Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Política
Vereadora Juliethe relata experiência na Conferência Global sobre Violência contra as Mulheres

Ela participou na última semana da 6ª Conferência Global sobre Violência contra as Mulheres, que aconteceu na Cidade do Cabo, na África do Sul.

Sexta, 1/11/2019 16:23.
Divulgação
Comitiva brasileira com Malebogo Malefhe

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O evento reuniu representantes de diversos países e também de entidades como ONU, OMS e Unicef. Juliethe representou Balneário Camboriú e Santa Catarina, integrando a comitiva brasileira coordenada pelo professor Marcos Claudio Signorelli, docente da Câmara de Graduação em Saúde Coletiva e do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Também integraram o grupo o professor e pesquisador Daniel Canavese e a professora mestranda Vera Lucia Costa da Silva.

Juliethe foi convidada através da coordenadora da Casa da Mulher Brasileira de Curitiba (CMBC), Sandra Praddo, durante um dos eventos em que esteve presente tratando sobre os projetos desenvolvidos pelos direitos das mulheres, oficializado pelo professor Marcos.

A vereadora, única representante feminina na atual legislatura de Balneário Camboriú, atua em prol das mulheres e contra a violência doméstica, inclusive tendo lutado para que a Procuradoria Especial da Mulher (que tem como objetivo orientar as mulheres vítimas de violência) se tornasse realidade, o que aconteceu em setembro deste ano.

A viagem de Juliethe foi alvo de críticas, e ela salienta que isso não vai lhe parar.

“Esse falatório me dá mais força para lutar pelas mulheres. É uma violência constitucional, nunca fizeram isso com outro vereador de Balneário Camboriú. Eu não teria acesso às informações e pessoas que conheci se estivesse em Balneário”, explica.

A vereadora salienta que o debate sobre a violência contra a mulher começou ‘há pouco tempo, em torno de 10 anos’, mas que não acredita que estão acontecendo mais agressões e sim que mais mulheres estão denunciando.

“As mulheres estão tendo mais coragem de denunciar. Nesta semana recebi uma mulher em meu gabinete que conheci pelo Instagram e ela me contou a história dela, me falou o quanto acha que a Procuradoria da Mulher é importante e necessária. Isso me motiva a continuar”, afirma.

Segundo a vereadora, os dias na Conferência foram ‘marcantes’, com palestras das 9h às 22h, vários painéis e muitos dados compartilhados.

“Haviam pessoas de países como Estados Unidos, Austrália, África, da OMS, ONU e Unicef, além de várias ONGs que combatem a violência contra mulheres e crianças. Percebi que mesmo distantes, as realidades são parecidas”, diz.

Juliethe cita Malebogo Malefhe, de 37 anos, nascida em Botsuana, que foi uma das palestrantes da Conferência Global e contou sua experiência de vida. Ela foi atingida, em 2009, por oito tiros do namorado, sofreu lesão na medula espinhal e hoje precisa da cadeira de rodas para se locomover. Ela se tornou ativista contra a violência de gênero e, em 2017, recebeu o Prêmio Internacional Mulheres da Coragem.

“A história lembra bastante a da Maria da Penha. Eu não preciso ter sofrido violência para querer ajudar. Tive a oportunidade de falar no evento também, trouxe muita bagagem de lá e vou estruturar para fazer ainda mais pelas mulheres de Balneário Camboriú. Ouvi muito também sobre o quanto precisam existir leis que protejam as mulheres para que haja punição. São as leis que mudam a nossa realidade”, completa.

Comitiva brasileira com Nancy Glass, pesquisadora na Universidade Johns Hopkins (EUA)


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Página 3
Divulgação
Comitiva brasileira com Malebogo Malefhe
Comitiva brasileira com Malebogo Malefhe

Vereadora Juliethe relata experiência na Conferência Global sobre Violência contra as Mulheres

Ela participou na última semana da 6ª Conferência Global sobre Violência contra as Mulheres, que aconteceu na Cidade do Cabo, na África do Sul.

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Sexta, 1/11/2019 16:23.

O evento reuniu representantes de diversos países e também de entidades como ONU, OMS e Unicef. Juliethe representou Balneário Camboriú e Santa Catarina, integrando a comitiva brasileira coordenada pelo professor Marcos Claudio Signorelli, docente da Câmara de Graduação em Saúde Coletiva e do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Paraná (UFPR). Também integraram o grupo o professor e pesquisador Daniel Canavese e a professora mestranda Vera Lucia Costa da Silva.

Juliethe foi convidada através da coordenadora da Casa da Mulher Brasileira de Curitiba (CMBC), Sandra Praddo, durante um dos eventos em que esteve presente tratando sobre os projetos desenvolvidos pelos direitos das mulheres, oficializado pelo professor Marcos.

A vereadora, única representante feminina na atual legislatura de Balneário Camboriú, atua em prol das mulheres e contra a violência doméstica, inclusive tendo lutado para que a Procuradoria Especial da Mulher (que tem como objetivo orientar as mulheres vítimas de violência) se tornasse realidade, o que aconteceu em setembro deste ano.

A viagem de Juliethe foi alvo de críticas, e ela salienta que isso não vai lhe parar.

“Esse falatório me dá mais força para lutar pelas mulheres. É uma violência constitucional, nunca fizeram isso com outro vereador de Balneário Camboriú. Eu não teria acesso às informações e pessoas que conheci se estivesse em Balneário”, explica.

A vereadora salienta que o debate sobre a violência contra a mulher começou ‘há pouco tempo, em torno de 10 anos’, mas que não acredita que estão acontecendo mais agressões e sim que mais mulheres estão denunciando.

“As mulheres estão tendo mais coragem de denunciar. Nesta semana recebi uma mulher em meu gabinete que conheci pelo Instagram e ela me contou a história dela, me falou o quanto acha que a Procuradoria da Mulher é importante e necessária. Isso me motiva a continuar”, afirma.

Segundo a vereadora, os dias na Conferência foram ‘marcantes’, com palestras das 9h às 22h, vários painéis e muitos dados compartilhados.

“Haviam pessoas de países como Estados Unidos, Austrália, África, da OMS, ONU e Unicef, além de várias ONGs que combatem a violência contra mulheres e crianças. Percebi que mesmo distantes, as realidades são parecidas”, diz.

Juliethe cita Malebogo Malefhe, de 37 anos, nascida em Botsuana, que foi uma das palestrantes da Conferência Global e contou sua experiência de vida. Ela foi atingida, em 2009, por oito tiros do namorado, sofreu lesão na medula espinhal e hoje precisa da cadeira de rodas para se locomover. Ela se tornou ativista contra a violência de gênero e, em 2017, recebeu o Prêmio Internacional Mulheres da Coragem.

“A história lembra bastante a da Maria da Penha. Eu não preciso ter sofrido violência para querer ajudar. Tive a oportunidade de falar no evento também, trouxe muita bagagem de lá e vou estruturar para fazer ainda mais pelas mulheres de Balneário Camboriú. Ouvi muito também sobre o quanto precisam existir leis que protejam as mulheres para que haja punição. São as leis que mudam a nossa realidade”, completa.

Comitiva brasileira com Nancy Glass, pesquisadora na Universidade Johns Hopkins (EUA)


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