Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Saúde
Associação de Moradores opina sobre festas na Brava: “Falta planejamento de segurança pública”

Terça, 15/9/2020 13:35.
Divulgação

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Imagens de uma festa ocorrida na Praia Brava de Itajaí viralizaram a nível nacional, levando o nome da cidade para os assuntos mais comentados no Twitter – os chamados ‘trending topics’, nesta segunda-feira (14). A presidente da Associação de Moradores da Praia Brava (AC Brava) Daniela Occhialini disse à reportagem do Página 3 que as festas são frequentes durante a pandemia, mas que como a desse final de semana não havia acontecido.

Daniela relembra que historicamente sempre aconteceram festas na Praia Brava, normalmente no Canto Norte, nas proximidades do Canto do Morcego, onde ficam baladas como Warung Beach Club e Belvedere. Ela cita que, como o público que frequenta as casas noturnas da Brava ‘perderam’ suas festas por conta da pandemia de Covid-19, começaram a fazer festas no meio da rua.

“Elas têm acontecido com frequência, mas como a desse final de semana nunca tinha acontecido. Ficamos sabendo que eles organizaram uma festa funk online, e aí se reuniram aqui na Brava sexta, sábado e domingo (11, 12 e 13). É um grupo que não segue as restrições da pandemia, usam carros rebaixados e caixas de som gigantescas”, explica.

As imagens que viralizaram nas redes foram da noite de domingo (13), nas proximidades do Bravamall, onde é possível ver centenas de pessoas sem máscaras. Daniela lembra que o bairro não é mais inabitado como há alguns anos, e que o som alto incomoda, além da questão da pandemia.

“Entramos ainda no começo da quarentena com uma intervenção junto da Secretaria de Segurança de Itajaí e com as polícias Militar e Civil. Pedimos uma base fixa e não só rondas. A polícia fez blitzes, mas eles mudam as festas de lugar. Em um vídeo é possível ver que eles têm até assovios para sinalizar que é hora de fugir porque a polícia está chegando”, conta a presidente.

Segundo Daniela, que mora na Brava há 25 anos, a maioria dos moradores do bairro participa dos grupos da Rede de Vizinhos, projeto da Polícia Militar onde policiais interagem com a comunidade através do aplicativo WhatsApp.

“Assim que enviamos os vídeos e fotos nos grupos a PM veio, mas eles vêm com o giroflex ligado já com 300 metros de distância, então o pessoal conseguiu fugir, deixando pra trás uma quantidade enorme de lixo, o que também já aconteceu outras vezes”, diz.

Outra preocupação da comunidade é o que a presidente define como ‘bomba relógio’: a mistura de álcool e drogas que os frequentadores dessas festas ilegais realizam, além da presença de adolescentes nesses ‘eventos’.

“É um consumo escancarado. Entendemos que falta planejamento da segurança pública na Praia Brava, precisamos de mais atenção. Quando há a presença da polícia, tudo funciona bem, mas a Brava merece pelo menos uma base fixa, ou controle das entradas e saídas nos finais de semana”, completa.


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Associação de Moradores opina sobre festas na Brava: “Falta planejamento de segurança pública”

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Terça, 15/9/2020 13:35.

Imagens de uma festa ocorrida na Praia Brava de Itajaí viralizaram a nível nacional, levando o nome da cidade para os assuntos mais comentados no Twitter – os chamados ‘trending topics’, nesta segunda-feira (14). A presidente da Associação de Moradores da Praia Brava (AC Brava) Daniela Occhialini disse à reportagem do Página 3 que as festas são frequentes durante a pandemia, mas que como a desse final de semana não havia acontecido.

Daniela relembra que historicamente sempre aconteceram festas na Praia Brava, normalmente no Canto Norte, nas proximidades do Canto do Morcego, onde ficam baladas como Warung Beach Club e Belvedere. Ela cita que, como o público que frequenta as casas noturnas da Brava ‘perderam’ suas festas por conta da pandemia de Covid-19, começaram a fazer festas no meio da rua.

“Elas têm acontecido com frequência, mas como a desse final de semana nunca tinha acontecido. Ficamos sabendo que eles organizaram uma festa funk online, e aí se reuniram aqui na Brava sexta, sábado e domingo (11, 12 e 13). É um grupo que não segue as restrições da pandemia, usam carros rebaixados e caixas de som gigantescas”, explica.

As imagens que viralizaram nas redes foram da noite de domingo (13), nas proximidades do Bravamall, onde é possível ver centenas de pessoas sem máscaras. Daniela lembra que o bairro não é mais inabitado como há alguns anos, e que o som alto incomoda, além da questão da pandemia.

“Entramos ainda no começo da quarentena com uma intervenção junto da Secretaria de Segurança de Itajaí e com as polícias Militar e Civil. Pedimos uma base fixa e não só rondas. A polícia fez blitzes, mas eles mudam as festas de lugar. Em um vídeo é possível ver que eles têm até assovios para sinalizar que é hora de fugir porque a polícia está chegando”, conta a presidente.

Segundo Daniela, que mora na Brava há 25 anos, a maioria dos moradores do bairro participa dos grupos da Rede de Vizinhos, projeto da Polícia Militar onde policiais interagem com a comunidade através do aplicativo WhatsApp.

“Assim que enviamos os vídeos e fotos nos grupos a PM veio, mas eles vêm com o giroflex ligado já com 300 metros de distância, então o pessoal conseguiu fugir, deixando pra trás uma quantidade enorme de lixo, o que também já aconteceu outras vezes”, diz.

Outra preocupação da comunidade é o que a presidente define como ‘bomba relógio’: a mistura de álcool e drogas que os frequentadores dessas festas ilegais realizam, além da presença de adolescentes nesses ‘eventos’.

“É um consumo escancarado. Entendemos que falta planejamento da segurança pública na Praia Brava, precisamos de mais atenção. Quando há a presença da polícia, tudo funciona bem, mas a Brava merece pelo menos uma base fixa, ou controle das entradas e saídas nos finais de semana”, completa.


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