Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Saúde
Rotary Clubs do Brasil promovem evento virtual para ajudar no combate à paralisia infantil

Sexta, 16/10/2020 8:26.
Divulgação
Rotarianos nas ruas ajudando a divulgar, o que não é possível este ano por causa da pandemia

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Associados dos Rotary Clubs do Brasil irão promover um evento virtual neste sábado (17) com o objetivo de arrecadar US$ 60 mil para o combate à paralisia infantil no mundo. O evento será transmitido às 11h no YouTube.

O programa é a principal ação promovida no país pelos membros do Rotary neste mês em que é celebrado o Dia Mundial de Combate à Pólio (24 de outubro).

Os Rotarys de Balneário Camboriú participam todos os anos da campanha local de vacinação contra pólio, mas por causa da pandemia, estão divulgando nas redes sociais a importância dos pais procurarem as unidades de saúde que neste sábado (17), estarão abertas das 8h às 17h.

“A doença não está erradicada de fato”

A presidente do Rotary Club de Balneário Camboriú, Luciene Vieira, conta que o Rotary abraçou a causa da erradicação da poliomielite em 1975, quando a vacinação contra a doença estava começando.

“Não tem cura, é causa por contaminação da água, atinge crianças até cinco anos, e é uma doença cruel. A criança pode ficar paraplégica”, diz.

Luciene destaca que a vacina é, na verdade, a famosa gotinha, e que a criança precisa tomar seis doses dela.

“Esse é o principal problema, algumas mães levam seus filhos para tomar as primeiras doses, mas não completam [as seis]. A doença não está erradicada de fato, por isso precisamos vacinar as nossas crianças”, explica.

Luciene conta que quando seu filho, que na época tinha 15 anos, precisou viajar para o exterior pediram a carteira de vacinação dele e faltava uma dose da pólio.

“Então eu entendo as mães. Ele conseguiu tomar gratuitamente pelo SUS. Entendo que os pais são ocupados, por isso que devem aproveitar este Dia D, quando todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade estarão abertas para receber ao público. A doença parece que está longe de nós, mas pode chegar. Estamos passando por uma pandemia, vimos o quanto um vírus pode afetar a humanidade e o quanto é importante uma vacina, e é essa é gratuita e acessível”, acrescenta.

Segundo Luciene, anualmente o Rotary ia até praças, unidades de saúde, faziam ações no trânsito alertando para a campanha de vacinação, mas por conta do Covid-19 neste ano estão concentrando as ações no meio virtual.

“O pessoal da Secretaria de Saúde até lamentou, porque quando ajudávamos chamávamos a atenção das pessoas, e muitas iam vacinar as crianças porque nos viam”, conta.

“Não podemos baixar a guarda”

O Rotary Club Balneário Camboriú Praia do Atlântico também apoia a causa. A vice-presidente da entidade, Ângela Freire, explica que apesar da meta principal do Rotary ser a erradicação da pólio, o movimento se preocupa com todas as vacinas, por isso consideram as campanhas ‘anti-vacinação’ tão perigosas.

“É uma fake news assustadora, que infelizmente chega até muitas pessoas. A matrícula nas escolas exige a carteira de vacinação e isso ‘incentiva’ os pais a vacinarem seus filhos, mas não tem sido suficiente”, comenta.

Por isso, Ângela destaca a importância não só do Dia D, mas também do Dia Mundial de Combate à Poliomielite, que é no próximo sábado (24), quando as UBS de Balneário também estarão abertas.

“São ações positivas pois, apesar da vacina estar sempre disponível, quando há essa divulgação em massa as pessoas se atentam, uma avisa a outra, ajuda a sensibilizar mais”, afirma.

Ela completa a fala de Luciene, explicando que presença dos ‘rotarianos’ no Dia D é sempre ‘muito intensa’ e que inclusive levavam faixas para praças e sinaleiros da cidade, mas que neste ano o trabalho está realmente centralizado nas redes sociais.

“Não deixamos de levar a mensagem, mas está sendo feito de uma maneira diferente por conta da pandemia. Quando estamos nos locais públicos chamamos as pessoas, mães que passam com seus filhos e não sabiam, e acabam vacinando. Nos preocupamos com a baixa adesão em nossa cidade, é uma doença muito cruel e não podemos baixar a guarda. Se não vacinar, os casos podem aumentar. A vacina é a prevenção, e esperamos que nesse Dia D o resultado seja muito maior”, completa.


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Rotarianos nas ruas ajudando a divulgar, o que não é possível este ano por causa da pandemia
Rotarianos nas ruas ajudando a divulgar, o que não é possível este ano por causa da pandemia

Rotary Clubs do Brasil promovem evento virtual para ajudar no combate à paralisia infantil

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Sexta, 16/10/2020 8:26.

Associados dos Rotary Clubs do Brasil irão promover um evento virtual neste sábado (17) com o objetivo de arrecadar US$ 60 mil para o combate à paralisia infantil no mundo. O evento será transmitido às 11h no YouTube.

O programa é a principal ação promovida no país pelos membros do Rotary neste mês em que é celebrado o Dia Mundial de Combate à Pólio (24 de outubro).

Os Rotarys de Balneário Camboriú participam todos os anos da campanha local de vacinação contra pólio, mas por causa da pandemia, estão divulgando nas redes sociais a importância dos pais procurarem as unidades de saúde que neste sábado (17), estarão abertas das 8h às 17h.

“A doença não está erradicada de fato”

A presidente do Rotary Club de Balneário Camboriú, Luciene Vieira, conta que o Rotary abraçou a causa da erradicação da poliomielite em 1975, quando a vacinação contra a doença estava começando.

“Não tem cura, é causa por contaminação da água, atinge crianças até cinco anos, e é uma doença cruel. A criança pode ficar paraplégica”, diz.

Luciene destaca que a vacina é, na verdade, a famosa gotinha, e que a criança precisa tomar seis doses dela.

“Esse é o principal problema, algumas mães levam seus filhos para tomar as primeiras doses, mas não completam [as seis]. A doença não está erradicada de fato, por isso precisamos vacinar as nossas crianças”, explica.

Luciene conta que quando seu filho, que na época tinha 15 anos, precisou viajar para o exterior pediram a carteira de vacinação dele e faltava uma dose da pólio.

“Então eu entendo as mães. Ele conseguiu tomar gratuitamente pelo SUS. Entendo que os pais são ocupados, por isso que devem aproveitar este Dia D, quando todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) da cidade estarão abertas para receber ao público. A doença parece que está longe de nós, mas pode chegar. Estamos passando por uma pandemia, vimos o quanto um vírus pode afetar a humanidade e o quanto é importante uma vacina, e é essa é gratuita e acessível”, acrescenta.

Segundo Luciene, anualmente o Rotary ia até praças, unidades de saúde, faziam ações no trânsito alertando para a campanha de vacinação, mas por conta do Covid-19 neste ano estão concentrando as ações no meio virtual.

“O pessoal da Secretaria de Saúde até lamentou, porque quando ajudávamos chamávamos a atenção das pessoas, e muitas iam vacinar as crianças porque nos viam”, conta.

“Não podemos baixar a guarda”

O Rotary Club Balneário Camboriú Praia do Atlântico também apoia a causa. A vice-presidente da entidade, Ângela Freire, explica que apesar da meta principal do Rotary ser a erradicação da pólio, o movimento se preocupa com todas as vacinas, por isso consideram as campanhas ‘anti-vacinação’ tão perigosas.

“É uma fake news assustadora, que infelizmente chega até muitas pessoas. A matrícula nas escolas exige a carteira de vacinação e isso ‘incentiva’ os pais a vacinarem seus filhos, mas não tem sido suficiente”, comenta.

Por isso, Ângela destaca a importância não só do Dia D, mas também do Dia Mundial de Combate à Poliomielite, que é no próximo sábado (24), quando as UBS de Balneário também estarão abertas.

“São ações positivas pois, apesar da vacina estar sempre disponível, quando há essa divulgação em massa as pessoas se atentam, uma avisa a outra, ajuda a sensibilizar mais”, afirma.

Ela completa a fala de Luciene, explicando que presença dos ‘rotarianos’ no Dia D é sempre ‘muito intensa’ e que inclusive levavam faixas para praças e sinaleiros da cidade, mas que neste ano o trabalho está realmente centralizado nas redes sociais.

“Não deixamos de levar a mensagem, mas está sendo feito de uma maneira diferente por conta da pandemia. Quando estamos nos locais públicos chamamos as pessoas, mães que passam com seus filhos e não sabiam, e acabam vacinando. Nos preocupamos com a baixa adesão em nossa cidade, é uma doença muito cruel e não podemos baixar a guarda. Se não vacinar, os casos podem aumentar. A vacina é a prevenção, e esperamos que nesse Dia D o resultado seja muito maior”, completa.


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