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Pombos são praga urbana e não devem receber alimentos dos moradores

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Futura Press/Folhapress.

Segunda, 11/6/2018 16:30.

Na semana passada um comerciante da Avenida Atlântica discutiu com um morador que estava distribuindo milho aos pombos que circulam na área porque a proliferação dessas aves coloca em risco a saúde das pessoas.

O comerciante disse ao Página 3 que as aves -que ele chama de “ratos com asas”-, avançam por entre as mesas do seu restaurante trazendo riscos a funcionários e clientes.

Soltos na natureza os pombos são inócuos, mas no ambiente urbano eles transmitem doenças, em especial através das fezes.

Quando recebem alimentos de moradores eles se reproduzem mais, aumentando esses riscos.

Dias atrás começou a vigorar na cidade de São Paulo lei que prevê multa de R$ 200,00 para quem alimentar ou vender alimentos para pombos em via pública.

Balneário Camboriú não tem uma contagem sequer aproximada da população de pombos, nem qualquer programa oficial para controle ou erradicação.

Eles se distribuem pela areia e calçadas da praia central, além de outras áreas do Centro.

O controle e até a erradicação de pombos são previstos em lei porque a espécie é nociva aos humanos, mas os órgãos ambientais relutam em conceder autorização para abate evitando incômodos com ONGs de proteção animal.

Dessa forma o caminho mais fácil é o controle, como foi feito no Porto de Imbituba que em três meses reduziu pela metade a população de pombos, capturando-os e encaminhando-os a viveiros.

O responsável por este trabalho naquele porto, Kevin Bugs Vaz, da empresa Agent Prag, disse que são empregadas aves de rapina e gaiolas, mas enquanto falcões capturam 10 pombos por mês, com as gaiolas são capturadas cinco vezes mais, basta atraí-las com milho.

A coordenadora do Centro de Controle de Pragas Urbanas da prefeitura de Balneário Camboriú, Geosi de Lima de Matos, disse que existe o trabalho de educação ambiental e a promotoria foi procurada devido a um cidadão que insiste em alimentar pombos.

Afirmou também que um projeto para multar quem alimenta as aves foi aprovado no Conselho de Proteção Animal, mas inexiste estudo para eliminação das aves, apenas outras formas de manejo.

A reportagem constatou que o projeto de lei não chegou à Câmara de Vereadores e as outras formas de manejo, se existem, não deram resultado.

Pombos: conheça os riscos que eles trazem para a saúde

Fonte: Ministério da Saúde.

Os pombos são aves que vivem com facilidade nas cidades, morando em edificações onde costumam fazer seus ninhos em telhados, forros, caixas de ar condicionado, torres de igrejas e marquises. Causam prejuízos por danificar as estruturas dos prédios.

Por serem simpáticos e símbolos da paz, algumas pessoas gostam de alimentá-los com restos de comida, pão, pipocas, que são alimentos inadequados e prejudicam a saúde dos animais, além de viciá-los.

Como dificilmente são caçados por outros animais, sua população cresce muito rápido e o aumento de sua quantidade tornou-se um grave problema de saúde, pois, podem causar várias doenças graves que podem levar à morte ou deixar seqüelas, destacando-se:

- salmonelose: doença infecciosa provocada por bactérias. A contaminação ao homem ocorre pela ingestão de alimentos contaminados com fezes animais;

- criptococose: doença provocada por fungos que vivem no solo, em frutas secas e cereais e nas árvores; e isolado nos excrementos de aves, principalmente pombos;

- histoplasmose: doença provocada por fungos que se proliferam nas fezes de aves e morcegos. A contaminação ao homem ocorre pela inalação dos esporos (células reprodutoras do fungo);

- ornitose: doença infecciosa provocada por bactérias. A contaminação ao homem ocorre pelo contato com aves portadoras da bactéria ou com seus dejetos;

- meningite: inflamação das membranas que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.

Medidas de controle:

- retirar ninhos e ovos;

- umedecer as fezes dos pombos com desinfetante antes de varrê-las;

- utilizar luvas e máscara ou pano úmido para cobrir o nariz e a boca ao fazer a limpeza do local onde estão as fezes;

- vedar buracos ou vãos entre paredes, telhados e forros;

- colocar telas em varandas, janelas e caixas de ar condicionado;

- não deixar restos de alimentos que possam servir aos pombos, como ração de cães e gatos;

- utilizar grampos em beirais para evitar que os pombos pousem;

- acondicionar corretamente o lixo em recipientes fechados;

- nunca alimentar os pombos.

É importante para nossa saúde controlar a população desses animais na comunidade, fazendo com que eles procurem locais mais adequados para viver, com alimentação correta e longe dos perigos das cidades. Um pombo na cidade vive em média 4 anos, enquanto que em seu ambiente natural pode viver até 15 anos.

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