Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Política
Autoridades devem estimular que organizadores cancelem ou adiem eventos de massa

"Continuamos com dengue, cirurgias, acidentes; não estamos cuidando só de novo coronavírus"

Sexta, 13/3/2020 14:19.
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, durante entrevista coletiva sobre o novo coronavírus.

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Por Mateus Vargas e Camila Turtelli

O Ministério da Saúde recomendou nesta sexta-feira, 13, medidas mais restritivas para evitar o avanço do novo coronavírus, entre elas o isolamento por 7 dias de todas as pessoas que chegam de viagens internacionais, mesmo sem sintomas, e cancelamento de eventos com aglomerações. O governo passa a considerar também quarentena em locais onde a ocupação de leitos de UTI para a nova doença ultrapassarem 80%.

Organizadores devem discutir o cancelamento ou adiamento de eventos em locais fechados e com aglomeração, com cerca de 100 pessoas ou mais. O principal recado para população é reduzir o contato social. Até velórios com um grande número de pessoas devem ser evitados. Bufês de comida no estilo self-service devem ser eliminados e se acontecerem, que sejam em locais abertos e sem a presença de doentes. A intenção é reduzir a velocidade de transmissão da doença e manter o serviço de saúde ativo.

O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, disse que, apesar do foco na nova enfermidade, o serviço continua ativo para outros males.

"Continuamos com dengue, cirurgias, acidentes; não estamos cuidando só de novo coronavírus", disse.

"Cada gestor, de cada unidade federada, deve adaptar essas recomendações para sua realidade local. O gestor local tem a sua disposição a lei de emergência sanitária para novo coronavírus, a portaria que estabelece ações de quarentena e isolamento, entre outras regras", afirmou.

Segundo Oliveira, a estimativa é que a cada três dias o número de casos dobre sem adoção de medidas propostas pelo Ministério da Saúde. Ele disse ainda que é fundamental que cada hospital tenha seu plano de contingência para, quando aumentar demanda por atendimento respiratório, ele possa adaptar a sua estrutura para ampliar leitos com segurança.


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Página 3
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, durante entrevista coletiva sobre o novo coronavírus.
O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, durante entrevista coletiva sobre o novo coronavírus.

Autoridades devem estimular que organizadores cancelem ou adiem eventos de massa

"Continuamos com dengue, cirurgias, acidentes; não estamos cuidando só de novo coronavírus"

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Sexta, 13/3/2020 14:19.
Por Mateus Vargas e Camila Turtelli

O Ministério da Saúde recomendou nesta sexta-feira, 13, medidas mais restritivas para evitar o avanço do novo coronavírus, entre elas o isolamento por 7 dias de todas as pessoas que chegam de viagens internacionais, mesmo sem sintomas, e cancelamento de eventos com aglomerações. O governo passa a considerar também quarentena em locais onde a ocupação de leitos de UTI para a nova doença ultrapassarem 80%.

Organizadores devem discutir o cancelamento ou adiamento de eventos em locais fechados e com aglomeração, com cerca de 100 pessoas ou mais. O principal recado para população é reduzir o contato social. Até velórios com um grande número de pessoas devem ser evitados. Bufês de comida no estilo self-service devem ser eliminados e se acontecerem, que sejam em locais abertos e sem a presença de doentes. A intenção é reduzir a velocidade de transmissão da doença e manter o serviço de saúde ativo.

O secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, disse que, apesar do foco na nova enfermidade, o serviço continua ativo para outros males.

"Continuamos com dengue, cirurgias, acidentes; não estamos cuidando só de novo coronavírus", disse.

"Cada gestor, de cada unidade federada, deve adaptar essas recomendações para sua realidade local. O gestor local tem a sua disposição a lei de emergência sanitária para novo coronavírus, a portaria que estabelece ações de quarentena e isolamento, entre outras regras", afirmou.

Segundo Oliveira, a estimativa é que a cada três dias o número de casos dobre sem adoção de medidas propostas pelo Ministério da Saúde. Ele disse ainda que é fundamental que cada hospital tenha seu plano de contingência para, quando aumentar demanda por atendimento respiratório, ele possa adaptar a sua estrutura para ampliar leitos com segurança.


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