Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Saúde
Médicos orientam sobre cuidados que este inverno exige em tempos de Coronavírus

Quarta, 24/6/2020 8:44.

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“Um corpo saudável tem também mais imunidade”

LETICIA ZIGGIOTTI, infectologista da Vigilância Epidemiológica de Balneário Camboriú e do corpo clínico do Hospital do Coração

“O inverno já tem doenças sazonais, principalmente virais, como pneumonia, Influenza, resfriados e agora também o Coronavírus, que estamos aprendendo como se comporta. Já sabemos que a pandemia não é afetada necessariamente pelo clima, já que no calor os casos também acontecem, a exemplo de Manaus, mas pode ser que no inverno piore, assim como na Europa. No inverno, por conta do clima ser mais frio, os ambientes acabam sendo menos ventilados porque fechamos as janelas, em casa, no trabalho, no ônibus, lavamos menos as mãos porque a água está gelada, é uma combinação para acabarmos mais expostos a todos esses vírus e precisamos rever esses comportamentos. Não há nenhuma evidência científica que suplementações de vitamina previnem o Corona, mas manter uma dieta saudável e rotina de exercícios, mesmo em casa, não comer muito sal e açúcar para evitar sobrepeso é essencial, pois a hipertensão arterial e a diabete, por exemplo, são fatores de risco para o Coronavírus. Ter uma alimentação saudável é positivo para evitar todos os tipos de infecção. Um corpo saudável tem também mais imunidade, conseguindo assim lutar contra as doenças. Vejo que temos que redobrar os nossos cuidados agora no inverno, permanecendo alerta, lavando as mãos, usando álcool gel, seguindo com o uso da máscara e as trocando com frequência. O vírus está circulando mais, porque há mais pessoas na rua, já o que isolamento social diminuiu muito, por isso seguir todas as regras de prevenção se mostra ainda mais fundamental. Evitem sair de casa quando não houver necessidade. Sempre que possível fique em casa”.

“As crianças são especialmente suscetíveis”

JANAÍNA SORTICA FACHINI, pediatra e professora do curso de Medicina da Univali

“Para conversar sobre o Coronavírus com as crianças é necessário adaptar a conversa a cada faixa etária, para melhor entendimento. Crianças maiores entenderão que é uma doença que pode se tornar séria em algumas pessoas, enquanto os muito pequenos podem só entender que terão que ficar em casa, longe dos amigos e dos avós, o que pode gerar confusão, tristeza e ansiedade. A UNICEF elaborou oito dicas para os pais falarem sobre (disponíveis no site unicef.org), dentre elas destaco algumas: quando for falar sobre a pandemia com a criança não se limite a fornecer informações, pergunte o que ela entendeu, o que gostaria de saber, seus medos e procure responder de forma simples. Se você não souber a resposta pode junto com a criança pesquisar na internet. Outra forma interessante é através de desenhos, estimule essa atividade. É importante que as crianças não fiquem expostas excessivamente aos noticiários, pois estes podem gerar maior insegurança e elas podem pensar que estão em perigo iminente. É necessário que os adultos mostrem que é necessário se proteger, lavando as mãos frequentemente por 20 segundos (pode ser cantando a música favorita da criança), o uso correto da máscara, que é recomendado para todas as crianças acima de dois anos (pode-se utilizar máscaras lúdicas, com personagens) em ambientes públicos e na rua. Explique antes para a criança que ela precisará utilizar a máscara durante todo o tempo que estiver fora. Se precisar sair de casa, que seja por um período curto de tempo e evitando locais fechados, como shopping ou mercado. É muito importante para as crianças a exposição solar, então pode brincar ao ar livre, mas tendo o cuidado com o distanciamento de 1,5m. Quanto mais ‘amplo’ e menos pessoas no ambiente menor a chance de contágio, lembrando de higienizar mãos e objetos ao voltar para casa. Com a chegada do inverno sabemos que outras doenças respiratórias também aparecem e as crianças são especialmente suscetíveis, então algumas dicas que podemos seguir são: manter vacinas em dia (inclusive gripe, que não previne a Covid-19 mas previne o H1N1, que pode provocar infecção respiratória mais grave em crianças), manter rotinas de sono e uma alimentação e hidratação adequadas, é importante mesmo na quarentena que se mantenham os horários de sono/descanso e os horários das refeições, bem como horários de estudos. Para crianças que já tem alguma doença respiratória como bronquite ou asma é recomendado manter essas doenças controladas, então as consultas de rotina bem como medicamentos de uso contínuo devem ser mantidos. Atividade física também é importante para a criança, mesmo em casa, seja pular corda, correr em um ambiente mais restrito, fazer alguns polichinelos, algo simples que possa ser adaptado ao seu ambiente. A manutenção de uma alimentação saudável é o mais indicado, porém se a criança faz uso de algum medicamento e/ou vitamina prescrito pelo seu pediatra este deve ser continuado. Lembre de tranquilizar a criança de que esta é uma fase e que vai passar, deixe claro que ela pode conversar sobre o assunto sempre que precisar e que você irá ouvi-la. Vale ressaltar a importância de que a criança entenda que ela não está de férias e que suas atividades serão realizadas em casa, mas temos que ter o cuidado para não sobrecarregá-las de ‘compromissos’, deixando um tempo para o ócio e as ‘brincadeiras de criança’. Observe a linguagem corporal, o tom de voz, respiração, apetite e o sono, que falam muito sobre o estado emocional da criança”.

“A possibilidade da contaminação será a maior diferença neste inverno”

MARCIO ACCIOLY SIPPEL FOSSARI, pediatra e professor do curso de Medicina da Univali

“Abaixo de dois anos o uso de máscara não é indicado, acima disso sim. O ideal é transformar o uso da máscara em algo que a criança goste, incentivando que ajude a confeccionar, ou adquirindo máscara com personagens. Não diga que o Coronavírus é um monstro, explique que ele é um ‘bichinho’. Precisamos minimizar o efeito, e não assustar. Há várias doenças respiratórias no mundo, apesar do Coronavírus ser a mais popular neste momento. É importante reforçar para os pequenos os cuidados que eles precisam ter, como não tossir/espirrar no amiguinho, manter os cuidados com a mão e higiene. Usar máscara é importante, mas se a mão não estiver higienizada a criança pode se contaminar. As mãos podem ser um problema maior do que a não utilização da máscara. O distanciamento também é muito necessário. Percebo que nessa pandemia, com as crianças estando há tanto tempo em casa, o número de acidentes domésticos aumentou, como choques elétricos, quedas, queimaduras e ingestão de medicamentos e outros produtos. O álcool 70% pode ser mais inflamável, mas o álcool gel permanece na pele, por isso os pais precisam ficar atentos. Intensifique a não permissão da criança na cozinha, eles não podem ficar sozinhos. As doenças respiratórias continuam e se tornam ainda mais preocupantes no inverno, por isso é essencial manter uma boa hidratação, alimentação e higiene. Evite sair se não houver necessidade, e busque por lugares sem aglomeração. Ambientes de natureza são a melhor opção, mas quando pensamos em sair só pensamos em shoppings, que são os de maior movimento. Se a criança estiver com febre baixa e normal, cuide dela em casa, observando a saúde e com uso de antitérmico. Não faça uso de medicação excessiva e não deve ser suspenso o aleitamento materno. As vacinações também precisam estar em dia. A possibilidade da contaminação será a maior diferença neste inverno, mas a maioria das crianças não contrai doenças graves respiratórias quando contraem Covid. Se os pais cuidarem, manterem o distanciamento e usarem máscara é possível que tenhamos até menos casos de doenças respiratórias no geral comparando aos outros anos. O cuidado com o Covid pode refletir na Influeza e outras doenças, podendo ter um impacto positivo. O contato com os avós precisa seguir sem acontecer, já que os idosos são o grupo de maior risco. É triste, mas é uma medida necessária. As crianças sentem falta, mas o meio online ajuda nisso. Temos que seguir nos cuidados para que esse ciclo feche o quanto antes. Tenho esperança que a situação vai melhorar, mas precisamos nos cuidar, e pensar a nível de sociedade”.

“Praticar exercícios ao ar livre é terapêutico”

ANDRÉ ALEXEY POLIDORO, médico do Lar São Vicente de Paula, o asilo de Balneário Camboriú

“Neste inverno, os cuidados em saúde devem ser redobrados. Há sempre o risco de cairmos na repetição das mesmas falas de todo ano, como manter hidratação adequada, manter casas e ambientes arejados, manter a rotina de exercícios e habituar-se a uma alimentação saudável. Porém, algo que se torna cada vez mais importante em saúde é a qualidade da informação. Recebemos várias informações por revistas e internet, e nem sempre são verdadeiras. Essas informações podem gerar pânico e medo desnecessários, tanto quanto atitudes de negligência com a própria saúde e devemos sempre checar a origem dessas informações. Os idosos são grupo de risco para as principais doenças, inclusive para infecções respiratórias, como o COVID-19. O cuidado contra essa doença não pode ser neglicenciado, que frequentemente tem sintomas leves, porém pode ser grave e causar insuficiência respiratória. A prefeitura de Balneário disponibiliza informações pelo site e pelo WhatsApp, no número 47 99243-4894. Portanto, temos como alvo o equilíbrio (se é que podemos falar assim), e acredito que o mesmo está entre nos cercarmos de boas companhias, gestos de amor e alegria de viver ao mesmo tempo em que abusamos da higienização das mãos com álcool, das máscaras, de evitar aglomerações e situações de risco. Em situações de lockdown, as pessoas são proibidas de sair à rua. Muitas vezes, reconduzidas às suas casas por agentes de segurança. A orientação no estado, atualmente, é o distanciamento social. Ou seja, não proíbe a prática de atividades, mas recomenda a não realização de atividades coletivas, como dança, jogos coletivos, etc. Praticar exercícios ao ar livre é terapêutico, atua como tratamento de doenças e prevenção de muitas outras. Portanto, retorno que a questão central é o equilíbrio. Fazer atividade com máscara, em local seguro deve fazer bem a saúde. Dançar, e expor-se a risco de contaminação por outras pessoas, fará o contrário. Ao mesmo tempo, é importante destacar que locais fechados são mais perigosos, como ficar longos períodos em lotéricas, bancos, mercados, shoppings, e não melhoram tanto nossa saúde ou não dão tanto prazer. Essas funções podem ser atribuídas a outras pessoas da família, se possível. Se não for possível, lembrar dos cuidados de prevenção, como uso de máscaras, álcool, evitar tocar superfícies possivelmente contaminadas e ficar o menor tempo possível nestes locais”.



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Página 3

Médicos orientam sobre cuidados que este inverno exige em tempos de Coronavírus

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Quarta, 24/6/2020 8:44.

“Um corpo saudável tem também mais imunidade”

LETICIA ZIGGIOTTI, infectologista da Vigilância Epidemiológica de Balneário Camboriú e do corpo clínico do Hospital do Coração

“O inverno já tem doenças sazonais, principalmente virais, como pneumonia, Influenza, resfriados e agora também o Coronavírus, que estamos aprendendo como se comporta. Já sabemos que a pandemia não é afetada necessariamente pelo clima, já que no calor os casos também acontecem, a exemplo de Manaus, mas pode ser que no inverno piore, assim como na Europa. No inverno, por conta do clima ser mais frio, os ambientes acabam sendo menos ventilados porque fechamos as janelas, em casa, no trabalho, no ônibus, lavamos menos as mãos porque a água está gelada, é uma combinação para acabarmos mais expostos a todos esses vírus e precisamos rever esses comportamentos. Não há nenhuma evidência científica que suplementações de vitamina previnem o Corona, mas manter uma dieta saudável e rotina de exercícios, mesmo em casa, não comer muito sal e açúcar para evitar sobrepeso é essencial, pois a hipertensão arterial e a diabete, por exemplo, são fatores de risco para o Coronavírus. Ter uma alimentação saudável é positivo para evitar todos os tipos de infecção. Um corpo saudável tem também mais imunidade, conseguindo assim lutar contra as doenças. Vejo que temos que redobrar os nossos cuidados agora no inverno, permanecendo alerta, lavando as mãos, usando álcool gel, seguindo com o uso da máscara e as trocando com frequência. O vírus está circulando mais, porque há mais pessoas na rua, já o que isolamento social diminuiu muito, por isso seguir todas as regras de prevenção se mostra ainda mais fundamental. Evitem sair de casa quando não houver necessidade. Sempre que possível fique em casa”.

“As crianças são especialmente suscetíveis”

JANAÍNA SORTICA FACHINI, pediatra e professora do curso de Medicina da Univali

“Para conversar sobre o Coronavírus com as crianças é necessário adaptar a conversa a cada faixa etária, para melhor entendimento. Crianças maiores entenderão que é uma doença que pode se tornar séria em algumas pessoas, enquanto os muito pequenos podem só entender que terão que ficar em casa, longe dos amigos e dos avós, o que pode gerar confusão, tristeza e ansiedade. A UNICEF elaborou oito dicas para os pais falarem sobre (disponíveis no site unicef.org), dentre elas destaco algumas: quando for falar sobre a pandemia com a criança não se limite a fornecer informações, pergunte o que ela entendeu, o que gostaria de saber, seus medos e procure responder de forma simples. Se você não souber a resposta pode junto com a criança pesquisar na internet. Outra forma interessante é através de desenhos, estimule essa atividade. É importante que as crianças não fiquem expostas excessivamente aos noticiários, pois estes podem gerar maior insegurança e elas podem pensar que estão em perigo iminente. É necessário que os adultos mostrem que é necessário se proteger, lavando as mãos frequentemente por 20 segundos (pode ser cantando a música favorita da criança), o uso correto da máscara, que é recomendado para todas as crianças acima de dois anos (pode-se utilizar máscaras lúdicas, com personagens) em ambientes públicos e na rua. Explique antes para a criança que ela precisará utilizar a máscara durante todo o tempo que estiver fora. Se precisar sair de casa, que seja por um período curto de tempo e evitando locais fechados, como shopping ou mercado. É muito importante para as crianças a exposição solar, então pode brincar ao ar livre, mas tendo o cuidado com o distanciamento de 1,5m. Quanto mais ‘amplo’ e menos pessoas no ambiente menor a chance de contágio, lembrando de higienizar mãos e objetos ao voltar para casa. Com a chegada do inverno sabemos que outras doenças respiratórias também aparecem e as crianças são especialmente suscetíveis, então algumas dicas que podemos seguir são: manter vacinas em dia (inclusive gripe, que não previne a Covid-19 mas previne o H1N1, que pode provocar infecção respiratória mais grave em crianças), manter rotinas de sono e uma alimentação e hidratação adequadas, é importante mesmo na quarentena que se mantenham os horários de sono/descanso e os horários das refeições, bem como horários de estudos. Para crianças que já tem alguma doença respiratória como bronquite ou asma é recomendado manter essas doenças controladas, então as consultas de rotina bem como medicamentos de uso contínuo devem ser mantidos. Atividade física também é importante para a criança, mesmo em casa, seja pular corda, correr em um ambiente mais restrito, fazer alguns polichinelos, algo simples que possa ser adaptado ao seu ambiente. A manutenção de uma alimentação saudável é o mais indicado, porém se a criança faz uso de algum medicamento e/ou vitamina prescrito pelo seu pediatra este deve ser continuado. Lembre de tranquilizar a criança de que esta é uma fase e que vai passar, deixe claro que ela pode conversar sobre o assunto sempre que precisar e que você irá ouvi-la. Vale ressaltar a importância de que a criança entenda que ela não está de férias e que suas atividades serão realizadas em casa, mas temos que ter o cuidado para não sobrecarregá-las de ‘compromissos’, deixando um tempo para o ócio e as ‘brincadeiras de criança’. Observe a linguagem corporal, o tom de voz, respiração, apetite e o sono, que falam muito sobre o estado emocional da criança”.

“A possibilidade da contaminação será a maior diferença neste inverno”

MARCIO ACCIOLY SIPPEL FOSSARI, pediatra e professor do curso de Medicina da Univali

“Abaixo de dois anos o uso de máscara não é indicado, acima disso sim. O ideal é transformar o uso da máscara em algo que a criança goste, incentivando que ajude a confeccionar, ou adquirindo máscara com personagens. Não diga que o Coronavírus é um monstro, explique que ele é um ‘bichinho’. Precisamos minimizar o efeito, e não assustar. Há várias doenças respiratórias no mundo, apesar do Coronavírus ser a mais popular neste momento. É importante reforçar para os pequenos os cuidados que eles precisam ter, como não tossir/espirrar no amiguinho, manter os cuidados com a mão e higiene. Usar máscara é importante, mas se a mão não estiver higienizada a criança pode se contaminar. As mãos podem ser um problema maior do que a não utilização da máscara. O distanciamento também é muito necessário. Percebo que nessa pandemia, com as crianças estando há tanto tempo em casa, o número de acidentes domésticos aumentou, como choques elétricos, quedas, queimaduras e ingestão de medicamentos e outros produtos. O álcool 70% pode ser mais inflamável, mas o álcool gel permanece na pele, por isso os pais precisam ficar atentos. Intensifique a não permissão da criança na cozinha, eles não podem ficar sozinhos. As doenças respiratórias continuam e se tornam ainda mais preocupantes no inverno, por isso é essencial manter uma boa hidratação, alimentação e higiene. Evite sair se não houver necessidade, e busque por lugares sem aglomeração. Ambientes de natureza são a melhor opção, mas quando pensamos em sair só pensamos em shoppings, que são os de maior movimento. Se a criança estiver com febre baixa e normal, cuide dela em casa, observando a saúde e com uso de antitérmico. Não faça uso de medicação excessiva e não deve ser suspenso o aleitamento materno. As vacinações também precisam estar em dia. A possibilidade da contaminação será a maior diferença neste inverno, mas a maioria das crianças não contrai doenças graves respiratórias quando contraem Covid. Se os pais cuidarem, manterem o distanciamento e usarem máscara é possível que tenhamos até menos casos de doenças respiratórias no geral comparando aos outros anos. O cuidado com o Covid pode refletir na Influeza e outras doenças, podendo ter um impacto positivo. O contato com os avós precisa seguir sem acontecer, já que os idosos são o grupo de maior risco. É triste, mas é uma medida necessária. As crianças sentem falta, mas o meio online ajuda nisso. Temos que seguir nos cuidados para que esse ciclo feche o quanto antes. Tenho esperança que a situação vai melhorar, mas precisamos nos cuidar, e pensar a nível de sociedade”.

“Praticar exercícios ao ar livre é terapêutico”

ANDRÉ ALEXEY POLIDORO, médico do Lar São Vicente de Paula, o asilo de Balneário Camboriú

“Neste inverno, os cuidados em saúde devem ser redobrados. Há sempre o risco de cairmos na repetição das mesmas falas de todo ano, como manter hidratação adequada, manter casas e ambientes arejados, manter a rotina de exercícios e habituar-se a uma alimentação saudável. Porém, algo que se torna cada vez mais importante em saúde é a qualidade da informação. Recebemos várias informações por revistas e internet, e nem sempre são verdadeiras. Essas informações podem gerar pânico e medo desnecessários, tanto quanto atitudes de negligência com a própria saúde e devemos sempre checar a origem dessas informações. Os idosos são grupo de risco para as principais doenças, inclusive para infecções respiratórias, como o COVID-19. O cuidado contra essa doença não pode ser neglicenciado, que frequentemente tem sintomas leves, porém pode ser grave e causar insuficiência respiratória. A prefeitura de Balneário disponibiliza informações pelo site e pelo WhatsApp, no número 47 99243-4894. Portanto, temos como alvo o equilíbrio (se é que podemos falar assim), e acredito que o mesmo está entre nos cercarmos de boas companhias, gestos de amor e alegria de viver ao mesmo tempo em que abusamos da higienização das mãos com álcool, das máscaras, de evitar aglomerações e situações de risco. Em situações de lockdown, as pessoas são proibidas de sair à rua. Muitas vezes, reconduzidas às suas casas por agentes de segurança. A orientação no estado, atualmente, é o distanciamento social. Ou seja, não proíbe a prática de atividades, mas recomenda a não realização de atividades coletivas, como dança, jogos coletivos, etc. Praticar exercícios ao ar livre é terapêutico, atua como tratamento de doenças e prevenção de muitas outras. Portanto, retorno que a questão central é o equilíbrio. Fazer atividade com máscara, em local seguro deve fazer bem a saúde. Dançar, e expor-se a risco de contaminação por outras pessoas, fará o contrário. Ao mesmo tempo, é importante destacar que locais fechados são mais perigosos, como ficar longos períodos em lotéricas, bancos, mercados, shoppings, e não melhoram tanto nossa saúde ou não dão tanto prazer. Essas funções podem ser atribuídas a outras pessoas da família, se possível. Se não for possível, lembrar dos cuidados de prevenção, como uso de máscaras, álcool, evitar tocar superfícies possivelmente contaminadas e ficar o menor tempo possível nestes locais”.



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