Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Saúde
Balneário Camboriú amplia ações de prevenção e melhora indicadores do HIV

A maior surpresa foi Itajaí que sempre estava entre as primeiras e agora caiu 51 posições

Quinta, 5/12/2019 22:10.
Foto Divulgação
Quanto mais testes rápidos, mais diagnósticos positivos aparecem e mais chance de iniciar logo o tratamento.

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Renata Rutes

Nesta semana foi divulgado o Boletim Epidemiológico 2019 do Ministério da Saúde, onde Balneário Camboriú caiu seis posições no ranking dos 100 municípios do país com mais de 100.000 habitantes com HIV. A cidade estava em 15º e agora está em 21º, mas no Estado Balneário figura em 2º lugar, atrás apenas de Florianópolis. A grande surpresa foi Itajaí, que caiu 51 posições no ranking e aparece em 4º lugar a nível estadual.

BALNEÁRIO CAMBORIÚ

100 municípios a nível Brasil integram a lista, onde Balneário Camboriú ocupa agora a 21ª posição.

Isso acontece por conta da ampliação nas ações de prevenção nos últimos dois anos, que melhorou os indicadores. Somente neste ano o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) realizou seis mil testes rápidos, fora os que são realizados nas unidades de saúde espalhadas pela cidade. Atualmente há em Balneário 1.991 pacientes fazendo uso da medicação – segundo dados da farmácia do Centro Integrado Solidariedade e Saúde (CISS), entre homens, mulheres e das mais diversas faixas etárias.

Foto: Renata RutesDa esquerda para a direita: o psicólogo Gustavo Pereira Oliveira d’Eça Neves, a coordenadora Jacheline Hoffmann e o médico infectologista Martoni Moura e Silva.

A partir do Decreto Federal nº 9.795 de 17 de maio de 2019 o programa municipal está sendo reestruturado e já é considerado o Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. O Página 3 esteve lá nesta semana e conversou com a coordenadora, Jacheline Hoffmann, com o médico assistente infectologista Martoni Moura e Silva e com psicólogo do projeto Educavida, Gustavo Pereira Oliveira d’Eça Neves.

Jacheline explica que o objetivo é ampliar os testes rápidos e que quanto mais oferta de testes há, mais diagnósticos vão aparecer. Isso integra a Meta 90, a qual Balneário assinou, que objetiva testar 90% da população da cidade.

“Temos mais diagnósticos porque realizamos mais testes”, diz.

O médico Martoni concorda, e salienta que Balneário Camboriú possui ainda um ‘apelo turístico fortíssimo’, e que muitos pacientes que fazem o teste na cidade estão de passagem, exemplificando que recentemente um homem fez o teste, adiantou consulta, pegou o remédio e foi embora da cidade.

“O dado foi computado como sendo de Balneário, temos essa população sazonal”, comenta.

Jacheline acrescenta lembrando que é um direito dos visitantes fazerem o teste em Balneário, e que dão a essas pessoas toda a assistência necessária.

“O departamento é federal, o paciente pode retirar o seu medicamento em trânsito, pode fazer o teste e o tratamento, mesmo não sendo morador do município”, afirma a coordenadora.

A população mais vulnerável e com mais casos é o público jovem, com idade entre 15 e 34 anos (antes era até os 29, mas nesse novo boletim o Ministério da Saúde ampliou a faixa etária).

O teste rápido é o grande aliado para iniciar logo o tratamento

Por isso, as ações de prevenção são mais focadas nessas pessoas. Além da intensificação da divulgação do teste rápido e da importância de usar preservativo no Dia Mundial de Combate à Aids, que foi no último dia 1º, o Departamento realiza ações ao longo de todo o ano em casas noturnas e locais que os jovens costumam frequentar.

“A maioria das pessoas que contraem o vírus HIV são homens que fazem sexo com homens. Como a doença não é mais como antigamente é comum que o público a banalize, já que há medicamento sem grandes efeitos adversos, o tratamento é tolerável, mas esse comportamento vulnerável e de risco é totalmente errado e essas pessoas correm o risco não só de adquirir HIV como outras doenças como sífilis e gonorreia”, explica o médico.

A coordenadora Jacheline lembra que a população de 40 a 45 anos também é vulnerável, e salienta que também houve um aumento no diagnóstico de idosos, que prolongaram a vida sexual através de remédios como o Viagra.

“Isso facilitou a infecção nesse público, temos pacientes com idade entre 80 e 90 anos em tratamento em Balneário Camboriú. Todos podem ser atingidos. A via sexual é a mais importante, é a que mais precisamos focar em conscientizar que é preciso fazer com proteção”, comenta.

O foco, segundo o doutor Martoni, é fortalecer a importância do uso do preservativo para que assim seja possível ‘cortar’ a cadeia de transmissão.

“Somente usando o medicamento já corta, já não é mais uma fonte de transmissão, é uma forma de se prevenir. Com o preservativo você se protege de todas as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e por isso que sempre vamos defender que ele precisa ser utilizado, é a melhor escolha”, acrescenta.

Há ainda a PrEP (A Profilaxia Pré-Exposição) ao HIV, que é novo método de prevenção à infecção pelo HIV. A PrEP consiste na tomada diária de um comprimido que impede que o vírus causador da AIDS infecte o organismo, antes de a pessoa ter contato com o vírus; e a PEP (Profilaxia Pós-Exposição de Risco), que é uma medida de prevenção de urgência à infecção pelo HIV, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), que consiste no uso de medicamentos para reduzir o risco de adquirir essas infecções.

“Em Balneário há 80 pacientes em uso de PrEP. No futuro esses medicamentos serão injetáveis, será mais fácil. A ciência já está avançando, inclusive já houve exemplos de cura constatada do HIV. Acredito que ainda há chance de vivenciarmos a cura para todos”, opina o médico.

Fotos: DivulgaçãoO médico palestrando sobre o assunto.

O departamento realiza ações ao longo de todo o ano, com foco ainda em momentos como o Carnaval e o Réveillon, sempre em parceria com a Secretaria de Saúde.

Há ainda o projeto permanente Educavida, que acontece nas escolas municipais de Balneário Camboriú. O psicólogo Gustavo salienta que focam na prevenção e associam o HIV na adolescência, citando ainda o uso de drogas, onde também pode ser transmitido o vírus.

“Alguns alunos interagem, contam situações que aconteceram, fazemos orientações. É comum adolescentes fazerem o teste também. A testagem é regular, é algo constante, não é sazonal”, comenta.

Campanhas chegaram nas faculdades

Segundo Gustavo, as campanhas também são realizadas nas universidades Univali e Uniavan, além de palestras em empresas, principalmente as que atuam na construção civil.

“Outro projeto bastante positivo que temos em parceria com o Conselho Municipal Antidrogas (COMAD) é a participação nas sessões de advertência qualificada, que acontecem no Fórum. A cada três meses conversamos com usuários de drogas que foram flagrados. É uma das penalidades. Falamos do risco que as drogas trazem para contrair HIV. Participam pessoas acima de 18 anos, cerca de 30 a 40 por sessão. Renovamos essa parceria para 2020”, pontua.

O médico Martoni acrescenta que também fazem campanhas com profissionais do sexo, distribuindo preservativos e gel, mas ele afirma que precisam ir para as periferias – os locais em que há mais casos. Para isso estão iniciando um projeto focando em conseguir um carro de testagem móvel, e pretendem realizar isso com apoio da Câmara de Vereadores.

“Eles se colocaram de forma muito aberta a nos apoiar. Não só politicamente, mas na parte financeira também”, diz.

Materiais distribuídos nas campanhas e ações de conscientização.A informação é farta, falta mais consciência e respeito pela doença.

ITAJAÍ

Itajaí caiu 51 posições no ranking dos 100 municípios do país com mais de 100.000 habitantes e reduziu em 12% a taxa de detecção de casos em relação a 2018.

Atualmente a cidade ocupa a 57ª posição na lista, com uma taxa de detecção de casos de AIDS de 55,8. No levantamento anterior, essa taxa era 63,6 e o município ocupava a 6ª posição do ranking.

Essa é a primeira vez nos últimos 10 anos que a cidade vizinha de Balneário consegue se ‘distanciar’ dos 50 municípios do país com as maiores taxas de detecção de AIDS.

A enfermeira da Gerência de Vigilância em Saúde, Jacqueline Koch, salienta que esse é um dos melhores resultados que a cidade já obteve no combate à AIDS desde a epidemia da doença na década de 1980.

“O trabalho intenso do município demonstra que estamos conseguindo tratar adequadamente os pacientes com o vírus, reduzindo a carga viral e consequentemente a mortalidade”, afirma.

A melhora nos dados, segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, é fruto das ações coordenadas, como a ‘oferta massiva’ de testes rápidos para diagnóstico de infecções sexualmente transmissíveis nas unidades de saúde do município. Neste ano, até outubro, segundo informou a diretora, o município fez 55.318 testagens. Além disso, a Vigilância Epidemiológica ampliou a distribuição de preservativos femininos e masculinos e géis lubrificantes. De janeiro de 2017 a outubro de 2019 foram entregues mais de um milhão de camisinhas.

“O diagnóstico precoce do HIV, através do teste rápido, faz com que o tratamento seja oportuno, evitando a evolução para a AIDS e outras comorbidades que podem levar o paciente à morte”, ressalta a enfermeira Jacqueline.

A equipe da Vigilância realiza ainda rodas de conversa e palestras de conscientização em empresas, escolas, órgãos públicos e entidades, promove capacitações para profissionais de saúde e orienta os profissionais do sexo sobre a doença.



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Página 3
Foto Divulgação
Quanto mais testes rápidos, mais diagnósticos positivos aparecem e mais chance de iniciar logo o tratamento.
Quanto mais testes rápidos, mais diagnósticos positivos aparecem e mais chance de iniciar logo o tratamento.

Balneário Camboriú amplia ações de prevenção e melhora indicadores do HIV

A maior surpresa foi Itajaí que sempre estava entre as primeiras e agora caiu 51 posições

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Quinta, 5/12/2019 22:10.

Renata Rutes

Nesta semana foi divulgado o Boletim Epidemiológico 2019 do Ministério da Saúde, onde Balneário Camboriú caiu seis posições no ranking dos 100 municípios do país com mais de 100.000 habitantes com HIV. A cidade estava em 15º e agora está em 21º, mas no Estado Balneário figura em 2º lugar, atrás apenas de Florianópolis. A grande surpresa foi Itajaí, que caiu 51 posições no ranking e aparece em 4º lugar a nível estadual.

BALNEÁRIO CAMBORIÚ

100 municípios a nível Brasil integram a lista, onde Balneário Camboriú ocupa agora a 21ª posição.

Isso acontece por conta da ampliação nas ações de prevenção nos últimos dois anos, que melhorou os indicadores. Somente neste ano o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) realizou seis mil testes rápidos, fora os que são realizados nas unidades de saúde espalhadas pela cidade. Atualmente há em Balneário 1.991 pacientes fazendo uso da medicação – segundo dados da farmácia do Centro Integrado Solidariedade e Saúde (CISS), entre homens, mulheres e das mais diversas faixas etárias.

Foto: Renata RutesDa esquerda para a direita: o psicólogo Gustavo Pereira Oliveira d’Eça Neves, a coordenadora Jacheline Hoffmann e o médico infectologista Martoni Moura e Silva.

A partir do Decreto Federal nº 9.795 de 17 de maio de 2019 o programa municipal está sendo reestruturado e já é considerado o Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis. O Página 3 esteve lá nesta semana e conversou com a coordenadora, Jacheline Hoffmann, com o médico assistente infectologista Martoni Moura e Silva e com psicólogo do projeto Educavida, Gustavo Pereira Oliveira d’Eça Neves.

Jacheline explica que o objetivo é ampliar os testes rápidos e que quanto mais oferta de testes há, mais diagnósticos vão aparecer. Isso integra a Meta 90, a qual Balneário assinou, que objetiva testar 90% da população da cidade.

“Temos mais diagnósticos porque realizamos mais testes”, diz.

O médico Martoni concorda, e salienta que Balneário Camboriú possui ainda um ‘apelo turístico fortíssimo’, e que muitos pacientes que fazem o teste na cidade estão de passagem, exemplificando que recentemente um homem fez o teste, adiantou consulta, pegou o remédio e foi embora da cidade.

“O dado foi computado como sendo de Balneário, temos essa população sazonal”, comenta.

Jacheline acrescenta lembrando que é um direito dos visitantes fazerem o teste em Balneário, e que dão a essas pessoas toda a assistência necessária.

“O departamento é federal, o paciente pode retirar o seu medicamento em trânsito, pode fazer o teste e o tratamento, mesmo não sendo morador do município”, afirma a coordenadora.

A população mais vulnerável e com mais casos é o público jovem, com idade entre 15 e 34 anos (antes era até os 29, mas nesse novo boletim o Ministério da Saúde ampliou a faixa etária).

O teste rápido é o grande aliado para iniciar logo o tratamento

Por isso, as ações de prevenção são mais focadas nessas pessoas. Além da intensificação da divulgação do teste rápido e da importância de usar preservativo no Dia Mundial de Combate à Aids, que foi no último dia 1º, o Departamento realiza ações ao longo de todo o ano em casas noturnas e locais que os jovens costumam frequentar.

“A maioria das pessoas que contraem o vírus HIV são homens que fazem sexo com homens. Como a doença não é mais como antigamente é comum que o público a banalize, já que há medicamento sem grandes efeitos adversos, o tratamento é tolerável, mas esse comportamento vulnerável e de risco é totalmente errado e essas pessoas correm o risco não só de adquirir HIV como outras doenças como sífilis e gonorreia”, explica o médico.

A coordenadora Jacheline lembra que a população de 40 a 45 anos também é vulnerável, e salienta que também houve um aumento no diagnóstico de idosos, que prolongaram a vida sexual através de remédios como o Viagra.

“Isso facilitou a infecção nesse público, temos pacientes com idade entre 80 e 90 anos em tratamento em Balneário Camboriú. Todos podem ser atingidos. A via sexual é a mais importante, é a que mais precisamos focar em conscientizar que é preciso fazer com proteção”, comenta.

O foco, segundo o doutor Martoni, é fortalecer a importância do uso do preservativo para que assim seja possível ‘cortar’ a cadeia de transmissão.

“Somente usando o medicamento já corta, já não é mais uma fonte de transmissão, é uma forma de se prevenir. Com o preservativo você se protege de todas as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e por isso que sempre vamos defender que ele precisa ser utilizado, é a melhor escolha”, acrescenta.

Há ainda a PrEP (A Profilaxia Pré-Exposição) ao HIV, que é novo método de prevenção à infecção pelo HIV. A PrEP consiste na tomada diária de um comprimido que impede que o vírus causador da AIDS infecte o organismo, antes de a pessoa ter contato com o vírus; e a PEP (Profilaxia Pós-Exposição de Risco), que é uma medida de prevenção de urgência à infecção pelo HIV, hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), que consiste no uso de medicamentos para reduzir o risco de adquirir essas infecções.

“Em Balneário há 80 pacientes em uso de PrEP. No futuro esses medicamentos serão injetáveis, será mais fácil. A ciência já está avançando, inclusive já houve exemplos de cura constatada do HIV. Acredito que ainda há chance de vivenciarmos a cura para todos”, opina o médico.

Fotos: DivulgaçãoO médico palestrando sobre o assunto.

O departamento realiza ações ao longo de todo o ano, com foco ainda em momentos como o Carnaval e o Réveillon, sempre em parceria com a Secretaria de Saúde.

Há ainda o projeto permanente Educavida, que acontece nas escolas municipais de Balneário Camboriú. O psicólogo Gustavo salienta que focam na prevenção e associam o HIV na adolescência, citando ainda o uso de drogas, onde também pode ser transmitido o vírus.

“Alguns alunos interagem, contam situações que aconteceram, fazemos orientações. É comum adolescentes fazerem o teste também. A testagem é regular, é algo constante, não é sazonal”, comenta.

Campanhas chegaram nas faculdades

Segundo Gustavo, as campanhas também são realizadas nas universidades Univali e Uniavan, além de palestras em empresas, principalmente as que atuam na construção civil.

“Outro projeto bastante positivo que temos em parceria com o Conselho Municipal Antidrogas (COMAD) é a participação nas sessões de advertência qualificada, que acontecem no Fórum. A cada três meses conversamos com usuários de drogas que foram flagrados. É uma das penalidades. Falamos do risco que as drogas trazem para contrair HIV. Participam pessoas acima de 18 anos, cerca de 30 a 40 por sessão. Renovamos essa parceria para 2020”, pontua.

O médico Martoni acrescenta que também fazem campanhas com profissionais do sexo, distribuindo preservativos e gel, mas ele afirma que precisam ir para as periferias – os locais em que há mais casos. Para isso estão iniciando um projeto focando em conseguir um carro de testagem móvel, e pretendem realizar isso com apoio da Câmara de Vereadores.

“Eles se colocaram de forma muito aberta a nos apoiar. Não só politicamente, mas na parte financeira também”, diz.

Materiais distribuídos nas campanhas e ações de conscientização.A informação é farta, falta mais consciência e respeito pela doença.

ITAJAÍ

Itajaí caiu 51 posições no ranking dos 100 municípios do país com mais de 100.000 habitantes e reduziu em 12% a taxa de detecção de casos em relação a 2018.

Atualmente a cidade ocupa a 57ª posição na lista, com uma taxa de detecção de casos de AIDS de 55,8. No levantamento anterior, essa taxa era 63,6 e o município ocupava a 6ª posição do ranking.

Essa é a primeira vez nos últimos 10 anos que a cidade vizinha de Balneário consegue se ‘distanciar’ dos 50 municípios do país com as maiores taxas de detecção de AIDS.

A enfermeira da Gerência de Vigilância em Saúde, Jacqueline Koch, salienta que esse é um dos melhores resultados que a cidade já obteve no combate à AIDS desde a epidemia da doença na década de 1980.

“O trabalho intenso do município demonstra que estamos conseguindo tratar adequadamente os pacientes com o vírus, reduzindo a carga viral e consequentemente a mortalidade”, afirma.

A melhora nos dados, segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, é fruto das ações coordenadas, como a ‘oferta massiva’ de testes rápidos para diagnóstico de infecções sexualmente transmissíveis nas unidades de saúde do município. Neste ano, até outubro, segundo informou a diretora, o município fez 55.318 testagens. Além disso, a Vigilância Epidemiológica ampliou a distribuição de preservativos femininos e masculinos e géis lubrificantes. De janeiro de 2017 a outubro de 2019 foram entregues mais de um milhão de camisinhas.

“O diagnóstico precoce do HIV, através do teste rápido, faz com que o tratamento seja oportuno, evitando a evolução para a AIDS e outras comorbidades que podem levar o paciente à morte”, ressalta a enfermeira Jacqueline.

A equipe da Vigilância realiza ainda rodas de conversa e palestras de conscientização em empresas, escolas, órgãos públicos e entidades, promove capacitações para profissionais de saúde e orienta os profissionais do sexo sobre a doença.



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