Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Política
Vereador Bola já alertava sobre saída da Expressul e Município nada fez para impedir

Ele cobra respostas da prefeitura para a solução do problema

Quinta, 4/6/2020 11:09.
Raquel Sander
Vereador Bola na audiência ano passado

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O vereador Aldemar Pereira (Bola) levou o problema do transporte público de Balneário Camboriú para a tribuna da sessão legislativa virtual, realizada ontem (3), dizendo que trata-se de um assunto antigo, devidamente anunciado há pelo menos dois anos e que não mereceu a atenção devida.

O problema

Com a volta do transporte público municipal na segunda-feira (8) e a concessionária Expressul alegando impossibilidade de manter o serviço, o prefeito Fabrício Oliveira anunciou que vai notificar a empresa para cumprimento do contrato. Se a empresa não retomar, ele pretende contratar emergencialmente outro prestador de serviço. Para retomar o serviço, a concessionária pede um subsídio de R$ 400 mil mensais, o que não está previsto em contrato. Independente desse subsídio, a empresa acionará judicialmente o município.

A sugestão do vereador

“Que as partes tentem um acordo, onde a prefeitura daria um subsídio. Em contrapartida para justificar o investimento eles dariam o benefício que Balneário Camboriú não tem hoje, o transporte gratuito de atletas e estudantes, pessoal das áreas de educação e saúde. Mas se isso não der certo, caso eles suspendam por algum motivo o funcionamento dos ônibus ou por falta de empresas para assumir o transporte coletivo, sugiro que a prefeitura utilize os serviços de transporte escolar, transporte de turismo, que estão sem nenhuma atividade, em razão da pandemia do coronavírus”, afirmou Bola.

O vereador sugeriu ainda que seja feito um contrato permitindo que os atletas recebam passes gratuitos para conseguirem utilizar o transporte coletivo, bem como os alunos que estudam em bairros diferentes do que moram.

Assunto antigo

O vereador relembrou que em 2007, quando era vice-prefeito, foi realizada a renovação contratual com a Expressul, mas desde então muita coisa mudou.

“As pessoas adquiriram mais veículos e infelizmente, acabou diminuindo o público dos ônibus e somado a isso a chegada dos aplicativos, como exemplo: Uber, 99, Garupa e dentre outros. Na época, o contrato da Expressul previa várias linhas para o ano de 2007, que eram necessárias, porém, atualmente já não se faz necessário ter tantas linhas assim, só que não houve uma revisão contratual e a empresa acabou tirando algumas linhas de ônibus. Aí vieram as reclamações e junto os prejuízos da Expressul, que demitiu funcionários, vendeu ônibus, tirou ônibus de linhas e o prejuízo só aumentou”.

Reunião pública não adiantou

Bola disse que há dois anos, quando soube que a empresa iria sair da cidade, decidiu investigar, andar de ônibus na madrugada para fazer uma vistoria de qual era a real situação do transporte público em Balneário Camboriú.

“Concluí que realmente o número de pessoas é pouco, inclusive em dias chuvosos não superlotava os ônibus, então com isso ficou comprovado que a empresa estava com um grande problema. Marquei então uma reunião pública em 28 de março de 2019, nesta ocasião ficou evidente que a prefeitura precisava ajudar a empresa, porém passou 1 ano e 3 meses e o governo não tomou nenhuma atitude. Logo, a Expressul se manifestou e concluiu que o preço da passagem precisava dobrar para conseguir manter o transporte”, segue Bola.

A referida reunião pública contou com o presidente da Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú, Omar Tomalih (Podemos); vereador de Camboriú John Lenon Teodoro; gerente de apoio operacional, gerente hidroviário e presidente das comissões de licitação e política tarifária do Departamento de Transportes e Terminais de Santa Catarina (DETER), Luiz Carlos Faísca; diretor-geral da Secretaria de Segurança de Balneário Camboriú, Daniel Moreno Ferreira da Silva; sócio proprietário da Viação Praiana, Rafael Werner Seára; assessor técnico da empresa Expressul, Ronaldo Gilberto de Oliveira; e presidente da Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana da Subseção de Balneário Camboriú da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BC), Eloar Antônio Lenzi.

Desde então, o vereador cobra respostas da prefeitura para a solução do grande problema que o transporte público no município de Balneário Camboriú se transformou.


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Página 3
Raquel Sander
Vereador Bola na audiência ano passado
Vereador Bola na audiência ano passado

Vereador Bola já alertava sobre saída da Expressul e Município nada fez para impedir

Ele cobra respostas da prefeitura para a solução do problema

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Quinta, 4/6/2020 11:09.

O vereador Aldemar Pereira (Bola) levou o problema do transporte público de Balneário Camboriú para a tribuna da sessão legislativa virtual, realizada ontem (3), dizendo que trata-se de um assunto antigo, devidamente anunciado há pelo menos dois anos e que não mereceu a atenção devida.

O problema

Com a volta do transporte público municipal na segunda-feira (8) e a concessionária Expressul alegando impossibilidade de manter o serviço, o prefeito Fabrício Oliveira anunciou que vai notificar a empresa para cumprimento do contrato. Se a empresa não retomar, ele pretende contratar emergencialmente outro prestador de serviço. Para retomar o serviço, a concessionária pede um subsídio de R$ 400 mil mensais, o que não está previsto em contrato. Independente desse subsídio, a empresa acionará judicialmente o município.

A sugestão do vereador

“Que as partes tentem um acordo, onde a prefeitura daria um subsídio. Em contrapartida para justificar o investimento eles dariam o benefício que Balneário Camboriú não tem hoje, o transporte gratuito de atletas e estudantes, pessoal das áreas de educação e saúde. Mas se isso não der certo, caso eles suspendam por algum motivo o funcionamento dos ônibus ou por falta de empresas para assumir o transporte coletivo, sugiro que a prefeitura utilize os serviços de transporte escolar, transporte de turismo, que estão sem nenhuma atividade, em razão da pandemia do coronavírus”, afirmou Bola.

O vereador sugeriu ainda que seja feito um contrato permitindo que os atletas recebam passes gratuitos para conseguirem utilizar o transporte coletivo, bem como os alunos que estudam em bairros diferentes do que moram.

Assunto antigo

O vereador relembrou que em 2007, quando era vice-prefeito, foi realizada a renovação contratual com a Expressul, mas desde então muita coisa mudou.

“As pessoas adquiriram mais veículos e infelizmente, acabou diminuindo o público dos ônibus e somado a isso a chegada dos aplicativos, como exemplo: Uber, 99, Garupa e dentre outros. Na época, o contrato da Expressul previa várias linhas para o ano de 2007, que eram necessárias, porém, atualmente já não se faz necessário ter tantas linhas assim, só que não houve uma revisão contratual e a empresa acabou tirando algumas linhas de ônibus. Aí vieram as reclamações e junto os prejuízos da Expressul, que demitiu funcionários, vendeu ônibus, tirou ônibus de linhas e o prejuízo só aumentou”.

Reunião pública não adiantou

Bola disse que há dois anos, quando soube que a empresa iria sair da cidade, decidiu investigar, andar de ônibus na madrugada para fazer uma vistoria de qual era a real situação do transporte público em Balneário Camboriú.

“Concluí que realmente o número de pessoas é pouco, inclusive em dias chuvosos não superlotava os ônibus, então com isso ficou comprovado que a empresa estava com um grande problema. Marquei então uma reunião pública em 28 de março de 2019, nesta ocasião ficou evidente que a prefeitura precisava ajudar a empresa, porém passou 1 ano e 3 meses e o governo não tomou nenhuma atitude. Logo, a Expressul se manifestou e concluiu que o preço da passagem precisava dobrar para conseguir manter o transporte”, segue Bola.

A referida reunião pública contou com o presidente da Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú, Omar Tomalih (Podemos); vereador de Camboriú John Lenon Teodoro; gerente de apoio operacional, gerente hidroviário e presidente das comissões de licitação e política tarifária do Departamento de Transportes e Terminais de Santa Catarina (DETER), Luiz Carlos Faísca; diretor-geral da Secretaria de Segurança de Balneário Camboriú, Daniel Moreno Ferreira da Silva; sócio proprietário da Viação Praiana, Rafael Werner Seára; assessor técnico da empresa Expressul, Ronaldo Gilberto de Oliveira; e presidente da Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana da Subseção de Balneário Camboriú da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BC), Eloar Antônio Lenzi.

Desde então, o vereador cobra respostas da prefeitura para a solução do grande problema que o transporte público no município de Balneário Camboriú se transformou.


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