Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Tecnologia
87 milhões de contas foram violadas, diz Facebook

A própria empresa autorizou a violação

Quinta, 5/4/2018 5:38.

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(FOLHAPRESS) - O Facebook anunciou nesta quarta (4) que acredita que os dados de até 87 milhões de pessoas, em sua maioria nos Estados Unidos, foram compartilhados de forma imprópria com a consultoria política Cambridge Analytica.

A estimativa anterior era a de que cerca de 50 milhões de pessoas teriam tido seus dados vazados para a empresa.

Segundo a empresa, a partir de segunda (9), os usuários serão avisados sobre se seus dados foram usados pela Cambridge Analytica.

A rede social também disse que colocará um link no alto da página dos usuários pelo qual eles poderão ver quais aplicativos estão usando e que informações foram compartilhadas com esses apps; e poderão remover aqueles que não desejam mais usar.

O Facebook está no centro de um escândalo de vazamento de dados de milhões de usuários para a consultoria Cambridge Analytica, que trabalhou para a campanha presidencial de Donald Trump, em 2016, e é suspeita de ter colhido informações pessoais de usuários da rede social de forma irregular.

O caso foi revelado pelos jornais New York Times e The Observer (versão dominical do Guardian) e pela rede de TV britânica Channel 4.
A empresa vem perdendo valor de mercado desde então, e tem sido questionada sobre a eficácia do controle sobre os dados dos usuários e as consequências de seu uso por terceiros.

Desde que o problema veio à tona, crescem os questionamentos em vários países sobre o alcance e o poder do Facebook e de outras plataformas e a necessidade de regulação dessas atividades.

MUDANÇAS

O Facebook anunciou mudanças para restringir o acesso de aplicativos a informações de eventos, de grupos fechados e secretos e de páginas, entre outras mudanças.

A empresa afirmou nesta quarta que está alterando os termos de uso e sua política de dados para deixar claras questões ligadas à privacidade, sem pedir mais acesso a informações de usuários.

Entre os pontos que serão explicados, estão como os dados são usados para customizar o que o usuário vê em seu feed; que dados são compartilhados com quem; como dados de outros produtos da empresa, como o WhatsApp, são usados; e quais são os dados que o Facebook recolhe de dispositivos dos usuários.

DEPOIMENTO

O presidente e fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, será ouvido em audiência no Congresso dos EUA na quarta (11), sobre o uso e a proteção de dados dos usuários.

É a primeira vez que Zuckerberg deporá a legisladores americanos. O testemunho ocorre sob crescente grita de políticos e da opinião pública contra o Facebook e outras firmas de tecnologia.

A audiência com Zuckerberg foi confirmada pela Comissão de Energia e Comércio da Câmara. Ela será realizada ao meio-dia do horário local, ou 11h de Brasília.

Em nota, os deputados Greg Walden e Frank Pallone, membros da comissão, afirmaram que o depoimento será "uma importante oportunidade" para debater a privacidade dos dados de usuários da rede social e vai "ajudar os americanos a compreender melhor o que acontece com sua informação pessoal online".

Os políticos agradeceram a disponibilidade de Zuckerberg -que tem sido cobrado, desde o ano passado, para responder pessoalmente aos questionamentos sobre a segurança de dados na plataforma, e o uso de suas ferramentas para fins políticos e comerciais.

Nos últimos dias, o executivo veio a público por meio de notas e entrevistas, em que lamentou e reconheceu o erro do Facebook no caso da Cambridge Analytica.

CAMBRIDGE ANALYTICA

O caso envolvendo a Cambridge Analytica começou em 2014, quando o professor Aleksandr Kogan, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, criou um teste de personalidade no Facebook com o pretexto de conduzir um estudo psicológico.

Cerca de 270 mil pessoas fizeram o teste de Kogan, mas, sabe-se agora, o sistema permitiu que sua equipe visse o perfil de 87 milhões de usuários, pois também captava as informações de todos os amigos de quem baixou o app. O procedimento era permitido então, mas deixou de sê-lo.

No ano seguinte, Kogan repassou esses dados à Cambridge Analytica, que então contratou outros especialistas, entre eles Christopher Wylie, que acabou revelando o esquema ao The Observer.

De posse de dados como curtidas e redes de amigos, a firma com sede em Londres conseguiu montar perfis de potenciais eleitores para bombardeá-los com mensagens políticas que visavam influir na eleição dos EUA .

O Facebook disse inicialmente que descobriu o esquema em 2015 e removeu o aplicativo de Kogan, exigindo que a Cambridge Analytica apagasse os dados desviados.

Diante das revelações de que as informações não foram apagadas e podem ter interferido na campanha, a rede então bloqueou as contas de todos ligados à consultoria em sua plataforma.


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Página 3

87 milhões de contas foram violadas, diz Facebook

A própria empresa autorizou a violação

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Quinta, 5/4/2018 5:38.

(FOLHAPRESS) - O Facebook anunciou nesta quarta (4) que acredita que os dados de até 87 milhões de pessoas, em sua maioria nos Estados Unidos, foram compartilhados de forma imprópria com a consultoria política Cambridge Analytica.

A estimativa anterior era a de que cerca de 50 milhões de pessoas teriam tido seus dados vazados para a empresa.

Segundo a empresa, a partir de segunda (9), os usuários serão avisados sobre se seus dados foram usados pela Cambridge Analytica.

A rede social também disse que colocará um link no alto da página dos usuários pelo qual eles poderão ver quais aplicativos estão usando e que informações foram compartilhadas com esses apps; e poderão remover aqueles que não desejam mais usar.

O Facebook está no centro de um escândalo de vazamento de dados de milhões de usuários para a consultoria Cambridge Analytica, que trabalhou para a campanha presidencial de Donald Trump, em 2016, e é suspeita de ter colhido informações pessoais de usuários da rede social de forma irregular.

O caso foi revelado pelos jornais New York Times e The Observer (versão dominical do Guardian) e pela rede de TV britânica Channel 4.
A empresa vem perdendo valor de mercado desde então, e tem sido questionada sobre a eficácia do controle sobre os dados dos usuários e as consequências de seu uso por terceiros.

Desde que o problema veio à tona, crescem os questionamentos em vários países sobre o alcance e o poder do Facebook e de outras plataformas e a necessidade de regulação dessas atividades.

MUDANÇAS

O Facebook anunciou mudanças para restringir o acesso de aplicativos a informações de eventos, de grupos fechados e secretos e de páginas, entre outras mudanças.

A empresa afirmou nesta quarta que está alterando os termos de uso e sua política de dados para deixar claras questões ligadas à privacidade, sem pedir mais acesso a informações de usuários.

Entre os pontos que serão explicados, estão como os dados são usados para customizar o que o usuário vê em seu feed; que dados são compartilhados com quem; como dados de outros produtos da empresa, como o WhatsApp, são usados; e quais são os dados que o Facebook recolhe de dispositivos dos usuários.

DEPOIMENTO

O presidente e fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, será ouvido em audiência no Congresso dos EUA na quarta (11), sobre o uso e a proteção de dados dos usuários.

É a primeira vez que Zuckerberg deporá a legisladores americanos. O testemunho ocorre sob crescente grita de políticos e da opinião pública contra o Facebook e outras firmas de tecnologia.

A audiência com Zuckerberg foi confirmada pela Comissão de Energia e Comércio da Câmara. Ela será realizada ao meio-dia do horário local, ou 11h de Brasília.

Em nota, os deputados Greg Walden e Frank Pallone, membros da comissão, afirmaram que o depoimento será "uma importante oportunidade" para debater a privacidade dos dados de usuários da rede social e vai "ajudar os americanos a compreender melhor o que acontece com sua informação pessoal online".

Os políticos agradeceram a disponibilidade de Zuckerberg -que tem sido cobrado, desde o ano passado, para responder pessoalmente aos questionamentos sobre a segurança de dados na plataforma, e o uso de suas ferramentas para fins políticos e comerciais.

Nos últimos dias, o executivo veio a público por meio de notas e entrevistas, em que lamentou e reconheceu o erro do Facebook no caso da Cambridge Analytica.

CAMBRIDGE ANALYTICA

O caso envolvendo a Cambridge Analytica começou em 2014, quando o professor Aleksandr Kogan, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, criou um teste de personalidade no Facebook com o pretexto de conduzir um estudo psicológico.

Cerca de 270 mil pessoas fizeram o teste de Kogan, mas, sabe-se agora, o sistema permitiu que sua equipe visse o perfil de 87 milhões de usuários, pois também captava as informações de todos os amigos de quem baixou o app. O procedimento era permitido então, mas deixou de sê-lo.

No ano seguinte, Kogan repassou esses dados à Cambridge Analytica, que então contratou outros especialistas, entre eles Christopher Wylie, que acabou revelando o esquema ao The Observer.

De posse de dados como curtidas e redes de amigos, a firma com sede em Londres conseguiu montar perfis de potenciais eleitores para bombardeá-los com mensagens políticas que visavam influir na eleição dos EUA .

O Facebook disse inicialmente que descobriu o esquema em 2015 e removeu o aplicativo de Kogan, exigindo que a Cambridge Analytica apagasse os dados desviados.

Diante das revelações de que as informações não foram apagadas e podem ter interferido na campanha, a rede então bloqueou as contas de todos ligados à consultoria em sua plataforma.


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