Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Saúde
Caos na saúde pública com 5 cidades da Amfri liderando as mortes por covid-19 em Santa Catarina

Prefeitos insistem em estratégias que não deram certo enquanto os hospitais precisam de mais leitos de UTI.

Domingo, 26/7/2020 7:45.
PMSC

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No final deste sábado (25) o sistema de saúde pública da região da Amfri continuava em colapso, com pelo menos quatro óbitos por covid-19, sem que o governador ou os prefeitos das cidades mais atingidas pela pandemia, Itajaí, Itapema, Navegantes, Camboriú e Balneário Camboriú tenham alterado a forma de enfrentar a doença, insistindo no que até agora comprovadamente deu errado.

Os boletins do final do dia mostraram a UTI do anexo do Ruth Cardoso com dois leitos para covid-19, mas no início da tarde havia três pacientes esperando transferência para outros hospitais.

No Hospital Marieta, ao final do dia, restavam três leitos, possivelmente liberados em decorrência da morte de pacientes.

Os especialistas recomendam que regiões nessas condições adotem lockdown ou rígidas restrições de circulação de pessoas, com ênfase para idosos e outros grupos de risco, mas isso não foi feito porque faltam quatro meses para as eleições municipais e os prefeitos não querem desagradar parcela do eleitorado.

Os dois ambientes apontados em várias pesquisas como os de maior risco para contaminação, bares e academias, continuam funcionando livremente em várias cidades. Em Balneário Camboriú, donos de bares e restaurantes fazem campanha na internet contra mais restrições.

O Hospital da Unimed, que é particular, experimentou redução de pacientes na enfermaria, uma indicação positiva que no entanto não se confirmou no Ruth Cardoso e no Hospital Marieta.

O prefeito Fabrício Oliveira, de Balneário Camboriú, cidade que está na quinta posição em mortes por habitante entre os maiores municípios de Santa Catarina, divulgou que irá apertar a fiscalização, mas não tomou qualquer medida restritiva além das já em vigor.

O quadro abaixo, com números atualizados dos portais das prefeituras, mostra as cidades em ordem de mortes por habitante dentre as catarinenses com mais de 50.000 moradores.



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Caos na saúde pública com 5 cidades da Amfri liderando as mortes por covid-19 em Santa Catarina

Prefeitos insistem em estratégias que não deram certo enquanto os hospitais precisam de mais leitos de UTI.

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Domingo, 26/7/2020 7:45.

No final deste sábado (25) o sistema de saúde pública da região da Amfri continuava em colapso, com pelo menos quatro óbitos por covid-19, sem que o governador ou os prefeitos das cidades mais atingidas pela pandemia, Itajaí, Itapema, Navegantes, Camboriú e Balneário Camboriú tenham alterado a forma de enfrentar a doença, insistindo no que até agora comprovadamente deu errado.

Os boletins do final do dia mostraram a UTI do anexo do Ruth Cardoso com dois leitos para covid-19, mas no início da tarde havia três pacientes esperando transferência para outros hospitais.

No Hospital Marieta, ao final do dia, restavam três leitos, possivelmente liberados em decorrência da morte de pacientes.

Os especialistas recomendam que regiões nessas condições adotem lockdown ou rígidas restrições de circulação de pessoas, com ênfase para idosos e outros grupos de risco, mas isso não foi feito porque faltam quatro meses para as eleições municipais e os prefeitos não querem desagradar parcela do eleitorado.

Os dois ambientes apontados em várias pesquisas como os de maior risco para contaminação, bares e academias, continuam funcionando livremente em várias cidades. Em Balneário Camboriú, donos de bares e restaurantes fazem campanha na internet contra mais restrições.

O Hospital da Unimed, que é particular, experimentou redução de pacientes na enfermaria, uma indicação positiva que no entanto não se confirmou no Ruth Cardoso e no Hospital Marieta.

O prefeito Fabrício Oliveira, de Balneário Camboriú, cidade que está na quinta posição em mortes por habitante entre os maiores municípios de Santa Catarina, divulgou que irá apertar a fiscalização, mas não tomou qualquer medida restritiva além das já em vigor.

O quadro abaixo, com números atualizados dos portais das prefeituras, mostra as cidades em ordem de mortes por habitante dentre as catarinenses com mais de 50.000 moradores.



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