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Balneário Camboriú
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Segurança terá neste final de semana ‘laboratório’ para Páscoa: “Não temos como fechar a cidade”

O secretário de Segurança de Balneário Camboriú, Antônio Gabriel Castanheira Junior falou ao Página3 sobre a dificuldade que estão tendo no trabalho de fiscalização e conscientização do público quanto à prevenção do Covid-19. Mesmo com o agravamento de casos, muitas pessoas ainda ignoram e insistem em não usar máscara e fazem festas clandestinas, por exemplo, o que se repete todos os finais de semana. Com o ‘superferiado anticovid’ que iniciou nesta sexta (26) em São Paulo e no Rio de Janeiro [saiba mais aqui: https://jornal.pagina3.com.br/manchete/superferiado-no-rj-e-sp-pode-atrair-turistas-para-balneario-camboriu-mas-reservas-estao-fracas/] Balneário Camboriú atuará com barreiras de conscientização, pedindo para não aglomerar e para cumprir as demais regras de prevenção ao Covid, como uso de máscara e distanciamento social. Porém, não haverá nenhum tipo de ‘controle’ de entrada.

Ações continuam: foco é conscientização

Castanheira (Divulgação/GM)

Segundo Castanheira, a não ser que seja publicado um novo decreto estadual, não haverá nenhuma mudança nas ações de fiscalização.

“Tivemos reunião entre as forças da segurança e equipes de Fiscalização e Vigilância Sanitária, mas estamos cientes que poderão vir turistas do Sudeste, já que as cidades estão fechadas e isso pode incentivar que venham”, comenta.

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O secretário segue explicando que não tem como fechar a cidade, já que tem contaminação comunitária aqui.

“Estamos procurando evitar aumento de casos na população de nossa cidade, mas não temos como fechar a cidade, gente de fora tem apartamento aqui. Nesse final de semana faremos um ‘laboratório’, já pensando na próxima semana, que é Páscoa”, salienta.

Divisão de tarefas

O secretário explica que decidiram dividir tarefas e áreas da cidade, para que no domingo (28) se reúnam e vejam quais ações foram desenvolvidas por cada órgão e o que precisam melhorar para o feriado de Páscoa.

“Dividimos as atribuições, as forças estaduais (como PM, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil), vão atuar na faixa de areia e nós (Guarda Municipal) vamos cuidar das aglomerações nos decks, molhes, avenidas Atlântica e Brasil, etc. Fiscalização de bares, restaurantes, comércios será atribuição de todos”, diz.

A fiscalização diurna iniciará por volta de 8h e a noturna – de bares, restaurantes e festas, por volta de 22h.

“Meu entendimento é que não podemos fechar o comércio, mas você não precisa estar na praia. Não podemos ser extremos de nenhum lado, porque ou vai levar mais gente para a UTI ou vai piorar a recessão. Não tem porque a praia estar lotada, é preciso consciência”, explica.

Trabalho cansativo por falta de colaboração

O secretário opina que, em certos pontos, o Covid vem sendo uma ‘grande hipocrisia’, com parte da população querendo estabelecimentos abertos e sem regras e outros que denunciam aglomerações e querem lockdown.

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“Nós estamos aqui para cumprir as ordens. É determinação de cima, governo do Estado e Ministério Público. Mesmo assim, recebemos hostilidade. Chegamos com muita educação, em abordagens muito tranquilas, porque sabemos que são pessoas e não marginais. É complicado, as pessoas estão saturadas, não querem usar máscara, afrontam, dizem que vão seguir aglomerando. Não vejo cobrança em cima do governador e do MP, tem sido a população contra a polícia, e a polícia não tem culpa, também estamos saturados”, acrescenta, reforçando que são sempre tranquilos, mas que se forem desacatados podem encaminhar as pessoas para a delegacia.

“Eu vou para a rua, vejo a dificuldade do trabalho, não sou como o promotor que está na casa dele e acha que é simples. Na prática é outra coisa, tem sido um fogo cruzado injusto. Todos sabem o que pode ou não, estamos trabalhando com efetivo máximo, hora extra, sobreaviso, ainda combatendo a criminalidade, com muitas atividades para cumprir como operações, apoio ao Resgate Social e Fiscalização, isso gera uma estafa na linha de frente”, afirmou.

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