Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Saúde
Hospital Ruth Cardoso segue com o setor de emergências lotado, com 18 pacientes

Segunda, 17/6/2019 15:24.
Fotos Divulgação/PMBC

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O setor de emergências do Hospital Municipal Ruth Cardoso segue fechado, desde ontem (16). O local está com 18 pacientes (14 em observação e quatro na chamada Sala Vermelha, a de emergências). O principal problema, segundo a secretária de Saúde Andressa Hadad, é a falta de custeio para os pacientes que vêm de outros municípios da região, que correspondem a 40% dos atendimentos do hospital. Hoje, Balneário Camboriú investe mais de R$ 5 milhões por mês no hospital.

Além dos moradores de cidades vizinhas, segundo Andressa, o Ruth recebe até pacientes vindos de municípios como Florianópolis e São José. Nesse fim de semana, o hospital realizou 698 atendimentos, sendo 411 de pessoas que não moram em Balneário Camboriú, sendo 200 de Camboriú, que possui hospital próprio, assim como Itapema, outra cidade que também usufrui do Ruth Cardoso e conta com hospital municipal.

Em 2018 o custeio foi de mais de R$ 60 milhões, e isso compreende compra de medicamentos, materiais, oxigênio e pagamento de funcionários. Não conseguimos investir em melhorias por isso. Nosso problema hoje não é financeiro e sim do custeio dos 40% dos outros municípios, para podermos investir em melhorias e ampliação, além da área da tecnologia. Temos um aparelho de tomografia que faz 700 exames por mês e é o mesmo desde a abertura do hospital. É por isso que a nossa conta não fecha. Nunca fomos um hospital municipal e sim regional”, diz.

As crianças

O cenário de atendimentos muda quando se trata do centro obstétrico. Só 36% das crianças que nascem no Ruth Cardoso são de Balneário Camboriú, o restante são todas de outras cidades. O hospital realiza mensalmente aproximadamente 300 partos.

O pronto-socorro também vem recebendo recordes de atendimento. Desde fevereiro, estamos atendendo cerca de nove mil pessoas a cada mês. A maioria se encaixa na categoria azul ou verde, casos menos graves como gripe e dor de barriga. São atendimentos que poderiam ser feitos em unidades de pronto atendimento, por exemplo, e não necessitava da pessoa ir para o Ruth”, salienta.

As emergências

O setor de emergência é a principal complicação. Os 14 leitos de observação estão todos ocupados e os quatro da Sala Vermelha também.

“Seria suficiente para Balneário Camboriú, como hospital municipal corresponde com a nossa demanda de moradores da cidade. Não temos como receber mais ambulâncias por isso. Seria ilegal fecharmos a porta do pronto-socorro, que segue aberta, e não temos como impedir pessoas em situação de emergência que venham por conta própria. Os internados também podem piorar, como aconteceu com uma paciente hoje (17) pela manhã”, explica.

Os principais atendimentos do setor são politraumas graves (em grande volume devido a proximidade com a BR-101), pacientes com AVC e problemas cardíacos.

“Metade dos pacientes que estão na emergência são de fora. A nossa UTI também está lotada, há pacientes na fila esperando por vagas em outras cidades do Estado”, acrescenta.

Hoje o Ruth Cardoso possui cinco médicos plantonistas a cada turno de seis horas, além de três clínicos gerais, dois pediatras, dois na cirurgia geral, um na ortopedia, um ginecologista e obstetra, um urologista, dois ortopedistas, um neurologista, um na área da nefrologia e um infectologista. Há também 24h fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais, psicólogos e equipe de enfermagem. 


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Página 3
Fotos Divulgação/PMBC

Hospital Ruth Cardoso segue com o setor de emergências lotado, com 18 pacientes

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Segunda, 17/6/2019 15:24.

O setor de emergências do Hospital Municipal Ruth Cardoso segue fechado, desde ontem (16). O local está com 18 pacientes (14 em observação e quatro na chamada Sala Vermelha, a de emergências). O principal problema, segundo a secretária de Saúde Andressa Hadad, é a falta de custeio para os pacientes que vêm de outros municípios da região, que correspondem a 40% dos atendimentos do hospital. Hoje, Balneário Camboriú investe mais de R$ 5 milhões por mês no hospital.

Além dos moradores de cidades vizinhas, segundo Andressa, o Ruth recebe até pacientes vindos de municípios como Florianópolis e São José. Nesse fim de semana, o hospital realizou 698 atendimentos, sendo 411 de pessoas que não moram em Balneário Camboriú, sendo 200 de Camboriú, que possui hospital próprio, assim como Itapema, outra cidade que também usufrui do Ruth Cardoso e conta com hospital municipal.

Em 2018 o custeio foi de mais de R$ 60 milhões, e isso compreende compra de medicamentos, materiais, oxigênio e pagamento de funcionários. Não conseguimos investir em melhorias por isso. Nosso problema hoje não é financeiro e sim do custeio dos 40% dos outros municípios, para podermos investir em melhorias e ampliação, além da área da tecnologia. Temos um aparelho de tomografia que faz 700 exames por mês e é o mesmo desde a abertura do hospital. É por isso que a nossa conta não fecha. Nunca fomos um hospital municipal e sim regional”, diz.

As crianças

O cenário de atendimentos muda quando se trata do centro obstétrico. Só 36% das crianças que nascem no Ruth Cardoso são de Balneário Camboriú, o restante são todas de outras cidades. O hospital realiza mensalmente aproximadamente 300 partos.

O pronto-socorro também vem recebendo recordes de atendimento. Desde fevereiro, estamos atendendo cerca de nove mil pessoas a cada mês. A maioria se encaixa na categoria azul ou verde, casos menos graves como gripe e dor de barriga. São atendimentos que poderiam ser feitos em unidades de pronto atendimento, por exemplo, e não necessitava da pessoa ir para o Ruth”, salienta.

As emergências

O setor de emergência é a principal complicação. Os 14 leitos de observação estão todos ocupados e os quatro da Sala Vermelha também.

“Seria suficiente para Balneário Camboriú, como hospital municipal corresponde com a nossa demanda de moradores da cidade. Não temos como receber mais ambulâncias por isso. Seria ilegal fecharmos a porta do pronto-socorro, que segue aberta, e não temos como impedir pessoas em situação de emergência que venham por conta própria. Os internados também podem piorar, como aconteceu com uma paciente hoje (17) pela manhã”, explica.

Os principais atendimentos do setor são politraumas graves (em grande volume devido a proximidade com a BR-101), pacientes com AVC e problemas cardíacos.

“Metade dos pacientes que estão na emergência são de fora. A nossa UTI também está lotada, há pacientes na fila esperando por vagas em outras cidades do Estado”, acrescenta.

Hoje o Ruth Cardoso possui cinco médicos plantonistas a cada turno de seis horas, além de três clínicos gerais, dois pediatras, dois na cirurgia geral, um na ortopedia, um ginecologista e obstetra, um urologista, dois ortopedistas, um neurologista, um na área da nefrologia e um infectologista. Há também 24h fisioterapeutas, nutricionistas, assistentes sociais, psicólogos e equipe de enfermagem. 


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