Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Saúde
Igrejas de Balneário Camboriú também mudaram a rotina nesse período de isolamento social

Os cultos tornaram-se virtuais e demais ações seguiram através de contatos por internet ou telefone.

Sexta, 22/5/2020 19:40.
Divulgação

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As igrejas também precisaram se adequar nesse período de isolamento social em prevenção ao Coronavírus. Inicialmente, os templos estavam proibidos de atender ao público, inclusive passando por uma Semana Santa e Páscoa de forma virtual, mas recentemente o retorno dos cultos e missas foi permitido – com limite de público, distanciamento social, uso de máscaras e álcool gel.

Porém, muitas das igrejas optaram por seguir transmitindo suas celebrações de forma online, como a igreja luterana Martin Luther, de Balneário Camboriú, que seguiu as orientações da direção nacional da IECLB (sediada em Porto Alegre) e suspendeu todas as atividades presenciais, desde o início da pandemia, fortalecendo a importância do distanciamento social. Os cultos tornaram-se virtuais e demais ações seguiram através de contatos por internet ou telefone.

“Continuidade à evangelização por novos meios”

Frei Daniel Dellandrea é o pároco da Igreja Matriz Santa Inês

“A pandemia da Covid-19 trouxe à sociedade uma grave crise humanitária. Assim como todas as instituições, a Igreja Santa Inês, desde o dia 18 de março, teve que suspender todas as celebrações das missas e ações pastorais presenciais. Diante da nova realidade foi preciso dar continuidade à evangelização por novos meios para que a palavra de Deus possa chegar aos paroquianos levando conforto espiritual e esperança.

Juntamente com a Pastoral da Comunicação (Pascom) foram delineadas algumas estratégias para cada tempo litúrgico que celebramos: missas transmitidas pelo Facebook da paróquia e aos domingos em parceria com a TV Litoral Panorama, oração do Angelus ao meio dia até a Páscoa, envio por meio do WhatsApp da reflexão diária da Palavra de Deus, encontros da catequese online e incentivo ao acompanhamento semanal dos pais.

Na ação social estão sendo realizadas doações de cestas básicas e de produtos de higiene a diversas famílias. Agora, com a possibilidade de missas novamente com o povo, seguimos todas as recomendações de prevenção: limitando o número de participantes (por isso necessário agendamento prévio na secretaria), adaptação nos horários de missas para permitir a higienização entre uma missa e outra, e intensificação das transmissões, agora praticamente diárias”.


“Temos que apoiar as decisões tomadas e não procurar culpados”

Michael Aboud é pastor da Embaixada do Reino de Deus

“Esses 60 dias tiveram várias fases, e realmente fases necessárias. Primeiro foi o fechamento, faltavam testes e conhecimentos, falavam de cloroquina, não tinha nada certo, como ainda não tem. Foi uma forma de prevenção, zelo e cuidado.

A reabertura gradativa se deu porque é necessário voltar; temos que proteger a população para não ficarmos doentes, mas há também a questão de precisar evitar a quebra financeira. Vejo que a abertura deveria ser bem rigorosa com grupo de riscos, aqueles de idade avançada e que possuem diabete e hipertensão, evitando também as aglomerações. Se fosse dessa forma rigorosa mesmo talvez a reabertura pudesse ter acontecido até um pouco antes.

Observo que políticos, a mídia, líderes de todos os setores, procuram culpados e não há. Fechar ou abrir tudo está errado, tomar medicamento por conta também. Quem toma decisão pode errar e quem não toma já errou. Temos que apoiar as decisões tomadas e não procurar culpados.

Se tivéssemos consciência desde o início os prejuízos estariam mais atenuados. Nosso templo é muito grande, com capacidade para três mil pessoas, e o governo permitiu a capacidade de 30%, que seriam quase 900 lugares. Pensamos que poderia causar problema no fluxo de chegada e saída, por isso optamos por 22% de ocupação, com ar-condicionado com filtros, portas abertas para fluxo de ar constante, disponibilizamos álcool gel, máscaras e luvas. Uma poltrona é utilizada e duas são fechadas. Uma fila é ocupada e a de trás não pode ser utilizada. Nossos cultos passaram a ter duração de 40 minutos ao invés de 1h20min, para que as pessoas permaneçam por menor tempo. Só má notícia adoece as pessoas psicologicamente emocionalmente.

A igreja é um lugar de refúgio muito importante, é essencial recorrer a fé e oração. Os grupos de risco não estão indo, e continuamos a transmitir todos os nossos cultos online, para que o público possa seguir acompanhando”.


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Página 3
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Igrejas de Balneário Camboriú também mudaram a rotina nesse período de isolamento social

Os cultos tornaram-se virtuais e demais ações seguiram através de contatos por internet ou telefone.

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Sexta, 22/5/2020 19:40.

As igrejas também precisaram se adequar nesse período de isolamento social em prevenção ao Coronavírus. Inicialmente, os templos estavam proibidos de atender ao público, inclusive passando por uma Semana Santa e Páscoa de forma virtual, mas recentemente o retorno dos cultos e missas foi permitido – com limite de público, distanciamento social, uso de máscaras e álcool gel.

Porém, muitas das igrejas optaram por seguir transmitindo suas celebrações de forma online, como a igreja luterana Martin Luther, de Balneário Camboriú, que seguiu as orientações da direção nacional da IECLB (sediada em Porto Alegre) e suspendeu todas as atividades presenciais, desde o início da pandemia, fortalecendo a importância do distanciamento social. Os cultos tornaram-se virtuais e demais ações seguiram através de contatos por internet ou telefone.

“Continuidade à evangelização por novos meios”

Frei Daniel Dellandrea é o pároco da Igreja Matriz Santa Inês

“A pandemia da Covid-19 trouxe à sociedade uma grave crise humanitária. Assim como todas as instituições, a Igreja Santa Inês, desde o dia 18 de março, teve que suspender todas as celebrações das missas e ações pastorais presenciais. Diante da nova realidade foi preciso dar continuidade à evangelização por novos meios para que a palavra de Deus possa chegar aos paroquianos levando conforto espiritual e esperança.

Juntamente com a Pastoral da Comunicação (Pascom) foram delineadas algumas estratégias para cada tempo litúrgico que celebramos: missas transmitidas pelo Facebook da paróquia e aos domingos em parceria com a TV Litoral Panorama, oração do Angelus ao meio dia até a Páscoa, envio por meio do WhatsApp da reflexão diária da Palavra de Deus, encontros da catequese online e incentivo ao acompanhamento semanal dos pais.

Na ação social estão sendo realizadas doações de cestas básicas e de produtos de higiene a diversas famílias. Agora, com a possibilidade de missas novamente com o povo, seguimos todas as recomendações de prevenção: limitando o número de participantes (por isso necessário agendamento prévio na secretaria), adaptação nos horários de missas para permitir a higienização entre uma missa e outra, e intensificação das transmissões, agora praticamente diárias”.


“Temos que apoiar as decisões tomadas e não procurar culpados”

Michael Aboud é pastor da Embaixada do Reino de Deus

“Esses 60 dias tiveram várias fases, e realmente fases necessárias. Primeiro foi o fechamento, faltavam testes e conhecimentos, falavam de cloroquina, não tinha nada certo, como ainda não tem. Foi uma forma de prevenção, zelo e cuidado.

A reabertura gradativa se deu porque é necessário voltar; temos que proteger a população para não ficarmos doentes, mas há também a questão de precisar evitar a quebra financeira. Vejo que a abertura deveria ser bem rigorosa com grupo de riscos, aqueles de idade avançada e que possuem diabete e hipertensão, evitando também as aglomerações. Se fosse dessa forma rigorosa mesmo talvez a reabertura pudesse ter acontecido até um pouco antes.

Observo que políticos, a mídia, líderes de todos os setores, procuram culpados e não há. Fechar ou abrir tudo está errado, tomar medicamento por conta também. Quem toma decisão pode errar e quem não toma já errou. Temos que apoiar as decisões tomadas e não procurar culpados.

Se tivéssemos consciência desde o início os prejuízos estariam mais atenuados. Nosso templo é muito grande, com capacidade para três mil pessoas, e o governo permitiu a capacidade de 30%, que seriam quase 900 lugares. Pensamos que poderia causar problema no fluxo de chegada e saída, por isso optamos por 22% de ocupação, com ar-condicionado com filtros, portas abertas para fluxo de ar constante, disponibilizamos álcool gel, máscaras e luvas. Uma poltrona é utilizada e duas são fechadas. Uma fila é ocupada e a de trás não pode ser utilizada. Nossos cultos passaram a ter duração de 40 minutos ao invés de 1h20min, para que as pessoas permaneçam por menor tempo. Só má notícia adoece as pessoas psicologicamente emocionalmente.

A igreja é um lugar de refúgio muito importante, é essencial recorrer a fé e oração. Os grupos de risco não estão indo, e continuamos a transmitir todos os nossos cultos online, para que o público possa seguir acompanhando”.


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