Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Política
Vereador pede providências para fila de espera na saúde municipal

Site para acompanhar a fila está sem acesso

Quarta, 27/5/2020 16:28.
Divulgação
Vereador pede providências, e secretária diz que urgências foram priorizadas

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O vereador Marcelo Achutti apontou na terça-feira (26) a falta de acesso ao site da Fila de Espera da Secretaria de Saúde de Balneário Camboriú, o que estaria acontecendo há mais de 60 dias. A secretária Andressa Hadad confirmou a situação, salientando que um processo administrativo corre contra a empresa que venceu a licitação (Branet – Gestão de Logística em Saúde) em 2019. Com isso, Achutti lembra que não há como saber quantas pessoas esperam por consultas de especialidades em Balneário, lembrando que há 85 dias esse número passava de nove mil.

O vereador salientou que o governo municipal ‘sempre tem uma desculpa’, e que há mais de 60 dias identificou o problema do site onde a comunidade deveria poder consultar a Fila de Espera.

“O meu intuito não é criticar e sim apontar o que a comunidade pede. Diariamente recebo ligações questionando como consultar o andamento da Fila de Espera, e hoje não há como fazer isso. Então acaba que nós vereadores não podemos fiscalizar e a imprensa também não”, diz.

Achutti relembra que se passaram 85 dias também que fez a solicitação sobre as 9.130 pessoas que aguardavam na Fila por uma consulta. Na época, ele sugeriu que a secretaria fizesse mutirões, citando que 1.376 pessoas aguardavam por consulta com o oftalmologista, além de casos de pacientes que esperam há dois anos para retirar pedra da vesícula.

“Não dá para saber se o número de pessoas na fila aumentou ou diminuiu. Eu já precisei operar a vesícula e sei a dor que é. É momento de ficarmos em casa, mas quem sai para ir até o médico é porque precisa, porque está com dor”, opina.

Achutti diz entender que a Secretaria de Saúde está ‘com o olhar voltado para a pandemia’, mas afirma que ‘é preciso continuar com as consultas’, principalmente as emergenciais, citando o tomógrafo do Hospital Ruth Cardoso, que está quebrado há um ano.

“Hoje quem está na UTI do Ruth, por exemplo, e precisa de uma tomografia precisa ser encaminhado ao Hospital Marieta, em Itajaí. É um absurdo, não consigo admitir isso. Repassamos para a AMFRI R$ 2 milhões por ano, isso dá dois tomógrafos. Não tem explicação, não consigo compreender. Não estou criticando, e sim dizendo que temos que evoluir muito, a pandemia não pode justificar tudo. E em longo prazo como vai ficar? Agosto, setembro... é uma decepção muito grande”, acrescenta.

O que diz a secretária

A secretária Andressa Hadad disse que o site para acompanhar a Fila de Consultas está fora do ar há algum tempo, pois trocaram o sistema e a empresa vencedora, Branet – Gestão de Logística em Saúde, não conseguiu atender a demanda de Balneário Camboriú. Um processo administrativo está em andamento.

“Iniciamos a transição de dados ainda em julho de 2019, começamos a operar neste ano e tivemos muitos problemas com esse sistema. Fizemos reuniões, vários apontamentos, a Secretaria de Administração e o Diretor de T.I estão envolvidos também, mas não é fácil dispensar uma licitação e fazer uma nova. Voltamos com o sistema antigo e estamos aguardando a transferência de dados para ter a nova lista”, salienta.

Segundo Andressa, há demandas de várias especialidades e estão organizando mutirões. No caso da oftalmologia, citada pelo vereador, a secretária explica que assim como a odontologia não estão acontecendo consultas por conta da proximidade entre os profissionais e pacientes, em precaução ao Coronavírus.

“Estamos avaliando todas as filas para ver quais há mais necessidade e assim conseguirmos dar andamento. Já há uma programação agendada, e inclusive as eletivas já foram liberadas nesta semana”, afirma.

A secretária aproveita para citar que houve diminuição nas filas por conta da pandemia, e que há unidades básicas que mesmo abertas não estão fazendo atendimentos (por não haver procura), já que as pessoas têm medo de se expor. A procura começou a acontecer, segundo Hadad, na última semana, mas ainda de forma pequena.

“Tudo que era urgência, emergência, pessoas que estavam com dor, nós atendemos. Encaminhamos para exame, tomografia, ressonância, mantivemos as cirurgias, como ginecologia, obstetrícia, ortopedia. Não foi estaca zero, continuamos trabalhando. Intensificamos as visitas domiciliares, entregamos receitas e medicamentos, houve fisioterapeutas que foram até a casa dos pacientes. Nem todas as consultas foram canceladas, e em nenhum momento deixamos de realizá-las”, completa.


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Vereador pede providências, e secretária diz que urgências foram priorizadas
Vereador pede providências, e secretária diz que urgências foram priorizadas

Vereador pede providências para fila de espera na saúde municipal

Site para acompanhar a fila está sem acesso

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Quarta, 27/5/2020 16:28.

O vereador Marcelo Achutti apontou na terça-feira (26) a falta de acesso ao site da Fila de Espera da Secretaria de Saúde de Balneário Camboriú, o que estaria acontecendo há mais de 60 dias. A secretária Andressa Hadad confirmou a situação, salientando que um processo administrativo corre contra a empresa que venceu a licitação (Branet – Gestão de Logística em Saúde) em 2019. Com isso, Achutti lembra que não há como saber quantas pessoas esperam por consultas de especialidades em Balneário, lembrando que há 85 dias esse número passava de nove mil.

O vereador salientou que o governo municipal ‘sempre tem uma desculpa’, e que há mais de 60 dias identificou o problema do site onde a comunidade deveria poder consultar a Fila de Espera.

“O meu intuito não é criticar e sim apontar o que a comunidade pede. Diariamente recebo ligações questionando como consultar o andamento da Fila de Espera, e hoje não há como fazer isso. Então acaba que nós vereadores não podemos fiscalizar e a imprensa também não”, diz.

Achutti relembra que se passaram 85 dias também que fez a solicitação sobre as 9.130 pessoas que aguardavam na Fila por uma consulta. Na época, ele sugeriu que a secretaria fizesse mutirões, citando que 1.376 pessoas aguardavam por consulta com o oftalmologista, além de casos de pacientes que esperam há dois anos para retirar pedra da vesícula.

“Não dá para saber se o número de pessoas na fila aumentou ou diminuiu. Eu já precisei operar a vesícula e sei a dor que é. É momento de ficarmos em casa, mas quem sai para ir até o médico é porque precisa, porque está com dor”, opina.

Achutti diz entender que a Secretaria de Saúde está ‘com o olhar voltado para a pandemia’, mas afirma que ‘é preciso continuar com as consultas’, principalmente as emergenciais, citando o tomógrafo do Hospital Ruth Cardoso, que está quebrado há um ano.

“Hoje quem está na UTI do Ruth, por exemplo, e precisa de uma tomografia precisa ser encaminhado ao Hospital Marieta, em Itajaí. É um absurdo, não consigo admitir isso. Repassamos para a AMFRI R$ 2 milhões por ano, isso dá dois tomógrafos. Não tem explicação, não consigo compreender. Não estou criticando, e sim dizendo que temos que evoluir muito, a pandemia não pode justificar tudo. E em longo prazo como vai ficar? Agosto, setembro... é uma decepção muito grande”, acrescenta.

O que diz a secretária

A secretária Andressa Hadad disse que o site para acompanhar a Fila de Consultas está fora do ar há algum tempo, pois trocaram o sistema e a empresa vencedora, Branet – Gestão de Logística em Saúde, não conseguiu atender a demanda de Balneário Camboriú. Um processo administrativo está em andamento.

“Iniciamos a transição de dados ainda em julho de 2019, começamos a operar neste ano e tivemos muitos problemas com esse sistema. Fizemos reuniões, vários apontamentos, a Secretaria de Administração e o Diretor de T.I estão envolvidos também, mas não é fácil dispensar uma licitação e fazer uma nova. Voltamos com o sistema antigo e estamos aguardando a transferência de dados para ter a nova lista”, salienta.

Segundo Andressa, há demandas de várias especialidades e estão organizando mutirões. No caso da oftalmologia, citada pelo vereador, a secretária explica que assim como a odontologia não estão acontecendo consultas por conta da proximidade entre os profissionais e pacientes, em precaução ao Coronavírus.

“Estamos avaliando todas as filas para ver quais há mais necessidade e assim conseguirmos dar andamento. Já há uma programação agendada, e inclusive as eletivas já foram liberadas nesta semana”, afirma.

A secretária aproveita para citar que houve diminuição nas filas por conta da pandemia, e que há unidades básicas que mesmo abertas não estão fazendo atendimentos (por não haver procura), já que as pessoas têm medo de se expor. A procura começou a acontecer, segundo Hadad, na última semana, mas ainda de forma pequena.

“Tudo que era urgência, emergência, pessoas que estavam com dor, nós atendemos. Encaminhamos para exame, tomografia, ressonância, mantivemos as cirurgias, como ginecologia, obstetrícia, ortopedia. Não foi estaca zero, continuamos trabalhando. Intensificamos as visitas domiciliares, entregamos receitas e medicamentos, houve fisioterapeutas que foram até a casa dos pacientes. Nem todas as consultas foram canceladas, e em nenhum momento deixamos de realizá-las”, completa.


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