Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Saúde
Obesidade infantil: de cada 10 crianças atendidas no Hospital Municipal Ruth Cardoso duas são obesas

Em Balneário Camboriú as crianças podem ser acompanhadas pelas nutricionistas

Quinta, 28/11/2019 13:04.
Divulgação
A nutricionista Scheila atendendo a paciente Isabella, de um aninho: água também é importante na rotina alimentar das crianças

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Neste mês o Ministério da Saúde iniciou uma campanha para prevenir a obesidade infantil, que afeta aproximadamente três em cada 10 crianças de cinco a nove anos atendidas pelo SUS. Balneário Camboriú está um pouco abaixo da média nacional: dos 10 leitos da pediatria do Hospital Municipal Ruth Cardoso, 20% das crianças são obesas (duas a cada 10), segundo a nutricionista Scheila Demétrio Reis. A prática de esporte também é muito importante, e Balneário conta com o Projeto Oficinas, que oferece atividades artísticas e esportivas gratuitas.

Alimento precisa ser oferecido até a criança se adaptar

O Ministério da Saúde alerta também que entre os adolescentes 13% dos meninos e 10% das meninas sofrem com obesidade ou sobrepeso. O estudo ainda aponta que 89% das crianças e adolescentes acima do peso têm chances de serem adultos obesos.

A nutricionista Scheila afirma que é muito importante a ação do governo federal, salientando que eles possuem o Guia Alimentar para a População Brasileira, inclusive com uma versão focada nas crianças, onde consta que o mesmo alimento deve ser dado para a criança de oito a 10 vezes, oferecendo-o de formas diferentes caso ela não goste. Por exemplo, se a criança não gosta de cenoura ralada, oferecê-la cozida e insistir nisso.

A profissional afirma que as crianças tendem a se adaptar e precisam comer um prato ‘colorido’.

“Primeiro a criança diz que não gosta, mas muitas vezes ela nem conhece o alimento. As frutas e verduras são essenciais no dia a dia, pois são fontes de fibra, que funcionam como uma ‘escadinha’, que tira o sal e o açúcar em excesso e a gordura. O foco é sempre trabalhar na prevenção para não precisarmos tratar a obesidade no futuro. No Ruth Cardoso dos 10 leitos de pediatria 20% são crianças obesas, mas quando internam normalmente são por conta de outras patologias”, diz.

Os pais são os exemplos

De acordo com dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), a frequência de consumo de alimentos ultraprocessados é de 49% em crianças de seis a 23 meses, e de bebidas adoçadas em 33% para crianças de seis a 23 meses, chegando em 68% entre crianças de cinco a 10 anos. Nessa mesma faixa etária, observa-se uma regularidade de 62% de consumo de macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote ou biscoitos salgados.

Scheila analisa a situação e comenta que infelizmente falta incentivo por parte dos pais na hora da alimentação.

“Muitas crianças vivem hoje em apartamentos, não saem para brincar, ficam apenas na TV e em jogos digitais. O marketing é muito forte, e na hora dos desenhos os comerciais são focados em industrializados como salgadinhos, sucos de caixinha e biscoitos, por exemplo. Isso influencia as crianças e aumenta a obesidade. Os pais são os exemplos dos filhos, eles que levam o alimento para casa. Se os pais se alimentam com fast food e industrializados as crianças vão seguir”, explica.

A importância da alimentação para os bebês

A profissional afirma que ‘super apoia’ os pais que optam por não dar doces para os bebês, acostumando-os desde cedo com a alimentação saudável – que é essencial para o bom desenvolvimento da criança.

Scheila salienta que no Ruth Cardoso há um programa de acompanhamento das gestantes, que visitam o hospital a cada 15 dias, e nessas ocasiões as especialistas falam sobre a importância do aleitamento materno, que combate não somente a obesidade como também a diabete e a cárie dentária.

“Incentivamos elas a não darem açúcar antes dos dois anos e focarem alimentos naturais, optando por macarrão ao invés de miojo e por fazer papinha em casa e não comprar a do mercado, que são cheias de conservantes. Quanto mais natural a comida for, melhor. Não podemos esquecer que a água também é um alimento, junto com uma alimentação saudável a partir dos seis meses a água deve ser sempre oferecida pelos pais, pois a criança não percebe que está com sede”, acrescenta.

Onde encontrar nutricionistas

No Hospital Ruth Cardoso as crianças de Balneário Camboriú podem ser acompanhadas pelas nutricionistas, que fazem avaliação e cardápio adaptando a rotina alimentar por opções mais saudáveis e dentro da realidade da criança.

“Balneário Camboriú trabalha muito na prevenção. O cardápio das escolas e núcleos infantis são feitos por nutricionistas, há o PAI (Posto de Atenção Infantil), que só atende crianças e o NAHC (Núcleo Assistencial Humberto de Campos), que também possuem nutricionistas especialistas”, completa.


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A nutricionista Scheila atendendo a paciente Isabella, de um aninho: água também é importante na rotina alimentar das crianças
A nutricionista Scheila atendendo a paciente Isabella, de um aninho: água também é importante na rotina alimentar das crianças

Obesidade infantil: de cada 10 crianças atendidas no Hospital Municipal Ruth Cardoso duas são obesas

Em Balneário Camboriú as crianças podem ser acompanhadas pelas nutricionistas

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Quinta, 28/11/2019 13:04.

Neste mês o Ministério da Saúde iniciou uma campanha para prevenir a obesidade infantil, que afeta aproximadamente três em cada 10 crianças de cinco a nove anos atendidas pelo SUS. Balneário Camboriú está um pouco abaixo da média nacional: dos 10 leitos da pediatria do Hospital Municipal Ruth Cardoso, 20% das crianças são obesas (duas a cada 10), segundo a nutricionista Scheila Demétrio Reis. A prática de esporte também é muito importante, e Balneário conta com o Projeto Oficinas, que oferece atividades artísticas e esportivas gratuitas.

Alimento precisa ser oferecido até a criança se adaptar

O Ministério da Saúde alerta também que entre os adolescentes 13% dos meninos e 10% das meninas sofrem com obesidade ou sobrepeso. O estudo ainda aponta que 89% das crianças e adolescentes acima do peso têm chances de serem adultos obesos.

A nutricionista Scheila afirma que é muito importante a ação do governo federal, salientando que eles possuem o Guia Alimentar para a População Brasileira, inclusive com uma versão focada nas crianças, onde consta que o mesmo alimento deve ser dado para a criança de oito a 10 vezes, oferecendo-o de formas diferentes caso ela não goste. Por exemplo, se a criança não gosta de cenoura ralada, oferecê-la cozida e insistir nisso.

A profissional afirma que as crianças tendem a se adaptar e precisam comer um prato ‘colorido’.

“Primeiro a criança diz que não gosta, mas muitas vezes ela nem conhece o alimento. As frutas e verduras são essenciais no dia a dia, pois são fontes de fibra, que funcionam como uma ‘escadinha’, que tira o sal e o açúcar em excesso e a gordura. O foco é sempre trabalhar na prevenção para não precisarmos tratar a obesidade no futuro. No Ruth Cardoso dos 10 leitos de pediatria 20% são crianças obesas, mas quando internam normalmente são por conta de outras patologias”, diz.

Os pais são os exemplos

De acordo com dados do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (Sisvan), a frequência de consumo de alimentos ultraprocessados é de 49% em crianças de seis a 23 meses, e de bebidas adoçadas em 33% para crianças de seis a 23 meses, chegando em 68% entre crianças de cinco a 10 anos. Nessa mesma faixa etária, observa-se uma regularidade de 62% de consumo de macarrão instantâneo, salgadinhos de pacote ou biscoitos salgados.

Scheila analisa a situação e comenta que infelizmente falta incentivo por parte dos pais na hora da alimentação.

“Muitas crianças vivem hoje em apartamentos, não saem para brincar, ficam apenas na TV e em jogos digitais. O marketing é muito forte, e na hora dos desenhos os comerciais são focados em industrializados como salgadinhos, sucos de caixinha e biscoitos, por exemplo. Isso influencia as crianças e aumenta a obesidade. Os pais são os exemplos dos filhos, eles que levam o alimento para casa. Se os pais se alimentam com fast food e industrializados as crianças vão seguir”, explica.

A importância da alimentação para os bebês

A profissional afirma que ‘super apoia’ os pais que optam por não dar doces para os bebês, acostumando-os desde cedo com a alimentação saudável – que é essencial para o bom desenvolvimento da criança.

Scheila salienta que no Ruth Cardoso há um programa de acompanhamento das gestantes, que visitam o hospital a cada 15 dias, e nessas ocasiões as especialistas falam sobre a importância do aleitamento materno, que combate não somente a obesidade como também a diabete e a cárie dentária.

“Incentivamos elas a não darem açúcar antes dos dois anos e focarem alimentos naturais, optando por macarrão ao invés de miojo e por fazer papinha em casa e não comprar a do mercado, que são cheias de conservantes. Quanto mais natural a comida for, melhor. Não podemos esquecer que a água também é um alimento, junto com uma alimentação saudável a partir dos seis meses a água deve ser sempre oferecida pelos pais, pois a criança não percebe que está com sede”, acrescenta.

Onde encontrar nutricionistas

No Hospital Ruth Cardoso as crianças de Balneário Camboriú podem ser acompanhadas pelas nutricionistas, que fazem avaliação e cardápio adaptando a rotina alimentar por opções mais saudáveis e dentro da realidade da criança.

“Balneário Camboriú trabalha muito na prevenção. O cardápio das escolas e núcleos infantis são feitos por nutricionistas, há o PAI (Posto de Atenção Infantil), que só atende crianças e o NAHC (Núcleo Assistencial Humberto de Campos), que também possuem nutricionistas especialistas”, completa.


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