março-- e da pobreza, que já atinge 32% da população. Esse quadro vem debilitando as chances de reeleição de Macri.

Na transmissão desta quinta-feira (2), o ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno, comentou sobre o cenário conturbado na Venezuela. Segundo ele, "não é fácil" depor o ditador Nicolás Maduro, que foi "eleito sem legitimidade".

Para o ministro, a cúpula das Forças Armadas não apoia o líder oposicionista Juan Guaidó porque foi aliciada e comprada com cargos no governo atual, que lhe dá salário alto e influência econômica. Ele disse, contudo, esperar que eles mudem de posição.

"As pressões internacionais podem, pouco a pouco, mostrar ao pessoal da população civil que ainda não compreendeu a gravidade do problema, e principalmente mostrar aos militares de alta patente que eles precisam ter o patriotismo e se voltarem para trazer a Venezuela de novo para o caminho da liberdade e da democracia", concluiu.

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Bolsonaro apela a argentinos para não votar em Cristina Kirchner

Valter Campanato/Agência Brasil
Bolsonaro fala com a imprensa
Bolsonaro fala com a imprensa

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Quinta, 2/5/2019 21:17.

(FOLHAPRESS)

O presidente Jair Bolsonaro envolveu-se nesta quinta-feira (2) na sucessão eleitoral da Argentina e apelou aos eleitores do país vizinho que não reconduzam a ex-mandatária de esquerda Cristina Kirchner (2001-2015).

Em live nas redes sociais, ele começou dizendo que ninguém "vai se envolver em questões de fora do país", mas afirmou esperar que os eleitores argentinos se conscientizem que o retorno de Cristina, hoje senadora, pode fazer com que a Argentina viva uma situação semelhante à da Venezuela.

O presidente Mauricio Macri tem uma postura alinhada à de Bolsonaro, mas seu governo tem enfrentado uma crise econômica e seu desempenho em sondagem recente foi inferior ao da senadora em um eventual segundo turno.

A eleição presidencial está marcada para 27 de outubro.

"Ninguém aqui vai se envolver em questões de fora do país, mas eu, como cidadão, tenho uma preocupação de que volte o governo anterior do Maurício Macri. A presidente anterior era ligada a Dilma [Rousseff], a [Luiz Inácio] Lula [da Silva], à Venezuela e à Cuba. Se isso voltar, com toda a certeza, a Argentina vai entrar em uma situação semelhante à da Venezuela", disse.

Bolsonaro afirmou ainda que se o governo atual não tem tido um desempenho satisfatório, é necessário ter paciência, uma vez que, na opinião dele, Macri ainda pode melhorá-lo.

Em sua fala, o presidente pediu até mesmo a Deus para que Cristina não volte ao comando da Casa Rosada.

"Eu espero que nossos irmãos argentinos se conscientizem. Se o Macri não está indo bem, paciência. Vai lutar para melhorar ou [elege] alguém da linha dele. O que não pode é voltar Cristina Kirchner que, no meu entender, os reflexos serão para o povo argentino e para todos nós", disse.

A ex-presidente deve se sentar pela primeira vez no banco dos réus no dia 21 de maio, em julgamento que envolve a acusação de desvio e lavagem de dinheiro público por meio dos hotéis que pertencem à família Kirchner na Patagônia.

Mesmo investigada, ela pretende concorrer ao cargo.

O anúncio oficial deve acontecer no próximo dia 20, no estádio do time de futebol Racing --um dos mais tradicionais de Buenos Aires. Cristina pode responder ao processo, mas, se a Justiça determinar sua prisão, precisa pedir ao Congresso que retire seu foro privilegiado.

A situação econômica do país tem piorado, com aumento da inflação --que chegou a seu recorde desde 1991, com 4,7%, em março-- e da pobreza, que já atinge 32% da população. Esse quadro vem debilitando as chances de reeleição de Macri.

Na transmissão desta quinta-feira (2), o ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno, comentou sobre o cenário conturbado na Venezuela. Segundo ele, "não é fácil" depor o ditador Nicolás Maduro, que foi "eleito sem legitimidade".

Para o ministro, a cúpula das Forças Armadas não apoia o líder oposicionista Juan Guaidó porque foi aliciada e comprada com cargos no governo atual, que lhe dá salário alto e influência econômica. Ele disse, contudo, esperar que eles mudem de posição.

"As pressões internacionais podem, pouco a pouco, mostrar ao pessoal da população civil que ainda não compreendeu a gravidade do problema, e principalmente mostrar aos militares de alta patente que eles precisam ter o patriotismo e se voltarem para trazer a Venezuela de novo para o caminho da liberdade e da democracia", concluiu.

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