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Charlatão Bolsonaro visitará prefeito de Chapecó, defensor de tratamento sem eficácia e “coveiro” da sua população

Jair Bolsonaro visitará o prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD), um defensor do chamado tratamento precoce contra a covid-19, porque faz “um trabalho excepcional”, quando na verdade, o combate à pandemia em Chapecó é desastroso, a taxa de mortes é 2,43 por mil habitantes enquanto que Balneário Camboriú, para comparar, tem taxa de 1.93 mortes por mil habitantes. 

Dentre os grandes municípios catarinenses, conforme números oficiais do Governo do Estado, Chapecó tem o quarto pior desempenho no combate à pandemia, o que não impede Jair Bolsonaro de continuar tentando sabotar as recomendações científicas acerca de Covid-19.

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Bolsonaro compartilhou em suas redes sociais vídeo de Rodrigues em que o prefeito afirma ter usado no município o “protocolo de tratamento precoce” e incentiva governadores e prefeitos a “não ter medo” e tratar “seus pacientes com tudo aquilo que é possível”. 

“Foi uma obra fantástica por parte dele (Rodrigues), é um exemplo a ser seguido, por isso estou indo para lá. Para exatamente não só ver, mas como mostrar a todo o Brasil que o vírus é grave, mas seus efeitos têm como ser combatidos”, declarou Bolsonaro.

Bolsonaro destacou que em Chapecó os médicos têm “liberdade total” para indicar tratamentos aos seus pacientes. “Mais ainda, naquele município (Chapecó) – com toda certeza em mais também, em alguns Estados também – o médico tem a liberdade total para trabalhar com o paciente, total. E esse é dever do médico, uma obrigação e direito dele”, reforçou o presidente.

A ideia do tratamento precoce vai na contramão do que é defendido pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. O chefe da Saúde também foi chamado a ir junto com Bolsonaro para a visita em Chapecó – a cidade foi visitada pelo ex-ministro Eduardo Pazuello em março. Ainda não há confirmação oficial sobre se Queiroga viajará junto com o presidente.

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“Não tem um remédio específico ele (médico) trata da melhor maneira possível por isso os índices foram lá para baixo (em Chapecó)”, citou Bolsonaro. Em fevereiro, contudo, Chapecó também vivenciou alta dos casos da doença e das mortes provocadas pela covid-19.

Segundo o último boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde de Chapecó, desta segunda-feira, o município acumula 537 óbitos pela doença e quase de 34 mil casos positivos. Há exatos dois meses, em 5 de fevereiro, o município registrava 153 óbitos desde o início da pandemia – o número mais do que triplicou desde então.

Ao longo da pandemia, Bolsonaro defendeu o tratamento com remédios sem comprovação científica contra o novo coronavírus, como a cloroquina, hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina. O chefe do Executivo chegou a exibir uma caixa de hidroxicloroquina em reunião do G20. Em suas lives semanais, o presidente já se referiu ao tratamento precoce como “tratamento inicial” e “tratamento preventivo”. Na última transmissão ao vivo, Bolsonaro disse que “o tratamento precoce passou a ser crime no Brasil”, ao ironizar as críticas a essa abordagem.

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Hoje, o presidente também voltou a defender a retomada das atividades econômicas. “Bato na mesma tecla desde março do ano passado, temos dois problemas pela frente gravíssimos ainda o vírus e o desemprego. E também sempre bati na mesma tecla as medidas para combater o vírus, os seus efeitos colaterais não podem ser mais danosos que o próprio vírus”, disse. “O Brasil precisa voltar a trabalhar”, acrescentou.

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