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Com cartazes pró-Bolsonaro, protesto de madeireiros obriga Ibama a fugir de cidade do AM

Terça, 18/12/2018 8:25.

FABIANO MAISONNAVE
CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - Em reação contra uma operação do Ibama, funcionários de madeireiras autuadas por irregularidades ambientais realizaram um protesto em Manacapuru (99 km de Manaus). Por medida de segurança, os fiscais deixaram a cidade antes que a marcha chegasse ao hotel onde estavam hospedados.

Durante a manifestação, alguns carregavam cartazes mencionando o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), que tem acusado o Ibama de praticar "ativismo ambiental xiita".

Desde a semana passada, o Ibama interditou 11 madeireiras da cidade. A operação teve o apoio da Polícia Federal, que prendeu em flagrante um empresário após a fiscalização ter encontrado madeira serrada não declarada no sistema DOF (Documento de Origem Florestal).

Segundo o Ibama, madeireiras usam toras extraídas ilegalmente para fabricar pallets, usados principalmente pelas indústrias de bebidas da Zona Franca de Manaus.

Funcionários do Ibama e do ICMBio têm relatado aumento da hostilidade contra fiscais na Amazônia desde a eleição de Bolsonaro, incluindo carros incendiados e ameaça de morte.

O presidente eleito se tornou feroz crítico dos órgãos ambientais depois de ter sido autuado em R$ 10 mil por pescar dentro de uma unidade de conservação, no litoral do Rio de Janeiro. O caso ocorreu em 2012, mas a multa nunca foi paga.

Em entrevista recente à Folha de S.Paulo, a presidente do Ibama, Suely Araújo, disse que o discurso de Bolsonaro "é uma apologia à irregularidade, a achar que seguir as normas ambientais é desnecessário, é frescura, é coisa de quem quer atrapalhar o desenvolvimento do país". 

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Com cartazes pró-Bolsonaro, protesto de madeireiros obriga Ibama a fugir de cidade do AM

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Terça, 18/12/2018 8:25.

FABIANO MAISONNAVE
CURITIBA, PR (FOLHAPRESS) - Em reação contra uma operação do Ibama, funcionários de madeireiras autuadas por irregularidades ambientais realizaram um protesto em Manacapuru (99 km de Manaus). Por medida de segurança, os fiscais deixaram a cidade antes que a marcha chegasse ao hotel onde estavam hospedados.

Durante a manifestação, alguns carregavam cartazes mencionando o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), que tem acusado o Ibama de praticar "ativismo ambiental xiita".

Desde a semana passada, o Ibama interditou 11 madeireiras da cidade. A operação teve o apoio da Polícia Federal, que prendeu em flagrante um empresário após a fiscalização ter encontrado madeira serrada não declarada no sistema DOF (Documento de Origem Florestal).

Segundo o Ibama, madeireiras usam toras extraídas ilegalmente para fabricar pallets, usados principalmente pelas indústrias de bebidas da Zona Franca de Manaus.

Funcionários do Ibama e do ICMBio têm relatado aumento da hostilidade contra fiscais na Amazônia desde a eleição de Bolsonaro, incluindo carros incendiados e ameaça de morte.

O presidente eleito se tornou feroz crítico dos órgãos ambientais depois de ter sido autuado em R$ 10 mil por pescar dentro de uma unidade de conservação, no litoral do Rio de Janeiro. O caso ocorreu em 2012, mas a multa nunca foi paga.

Em entrevista recente à Folha de S.Paulo, a presidente do Ibama, Suely Araújo, disse que o discurso de Bolsonaro "é uma apologia à irregularidade, a achar que seguir as normas ambientais é desnecessário, é frescura, é coisa de quem quer atrapalhar o desenvolvimento do país". 

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