Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Saúde
Professores de yoga dão dicas para os momentos de crise

Em momentos de crise, é importante manter a saúde emocional, buscar pelo equilíbrio

Quinta, 26/3/2020 10:52.

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Como fazer isso no meio de tanta informação?

Um caminho é se observar, e é esse é um dos pilares do yoga e meditação, prática milenar que é mais que um exercício, um estilo de vida. Os professores Figue Diel e Rô Pacheco, de Balneário Camboriú, vem oferecendo o yoga como ferramenta para atravessar esse período turbulento que nos encontramos.

"Claro que essa sanidade mental, que estamos precisando agora, começa sempre antes da crise. O que vem a tona numa crise? O nosso desequilíbrio e o nosso equilíbrio. Isso é fato. Mas penso que as pessoas que estão um pouco mais ajustadas podem dar suporte aos que entram em crise, e isso não é um julgamento. Mas esse trabalho é uma construção diária", explica Ro Pacheco.

Ro Pacheco (foto acima) está dizendo que quem já vem mantendo a prática há mais tempo consegue atravessar momentos como esse de maneira mais consciente, que não é classificar como bom nem ruim, mas ter uma postura equânime e confiante em relação aos acontecimentos.

"A Ordem do Universo é inexorável, a gente chegou num ponto de exaustão total. Todos estamos sendo convidados a ir para um lugar que a gente não costuma ir, que é pra dentro de si mesmo, fechar os olhos, fazer a respiração, tomar consciência do corpo. Esse é o processo".

Para quem não tinha o hábito de estar consigo mesmo, a dica mais simples, segundo a professora, é "fechar os olhos, fazer uma pausa, prestar atenção na respiração, isso é o mais fácil, prático e eficiente. Todo dia um pouco e aumentando esse tempo, observe os pensamentos mas não se prenda a eles. É um treino".

Ro está disponibilizando através do instagram (@spandayoga) várias técnicas simples para ajudar na situação, através de vídeos curtos. Para quem quer manter a regularidade da prática tem as turmas fechadas dentro da plataforma, que simula a sala de aula, com número limitado de participantes, onde acontece uma prática completa, como as da escola, e onde é possível conversar, dar os feedbacks e direcionar de acordo com a intenção. Na próxima semana, por exemplo, serão trabalhados os alinhamentos dos chacras. Não é preciso experiência anterior para praticar.

"A prática é um investimento, uma poupança emocional, quanto mais a gente faz esse investimento interno, mas isso vai aparecer nos momentos exigidos. Nunca é tarde para começar", fala Ro, que é professora há mais de 30 anos e também oferece atendimentos individuais com aulas particulares, florais de Saint Germain e HQI (homeostase quântica), uma técnica de reprogramação mental.

Higiene não é só lavar as mãos

O surfista Figue Diel (foto acima), professor de yoga na Praia Brava, voltou voando de La Jolla, na Califórnia, onde estava competindo no Mundial de Surf Adaptado e chegou aqui quando a crise estava estourando. Trouxe a medalha de prata e a vontade de estar juntos da família, e logo começou a fazer aulas on line, via instagram (@ashvattayoga)

"Nunca tinha dado uma aula on line, mas diante da necessidade, fiz a experiência. Tenho gostado bastante de dar as aulas, sinto a corrente, a proximidade com as pessoas, não sinto o distanciamento, talvez porque já sou cego desde os 16 anos e aprendi a transpor esses limites. Só não tem como fazer os ajustes como na sala de aula, mas é bom que cada um investigue o próprio corpo, e assim essa consciência corporal vai se desenvolvendo".

Ele diz que não é a primeira vez que faz um recolhimento, quando ficou cego, aos 16 anos, foi o primeiro, passou alguns anos sozinho com suas questões, e ele entende que isso o capacitou para lidar com adversidades da vida, e procurar o caminho do esporte, e depois do yoga, como maneiras de aprofundar esse relacionamento interno.

"A gente vê esse desespero das pessoas que estão afastadas de si mesmas, mas quando a gente treina, medita, aprende a lidar com as situações que se apresentam, porque momentos bons, ruins, vão se intercalando o tempo todo na nossa vida, a gente precisa estar preparado".

Figue considera o yoga é uma ferramenta potente de transformação, "se você começou agora, não pare mais, porque sempre será útil".

"Meu conselho é que façam yoga, meditação, cuidem da saúde, da sua higiene, o yoga sempre fala sobre isso, da higiene, que é a purificação do corpo, do ambiente, da sua casa, pensamentos. Higiene não é só lavar a mão, é todo dia fazer aquela faxina mental e física, e se perceber né. Nossa casa não é só esse quadrado. As pessoas que vem de férias, vão à praia, deixam tudo sujo, quebram garrafas, elas não percebem que ali também é sua casa? De que planeta elas vem? Temos que caminhar juntos, mudar essa consciência de egoísmo, o sofrimento faz a gente crescer e amadurecer, então vamos organizar a casa, aproveitar para mudar algumas ideias equivocadas que temos sobre viver em sociedade".

Dica simples

Faça uma pausa, em qualquer lugar. Coluna ereta, pode ser num sofá, numa cadeira, no chão. Observe a respiração, pelo menos por uns 15 ciclos, mais de um minuto. Quanto mais tempo conseguir ir prolongando esse tempo, melhor. Os pensamentos vão passar pela mente, só observe. Também fica a dica de trocar o pensamento negativo pelo positivo, sem esconder o que está sentindo.


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Professores de yoga dão dicas para os momentos de crise

Em momentos de crise, é importante manter a saúde emocional, buscar pelo equilíbrio

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Quinta, 26/3/2020 10:52.

Como fazer isso no meio de tanta informação?

Um caminho é se observar, e é esse é um dos pilares do yoga e meditação, prática milenar que é mais que um exercício, um estilo de vida. Os professores Figue Diel e Rô Pacheco, de Balneário Camboriú, vem oferecendo o yoga como ferramenta para atravessar esse período turbulento que nos encontramos.

"Claro que essa sanidade mental, que estamos precisando agora, começa sempre antes da crise. O que vem a tona numa crise? O nosso desequilíbrio e o nosso equilíbrio. Isso é fato. Mas penso que as pessoas que estão um pouco mais ajustadas podem dar suporte aos que entram em crise, e isso não é um julgamento. Mas esse trabalho é uma construção diária", explica Ro Pacheco.

Ro Pacheco (foto acima) está dizendo que quem já vem mantendo a prática há mais tempo consegue atravessar momentos como esse de maneira mais consciente, que não é classificar como bom nem ruim, mas ter uma postura equânime e confiante em relação aos acontecimentos.

"A Ordem do Universo é inexorável, a gente chegou num ponto de exaustão total. Todos estamos sendo convidados a ir para um lugar que a gente não costuma ir, que é pra dentro de si mesmo, fechar os olhos, fazer a respiração, tomar consciência do corpo. Esse é o processo".

Para quem não tinha o hábito de estar consigo mesmo, a dica mais simples, segundo a professora, é "fechar os olhos, fazer uma pausa, prestar atenção na respiração, isso é o mais fácil, prático e eficiente. Todo dia um pouco e aumentando esse tempo, observe os pensamentos mas não se prenda a eles. É um treino".

Ro está disponibilizando através do instagram (@spandayoga) várias técnicas simples para ajudar na situação, através de vídeos curtos. Para quem quer manter a regularidade da prática tem as turmas fechadas dentro da plataforma, que simula a sala de aula, com número limitado de participantes, onde acontece uma prática completa, como as da escola, e onde é possível conversar, dar os feedbacks e direcionar de acordo com a intenção. Na próxima semana, por exemplo, serão trabalhados os alinhamentos dos chacras. Não é preciso experiência anterior para praticar.

"A prática é um investimento, uma poupança emocional, quanto mais a gente faz esse investimento interno, mas isso vai aparecer nos momentos exigidos. Nunca é tarde para começar", fala Ro, que é professora há mais de 30 anos e também oferece atendimentos individuais com aulas particulares, florais de Saint Germain e HQI (homeostase quântica), uma técnica de reprogramação mental.

Higiene não é só lavar as mãos

O surfista Figue Diel (foto acima), professor de yoga na Praia Brava, voltou voando de La Jolla, na Califórnia, onde estava competindo no Mundial de Surf Adaptado e chegou aqui quando a crise estava estourando. Trouxe a medalha de prata e a vontade de estar juntos da família, e logo começou a fazer aulas on line, via instagram (@ashvattayoga)

"Nunca tinha dado uma aula on line, mas diante da necessidade, fiz a experiência. Tenho gostado bastante de dar as aulas, sinto a corrente, a proximidade com as pessoas, não sinto o distanciamento, talvez porque já sou cego desde os 16 anos e aprendi a transpor esses limites. Só não tem como fazer os ajustes como na sala de aula, mas é bom que cada um investigue o próprio corpo, e assim essa consciência corporal vai se desenvolvendo".

Ele diz que não é a primeira vez que faz um recolhimento, quando ficou cego, aos 16 anos, foi o primeiro, passou alguns anos sozinho com suas questões, e ele entende que isso o capacitou para lidar com adversidades da vida, e procurar o caminho do esporte, e depois do yoga, como maneiras de aprofundar esse relacionamento interno.

"A gente vê esse desespero das pessoas que estão afastadas de si mesmas, mas quando a gente treina, medita, aprende a lidar com as situações que se apresentam, porque momentos bons, ruins, vão se intercalando o tempo todo na nossa vida, a gente precisa estar preparado".

Figue considera o yoga é uma ferramenta potente de transformação, "se você começou agora, não pare mais, porque sempre será útil".

"Meu conselho é que façam yoga, meditação, cuidem da saúde, da sua higiene, o yoga sempre fala sobre isso, da higiene, que é a purificação do corpo, do ambiente, da sua casa, pensamentos. Higiene não é só lavar a mão, é todo dia fazer aquela faxina mental e física, e se perceber né. Nossa casa não é só esse quadrado. As pessoas que vem de férias, vão à praia, deixam tudo sujo, quebram garrafas, elas não percebem que ali também é sua casa? De que planeta elas vem? Temos que caminhar juntos, mudar essa consciência de egoísmo, o sofrimento faz a gente crescer e amadurecer, então vamos organizar a casa, aproveitar para mudar algumas ideias equivocadas que temos sobre viver em sociedade".

Dica simples

Faça uma pausa, em qualquer lugar. Coluna ereta, pode ser num sofá, numa cadeira, no chão. Observe a respiração, pelo menos por uns 15 ciclos, mais de um minuto. Quanto mais tempo conseguir ir prolongando esse tempo, melhor. Os pensamentos vão passar pela mente, só observe. Também fica a dica de trocar o pensamento negativo pelo positivo, sem esconder o que está sentindo.


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