Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Política
Bolsonaro diz que tem apoio dos EUA para 'libertar Venezuela'

Terça, 19/3/2019 6:50.
EBC.

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MARINA DIAS E PATRÍCIA CAMPOS MELLO
WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro usou seu discurso de pouco mais de dez minutos na segunda-feira (18) em Washington para dizer que o Brasil conta com o apoio e a capacidade bélica dos Estados Unidos para "libertar o povo" da Venezuela.

"Temos alguns assuntos que estamos trabalhando em conjunto, reconhecendo a capacidade econômica, bélica, entre outras, dos EUA. Temos de resolver a questão da nossa Venezuela. A Venezuela não pode continuar da maneira como se encontra. Aquele povo tem de ser libertado, e contamos com o apoio dos EUA para que esse objetivo seja alcançado", disse ele a empresários e investidores, na Câmara de Comércio Brasil-EUA.

Funcionários do alto escalão da Casa Branca afirmam que o governo de Trump conta com a interlocução dos militares brasileiros na Venezuela diante da crise naquele país.

A ala militar do governo brasileiro, por sua vez, é contra qualquer intervenção que extrapole a ajuda humanitária na fronteira e, após o discurso de Bolsonaro, o porta-voz do Planalto, Otávio Rêgo Barros, reforçou a posição.

O líder brasileiro, que vai se encontrar com Trump nesta terça-feira (19) na Casa Branca, fez questão de se colocar como uma réplica de Trump na América Latina.

Disse que acredita na transformação do país "pelas mãos de Deus" –a quem fez diversas referências durante sua fala de improviso– e que é contrário ao politicamente correto e à ideologia de gênero.

"Queremos um Brasil grande, assim como Trump quer uma América grande", afirmou, em referência ao slogan do americano, "Make America great again".

"Alavancaremos não só nossa economia, bem como os valores que, ao longo dos últimos anos, foram deixados para trás. Acreditamos em Deus, somos contra o politicamente correto, não queremos a ideologia de gênero. Queremos um mundo de paz e liberdade. Precisamos trabalhar duro para que seja alcançado."

Ainda no seu esforço de traçar paralelos entre sua trajetória e a de Trump, Bolsonaro disse que o Brasil "cansou da velha política e dos péssimos exemplos do governo do PT" que, segundo o presidente, era antiamericanos. "Hoje, vocês têm um presidente que é amigo e admira os EUA."

A visita do brasileiro a Washington é sua primeira viagem bilateral, mas não rendeu –até agora– resultados concretos em termos de acordos comerciais, por exemplo.

O presidente aproveitou então para dizer que o Brasil precisa de "bons parceiros" para ir além disso. "O povo americano e os EUA sempre foi [sic] inspirador pra mim e para as decisões que tomei. Essa visita materializa isso."

Bolsonaro comentou ainda, em tom de chacota, o que seu ministro da Economia, Paulo Guedes, é o amor da sua vida. "Na questão da economia, obviamente. Mas não sou homofóbico."

"Apesar da minha inexperiência no Executivo, estou muito bem assessorado por 22 ministros. Nós acreditamos no Brasil, mas só podemos fazer mais com bons amigos", concluiu presidente, que foi aplaudido de pé.

Durante pelo menos duas horas da segunda-feira, Bolsonaro circulou pelas ruas de Washington acompanhado por seguranças para, segundo um de seus auxiliares, relaxar um pouco depois de participar de uma reunião na CIA, a agência de inteligência americana.

O encontro, que não estava no roteiro oficial do presidente, não foi divulgado à imprensa, ao contrário de todos os outros compromissos que ele terá na cidade até terça (19).

Antes das 8h (9h de Brasília), foi o filho caçula de Bolsonaro, Eduardo, quem deu o spoiler: postou em sua conta em uma rede social que estava a caminho da sede da CIA com o pai e outros ministros.

Até ali, a assessoria do Planalto insistia que o presidente estava em agenda privada e, somente quatro horas depois, informou por nota que a reunião com a agência americana serviu para debater "questões de combate ao crime organizado e ao narcotráfico".

A comitiva contava com o ministro Sergio Moro (Justiça), que não quis falar sobre o assunto ao voltar ao Sofitel, onde ele e outros colegas de Esplanada estão hospedados.

Ao voltar para a Blair House, onde se hospeda, Bolsonaro recebeu o filho e o assessor de assuntos internacionais da Presidência, Filipe Martins, que haviam feito compras e participado de um encontro na OEA (Organizações dos Estados Americanos).

A sacola de Martins estava repleta de vitaminas, enquanto a de Eduardo tinha uma caixa de power crunch, uma barra de proteína com gosto de chocolate para comer geralmente depois de um treino forte na academia.

Depois, Bolsonaro retomou agenda normal: recebeu o ex-secretário do Tesouro dos EUA Henry Paulson e deu uma entrevista à Fox News.


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Bolsonaro diz que tem apoio dos EUA para 'libertar Venezuela'

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Terça, 19/3/2019 6:50.

MARINA DIAS E PATRÍCIA CAMPOS MELLO
WASHINGTON, EUA (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro usou seu discurso de pouco mais de dez minutos na segunda-feira (18) em Washington para dizer que o Brasil conta com o apoio e a capacidade bélica dos Estados Unidos para "libertar o povo" da Venezuela.

"Temos alguns assuntos que estamos trabalhando em conjunto, reconhecendo a capacidade econômica, bélica, entre outras, dos EUA. Temos de resolver a questão da nossa Venezuela. A Venezuela não pode continuar da maneira como se encontra. Aquele povo tem de ser libertado, e contamos com o apoio dos EUA para que esse objetivo seja alcançado", disse ele a empresários e investidores, na Câmara de Comércio Brasil-EUA.

Funcionários do alto escalão da Casa Branca afirmam que o governo de Trump conta com a interlocução dos militares brasileiros na Venezuela diante da crise naquele país.

A ala militar do governo brasileiro, por sua vez, é contra qualquer intervenção que extrapole a ajuda humanitária na fronteira e, após o discurso de Bolsonaro, o porta-voz do Planalto, Otávio Rêgo Barros, reforçou a posição.

O líder brasileiro, que vai se encontrar com Trump nesta terça-feira (19) na Casa Branca, fez questão de se colocar como uma réplica de Trump na América Latina.

Disse que acredita na transformação do país "pelas mãos de Deus" –a quem fez diversas referências durante sua fala de improviso– e que é contrário ao politicamente correto e à ideologia de gênero.

"Queremos um Brasil grande, assim como Trump quer uma América grande", afirmou, em referência ao slogan do americano, "Make America great again".

"Alavancaremos não só nossa economia, bem como os valores que, ao longo dos últimos anos, foram deixados para trás. Acreditamos em Deus, somos contra o politicamente correto, não queremos a ideologia de gênero. Queremos um mundo de paz e liberdade. Precisamos trabalhar duro para que seja alcançado."

Ainda no seu esforço de traçar paralelos entre sua trajetória e a de Trump, Bolsonaro disse que o Brasil "cansou da velha política e dos péssimos exemplos do governo do PT" que, segundo o presidente, era antiamericanos. "Hoje, vocês têm um presidente que é amigo e admira os EUA."

A visita do brasileiro a Washington é sua primeira viagem bilateral, mas não rendeu –até agora– resultados concretos em termos de acordos comerciais, por exemplo.

O presidente aproveitou então para dizer que o Brasil precisa de "bons parceiros" para ir além disso. "O povo americano e os EUA sempre foi [sic] inspirador pra mim e para as decisões que tomei. Essa visita materializa isso."

Bolsonaro comentou ainda, em tom de chacota, o que seu ministro da Economia, Paulo Guedes, é o amor da sua vida. "Na questão da economia, obviamente. Mas não sou homofóbico."

"Apesar da minha inexperiência no Executivo, estou muito bem assessorado por 22 ministros. Nós acreditamos no Brasil, mas só podemos fazer mais com bons amigos", concluiu presidente, que foi aplaudido de pé.

Durante pelo menos duas horas da segunda-feira, Bolsonaro circulou pelas ruas de Washington acompanhado por seguranças para, segundo um de seus auxiliares, relaxar um pouco depois de participar de uma reunião na CIA, a agência de inteligência americana.

O encontro, que não estava no roteiro oficial do presidente, não foi divulgado à imprensa, ao contrário de todos os outros compromissos que ele terá na cidade até terça (19).

Antes das 8h (9h de Brasília), foi o filho caçula de Bolsonaro, Eduardo, quem deu o spoiler: postou em sua conta em uma rede social que estava a caminho da sede da CIA com o pai e outros ministros.

Até ali, a assessoria do Planalto insistia que o presidente estava em agenda privada e, somente quatro horas depois, informou por nota que a reunião com a agência americana serviu para debater "questões de combate ao crime organizado e ao narcotráfico".

A comitiva contava com o ministro Sergio Moro (Justiça), que não quis falar sobre o assunto ao voltar ao Sofitel, onde ele e outros colegas de Esplanada estão hospedados.

Ao voltar para a Blair House, onde se hospeda, Bolsonaro recebeu o filho e o assessor de assuntos internacionais da Presidência, Filipe Martins, que haviam feito compras e participado de um encontro na OEA (Organizações dos Estados Americanos).

A sacola de Martins estava repleta de vitaminas, enquanto a de Eduardo tinha uma caixa de power crunch, uma barra de proteína com gosto de chocolate para comer geralmente depois de um treino forte na academia.

Depois, Bolsonaro retomou agenda normal: recebeu o ex-secretário do Tesouro dos EUA Henry Paulson e deu uma entrevista à Fox News.


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