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Bolsonaro admite dar cargos a siglas em troca de apoio, o que já chamou de crime

Quatro anos depois de condenar o “toma lá, dá cá” na política, o presidente Jair Bolsonaro mudou de ideia. Nesta segunda-feira, 11, admitiu que entregou cargos de seu governo em troca de apoio parlamentar. A contradição de Bolsonaro está exposta em vídeo produzido pelo próprio presidente.

Em 27 de outubro de 2018, em uma “live” na véspera do segundo turno das eleições presidenciais, para criticar o mensalão petista, Bolsonaro, com a Constituição na mão, repetiu que seria crime entregar cargos no governo para partidos políticos. Na transmissão ao vivo, Bolsonaro tentou refutar a ideia de que não teria apoio do Congresso em um eventual governo e leu o artigo 85 da Constituição, que trata de crimes de responsabilidade.

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“A partir do momento que o presidente da República, no caso do mensalão, compra parlamentares para votar de acordo com seu interesse, esse presidente está interferindo no livre exercício do Poder Legislativo. Então, qualquer presidente que porventura distribua ministérios, estatais ou diretorias de banco para conseguir apoio dentro do Parlamento ele está infringindo o artigo 8, inciso 2 da Constituição”, disse Bolsonaro à época.

O artigo 85 da Constituição afirma que atentar contra o livre exercício dos demais Poderes, como o Legislativo, é crime de responsabilidade – passível, portanto, de processo de impeachment.

Bolsonaro ainda declarou, na mesma “live” em 2018, que poderia ser cobrado se oferecesse ministérios a partidos para “comprar voto”. “Qualquer um pode então me questionar que eu estou interferindo no livre exercício do Poder Legislativo”, afirmou, na mesma transmissão ao vivo. Se os partidos cobrarem alguma coisa, eu espero que a grande mídia nos apoie e fale ‘se ele der um ministério para esse partido, ele está então infringindo o artigo 85 da nossa Constituição'”.

Nesta segunda, no entanto, o chefe do Executivo assumiu em entrevista que deu cargos ao Centrão em troca de apoio político. “Para aprovar qualquer coisa, em especial Emenda Constitucional, passa por eles (parlamentares do Centrão). Agora, nosso relacionamento não é como no passado. Alguns cargos foram dados para partidos de centro, sim, não vou negar isso aí. Agora, nós temos filtros”, afirmou em entrevista a um podcast.

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Promessas não cumpridas

Eleito com o discurso da antipolítica, mesmo após 28 anos como deputado federal, Bolsonaro coleciona promessas de campanhas não cumpridas que vão desde as críticas ao Centrão à promessa de não trocar cargos por apoios. No ano passado, contudo, Bolsonaro se aliou de vez ao Centrão, levando o senador Ciro Nogueira, cacique do grupo presidente do Progressistas, para o coração do governo. Hoje, Ciro é ministro-chefe da Casa Civil e controla o Orçamento.

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