Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Saúde
“Não dá mais para fazer de conta que o problema não existe”, diz secretária de Saúde sobre o Ruth Cardoso

Sexta, 24/5/2019 13:54.
Celso Peixoto

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O Hospital Municipal Ruth Cardoso continua com a situação crítica em sua UTI Neonatal. O local possui seis leitos disponíveis e no momento nove bebês estão sendo atendidos. Até o início da semana eram 12, sendo que um faleceu por conta de uma patologia e outros receberam alta e/ou foram transferidos. Uma gestante de alto risco aguarda atendimento e possivelmente a gestação dela terá que ser interrompida e o bebê será internado na UTI.

A secretária de Saúde de Balneário Camboriú, Andressa Hadad, reconhece a situação e conta que dos nove atendidos no momento quatro são de Balneário e os outros são de cidades da região.

“Nossa UTI Neonatal segue fechada por tempo indeterminado. O Governo do Estado está ciente e está buscando leitos, mas essa dificuldade não é só daqui e sim de toda Santa Catarina”, diz.

Por isso, a diretoria do Ruth está pedindo que serviços como o SAMU, bombeiros e Litoral Vida encaminhem gestantes de alto risco para outros locais, pois o hospital não possui condições de recebê-las.

As gestantes que não são de alto risco estão sendo atendidas. Desde sexta-feira (17) até ontem (23) foram realizados 60 partos no Hospital Ruth Cardoso.

“Não somos referência de alto risco, isso é com o Hospital Marieta Konder Bornhausen, de Itajaí, mas eles também estão lotados. Está difícil para todo mundo. Estamos em contato direto com outros hospitais, solicitando vagas para tentar equilibrar a nossa situação. Já fizemos o possível e o impossível, emprestamos equipamentos do SAMU e da Unimed, tudo por conta própria. Agora dependemos do Estado para ofertar um melhor atendimento”, salienta.

A região de Balneário possui 11 municípios e há oito hospitais. Segundo Andressa, eles não executam ‘nem 10% de suas capacidades’.

“Não era para estarmos passando por essa dificuldade, era para cada um realizar os seus atendimentos e não pura e simplesmente jogar para Balneário e Itajaí, mas a diferença é que o Marieta recebe do Estado, o Ruth não”, acrescenta.

A secretária lembra a situação de Itapema, que já possui hospital e mesmo assim ‘transfere direto’ pacientes para Balneário.

“Entendo a dificuldade financeira, mas Balneário também está passando por problemas. Não somos um hospital regional, somos municipal. Mensalmente colocamos no Ruth R$ 4,4 milhões de recurso próprio. Não é justo e nem certo trabalharmos para a região sem recebermos. Está na hora de olharem para o Ruth, não dá mais para fazer de conta que o problema não existe. Não podemos mais ser um ‘hospital mãe’, pois assim não conseguimos dar vazão para quem é de Balneário”, completa.


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Página 3
Celso Peixoto

“Não dá mais para fazer de conta que o problema não existe”, diz secretária de Saúde sobre o Ruth Cardoso

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Sexta, 24/5/2019 13:54.

O Hospital Municipal Ruth Cardoso continua com a situação crítica em sua UTI Neonatal. O local possui seis leitos disponíveis e no momento nove bebês estão sendo atendidos. Até o início da semana eram 12, sendo que um faleceu por conta de uma patologia e outros receberam alta e/ou foram transferidos. Uma gestante de alto risco aguarda atendimento e possivelmente a gestação dela terá que ser interrompida e o bebê será internado na UTI.

A secretária de Saúde de Balneário Camboriú, Andressa Hadad, reconhece a situação e conta que dos nove atendidos no momento quatro são de Balneário e os outros são de cidades da região.

“Nossa UTI Neonatal segue fechada por tempo indeterminado. O Governo do Estado está ciente e está buscando leitos, mas essa dificuldade não é só daqui e sim de toda Santa Catarina”, diz.

Por isso, a diretoria do Ruth está pedindo que serviços como o SAMU, bombeiros e Litoral Vida encaminhem gestantes de alto risco para outros locais, pois o hospital não possui condições de recebê-las.

As gestantes que não são de alto risco estão sendo atendidas. Desde sexta-feira (17) até ontem (23) foram realizados 60 partos no Hospital Ruth Cardoso.

“Não somos referência de alto risco, isso é com o Hospital Marieta Konder Bornhausen, de Itajaí, mas eles também estão lotados. Está difícil para todo mundo. Estamos em contato direto com outros hospitais, solicitando vagas para tentar equilibrar a nossa situação. Já fizemos o possível e o impossível, emprestamos equipamentos do SAMU e da Unimed, tudo por conta própria. Agora dependemos do Estado para ofertar um melhor atendimento”, salienta.

A região de Balneário possui 11 municípios e há oito hospitais. Segundo Andressa, eles não executam ‘nem 10% de suas capacidades’.

“Não era para estarmos passando por essa dificuldade, era para cada um realizar os seus atendimentos e não pura e simplesmente jogar para Balneário e Itajaí, mas a diferença é que o Marieta recebe do Estado, o Ruth não”, acrescenta.

A secretária lembra a situação de Itapema, que já possui hospital e mesmo assim ‘transfere direto’ pacientes para Balneário.

“Entendo a dificuldade financeira, mas Balneário também está passando por problemas. Não somos um hospital regional, somos municipal. Mensalmente colocamos no Ruth R$ 4,4 milhões de recurso próprio. Não é justo e nem certo trabalharmos para a região sem recebermos. Está na hora de olharem para o Ruth, não dá mais para fazer de conta que o problema não existe. Não podemos mais ser um ‘hospital mãe’, pois assim não conseguimos dar vazão para quem é de Balneário”, completa.


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