Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Turismo
Vendedores ambulantes de Balneário Camboriú sentem falta dos turistas argentinos

Segundo a Secretaria Municipal da Fazenda, cerca de 280 vendedores ambulantes estão trabalhando na praia central.

Segunda, 13/1/2020 11:24.
Fotos: Renata Rutes
Comércio na praia não é mais o mesmo, dizem vendedores

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Eles vendem picolés, sorvetes, açaí, sanduíche natural, salada de frutas, algodão doce, casquinha de biju, batatinha chips, além de chapéus, saídas de banho, tornozeleiras e brincos.

A reportagem do Página 3 conversou com alguns deles, que opinaram sobre o movimento de turistas e demonstraram descontentamento com a fraca vinda dos argentinos, causada pela crise econômica que o país passa. Confira!

Sérgio Almeida, 69 anos, é vendedor ambulante em Balneário há 30 anos. Atualmente ele vende picolé, mas começou vendendo suco de laranja natural

“Naquela época vendíamos 200 garrafas de suco por dia, mas depois só os quiosques podiam vender. Há 15 anos vendo picolé, comecei com os da Eskimó, que hoje tem loja na cidade, depois Kibon e Nestlé. Quando eu tinha que levar a caixa era complicado, era pesado, muito cansativo, hoje liberaram o carrinho e é muito melhor para o nosso serviço. A temporada está um pouco baixa, os argentinos vêm fazendo muita falta. Eles estão vindo cada vez menos, não tem como virem com o peso a 16 centavos. Também percebo que há bem menos pessoas para os primeiros dias de janeiro, antigamente nessa época a praia costumava estar muito mais lotada, não dava nem para caminhar direito. Aos fins de semana aumenta um pouco por conta do pessoal que vem da região, de Blumenau, Curitiba, mas acredito que tem um movimento 40% menor em relação a última temporada”.

Mário Ribeiro dos Santos, 44 anos, está trabalhando em sua 17ª temporada em Balneário Camboriú, ele vende saídas de banho que custam entre R$ 35 e R$ 60

“Antes tinha mais gente, vinha muito argentino, eles não estão vindo nem perto de como vinham antigamente. O brasileiro ainda vem, mas essa era a hora de estarmos recebendo os argentinos e isso não aconteceu. O brasileiro está comprando igual ao ano passado, mas as vendas caíram por conta da ausência dos argentinos, sim. Balneário Camboriú ainda é uma cidade que atrai, mas já foi melhor. Acredito que as pessoas têm medo por conta da segurança, mas é um lugar muito bom. Vejo turistas dizendo que visitam outras praias e sempre retornam porque Balneário é show, é a melhor”.

José Almir Ferreira Santos, 26 anos, vende chapéus há três anos na praia central.

“Até dia 31 estava ótimo, depois vejo que caiu o movimento em 80%, e mostra que tem alguma coisa errada acontecendo. Os argentinos fazem falta. Os brasileiros gastam, mas falta público. Do dia 19 de dezembro até hoje (7) eu vendi para apenas um casal de argentinos, isso mostra que eles realmente não estão vindo. Falta mais atrativos em Balneário, porque não adianta negar: a ausência dos argentinos nos afeta muitíssimo. Algo tem que ser feito”.


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Página 3
Fotos: Renata Rutes
Comércio na praia não é mais o mesmo, dizem vendedores
Comércio na praia não é mais o mesmo, dizem vendedores

Vendedores ambulantes de Balneário Camboriú sentem falta dos turistas argentinos

Segundo a Secretaria Municipal da Fazenda, cerca de 280 vendedores ambulantes estão trabalhando na praia central.

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Segunda, 13/1/2020 11:24.

Eles vendem picolés, sorvetes, açaí, sanduíche natural, salada de frutas, algodão doce, casquinha de biju, batatinha chips, além de chapéus, saídas de banho, tornozeleiras e brincos.

A reportagem do Página 3 conversou com alguns deles, que opinaram sobre o movimento de turistas e demonstraram descontentamento com a fraca vinda dos argentinos, causada pela crise econômica que o país passa. Confira!

Sérgio Almeida, 69 anos, é vendedor ambulante em Balneário há 30 anos. Atualmente ele vende picolé, mas começou vendendo suco de laranja natural

“Naquela época vendíamos 200 garrafas de suco por dia, mas depois só os quiosques podiam vender. Há 15 anos vendo picolé, comecei com os da Eskimó, que hoje tem loja na cidade, depois Kibon e Nestlé. Quando eu tinha que levar a caixa era complicado, era pesado, muito cansativo, hoje liberaram o carrinho e é muito melhor para o nosso serviço. A temporada está um pouco baixa, os argentinos vêm fazendo muita falta. Eles estão vindo cada vez menos, não tem como virem com o peso a 16 centavos. Também percebo que há bem menos pessoas para os primeiros dias de janeiro, antigamente nessa época a praia costumava estar muito mais lotada, não dava nem para caminhar direito. Aos fins de semana aumenta um pouco por conta do pessoal que vem da região, de Blumenau, Curitiba, mas acredito que tem um movimento 40% menor em relação a última temporada”.

Mário Ribeiro dos Santos, 44 anos, está trabalhando em sua 17ª temporada em Balneário Camboriú, ele vende saídas de banho que custam entre R$ 35 e R$ 60

“Antes tinha mais gente, vinha muito argentino, eles não estão vindo nem perto de como vinham antigamente. O brasileiro ainda vem, mas essa era a hora de estarmos recebendo os argentinos e isso não aconteceu. O brasileiro está comprando igual ao ano passado, mas as vendas caíram por conta da ausência dos argentinos, sim. Balneário Camboriú ainda é uma cidade que atrai, mas já foi melhor. Acredito que as pessoas têm medo por conta da segurança, mas é um lugar muito bom. Vejo turistas dizendo que visitam outras praias e sempre retornam porque Balneário é show, é a melhor”.

José Almir Ferreira Santos, 26 anos, vende chapéus há três anos na praia central.

“Até dia 31 estava ótimo, depois vejo que caiu o movimento em 80%, e mostra que tem alguma coisa errada acontecendo. Os argentinos fazem falta. Os brasileiros gastam, mas falta público. Do dia 19 de dezembro até hoje (7) eu vendi para apenas um casal de argentinos, isso mostra que eles realmente não estão vindo. Falta mais atrativos em Balneário, porque não adianta negar: a ausência dos argentinos nos afeta muitíssimo. Algo tem que ser feito”.


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