Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Turismo
Oceanic Aquarium: em cinco dias mais de 10 mil pessoas visitaram a nova atração da praia

Sexta, 3/1/2020 7:12.
Fotos Renata Rutes e Daniel Nardes
Oceanic Aquarium fica na rua 4000, 133 em Balneário Camboriú

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Por Renata Rutes

O Oceanic Aquarium, que possui 2.500m² de área construída na Barra Sul, a novidade da temporada de verão que abriu na última segunda-feira (30), recebeu nos cinco primeiros dias mais de 10 mil pessoas.

Ele está em fase de ‘pré-abertura’, já que ainda faltam chegar animais como tubarões (que vem da Indonésia) e cavalos-marinhos (vindos do Nordeste) – que devem chegar até o fim do mês. Outros destaques, como pinguins, lontras, arraias (dois tipos, uma espécie maior e outra menor) e jacarés já residem no Oceanic.

O aquário é uma obra da iniciativa privada – investimento de cinco sócios – e os animais que lá vivem foram adquiridos através de cativeiro ou resgatados (como é o caso das lontras).

A reportagem do Página 3 visitou a nova atração turística na quinta-feira (2) e foi recepcionada e guiada pela oceanógrafa Vânia Mufatto, que é a zoo keeper, responsável pelos pinguins e lontras do Oceanic.

A oceanógrafa Vânia Mufatto, responsável pelos pinguins e lontras

A visita inicia pelo terceiro andar do aquário e segue pelo primeiro (o segundo é reservado para auditório e salas de reunião – o local espera receber escolas e grupos e contará com palestras educativas sobre o meio-ambiente), começando pela água doce (rios e lagos), passando pelas florestas tropicais – com uma área nomeada de Floresta Amazônica, mangue, até chegar ao costão, geleiras e Oceano Atlântico.

Todos os animais, antes de irem para o Oceanic, passam pela ‘quarentena’, que é uma área especial montada no Bairro Nova Esperança (de aproximadamente 1.200m²), onde eles fazem testes para saber se estão aptos a irem para o aquário (sem doenças e parasitas) e se adaptam a alimentação.

Lontras, jacarés e tartarugas

Lontras

Jacarés

Tartarugas

É no terceiro andar, na Floresta Amazônica, onde ficam as lontras Geam Miguel, que tem seis meses, e Carlos Daniel, de um ano (eles já tinham esses nomes, e a equipe preferiu manter). Eles são órfãos e vieram de Belém do Pará. Lá eles eram criados em cativeiro por ribeirinhos e viviam em uma piscina de plástico, agora a área deles é espaçosa e reproduz o natural, com teto retrátil para eles tomarem sol durante todo o dia (fechando apenas em dias chuvosos). A princípio o Oceanic não pretende adquirir mais lontras, mantendo o local espaçoso para os dois meninos, que se divertem bastante juntos e não disputam território ou fêmea, já que há bastante área livre.

“Vale destacar que todos os recintos possuem a chamada ‘área de escape’, que é para os animais se esconderem quando não quiserem interagir com o público, e respeitamos o espaço deles. O polvo, por exemplo, tem a toca dele e cavou para se esconder. Esse é o jeito do animal e ele não é pressionado de nenhuma forma a aparecer”, destaca.

Esse teto ‘especial’ também é usado para as tartarugas e jacarés, que vivem juntos e vieram de uma universidade do Mato Grosso. O local contava com um parque ambiental, que fechou e os animais não tinham para onde ir, vivendo agora no Oceanic. No terceiro andar há também o recinto da cobra sucuri. No momento em que a reportagem passou perto estava toda enrolada, parecendo que tirava um ‘cochilo’.

A alimentação, segundo Vânia, foi desenvolvida por um nutricionista animal contratado somente para essa função.

“Cada um come o que tem que comer. As lontras, por exemplo, comem quatro vezes por dia, já a cobra sucuri come a cada 15 dias e os jacarés três vezes por semana. As lontras comem peixes, carne de boi e de frango. A sucuri animais congelados (roedores), que adquirimos com fornecedores e os jacarés pedaços de carne de frango e bovina”, explica.

Vânia não soube especificar a quantidade de comida diária que circula pelo aquário, mas somente os peixes Bijupirá comem seis quilos de comida por dia (divididos em três refeições).

“É muito bacana, porque os animais já passam a nos reconhecer e se aproximam sabendo que vão ganhar comida”, diz. Há quem confunda o Bijupirá com ‘tubarões pequenos’, mas eles não são tubarões, tendo ossos ao invés de cartilagem (como os tubarões e arraias têm).

Pinguins

Vânia com os pinguins que empolgam o público

Vânia contou que um dos animais que o público mais se empolga em ver são os pinguins. O Página 3 confirmou isso: no espaço dedicado a eles os visitantes se aglomeravam para tirar fotos. A oceanógrafa é a responsável por cuidar dos seis: três fêmeas e três machos, que receberam os nomes dos personagens da famosa série Friends (Phoebe, Monica e Rachel – as meninas, e Joey, Chandler e Ross – os meninos).

“Nomeamos de acordo com a personalidade, por exemplo, o Ross é o mais chato e a Monica come muito (risos)”, conta.

As aves vieram de cativeiro, trazidas de Santo André/SP. Os seis pegam sol através de uma janela (precisa ser controlado) durante cerca de 15 horas diárias. Até o momento todos vivem juntos, seguem um ao outro, dormem e comem próximos, além de nadarem e brincarem. Porém, daqui quatro anos a expectativa é de que eles formem casais e assim ficarão separados por duplas, cada um com o seu ninho.

O túnel

Outra atração diferenciada do aquário é o túnel, onde o público pode passar por baixo e se sentir no fundo do mar.

Ele veio da China, é feito de acrílico e pesa duas toneladas e meia (para aguentar a água).

O túnel fica na última parte do trajeto, sendo o último tanque antes da saída.

Haverá ainda um tanque especial que imitará uma onda - ele está sendo finalizado e deverá ser inaugurado em breve.

Oceanic tem até sereia

A artista Keila Firmino Vargas é a sereia do Oceanic Aquarium, durante a temporada de verão ela está todos os dias no aquário e durante o ano irá visitar o local aos fins de semana. Ela faz o trabalho há dois anos, incentivada por clássicos como A Pequena Sereia e pelo amor que tem pela natação.

“É muito bacana esse contato com as crianças, elas acreditam, interagem. É muito interessante enfim termos um aquário em Balneário, pois trabalha a consciência ambiental e sustentabilidade”, opina. No momento Keila está em uma área especial, mas no futuro a ideia é que ela nade com os peixes em um dos tanques – isso deve acontecer daqui um tempo, pois os animais precisam se adaptar melhor ao espaço.

“Atrasamos pela complexidade da parte técnica”

"Expectativas superadas”, diz Cristiano, um dos sócios

Um dos sócios do Oceanic é Cristiano Buerger Filho, que também acompanhou a reportagem do Página 3. Ele contou ao jornal que o aquário demorou para abrir por conta da complexidade da parte técnica. A previsão de inauguração era para outubro, mas acabou acontecendo somente no final de dezembro.

“Atrasamos pela complexidade da parte técnica, cada habitat precisa de uma água diferente, com pH e temperaturas corretas para os animais. A princípio queríamos ter 250 espécies, mas vamos ter aproximadamente 165. Com o tempo vamos agregando mais. A análise dos órgãos ambientais é muito crítica, fomos conseguindo liberação por espécie (no momento há cerca de 80)”, explica.

Descontos especiais e alta procura

Como o tubarão ainda não chegou, o Oceanic está oferecendo um ingresso promocional no valor de R$ 30 (adulto) e R$ 15 (meia – crianças, estudantes e idosos). Crianças até 4 anos não pagam. A pessoa deve guardar o ticket e pode voltar até março para ver o tubarão pagando esse mesmo valor. Cristiano aproveita para salientar que pretendem dar descontos para os moradores de Balneário, mas que isso deve acontecer somente após o fim da temporada.

“Estamos muito contentes, abrimos na segunda-feira (30) e já recebemos mais de 10 mil pessoas. Superou a nossa expectativa. Resolvemos fazer essa ‘pré-abertura’ por conta da procura, o pessoal nos ligava mais de 300 vezes por dia perguntando quando iríamos abrir. Todos os dias estamos tendo fila também, mas é super rápida a espera por conta da fluidez durante a visitação”, acrescenta.

Estacionamento e acessibilidade

O Oceanic fica na Rua 4000, 133, possui estacionamento próprio, atrás do aquário, e há também outros estacionamentos privativos nas proximidades. Há vagas especiais e o local é acessível para deficientes físicos, com elevador e banheiros adaptados.

A bilheteria abre às 9h e fecha às 19h. Os passeios podem ser feitos das 9h até às 20h todos os dias.

Horários de alimentação para quem quiser assistir


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Página 3
Fotos Renata Rutes e Daniel Nardes
Oceanic Aquarium fica na rua 4000, 133 em Balneário Camboriú
Oceanic Aquarium fica na rua 4000, 133 em Balneário Camboriú

Oceanic Aquarium: em cinco dias mais de 10 mil pessoas visitaram a nova atração da praia

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Sexta, 3/1/2020 7:12.
Por Renata Rutes

O Oceanic Aquarium, que possui 2.500m² de área construída na Barra Sul, a novidade da temporada de verão que abriu na última segunda-feira (30), recebeu nos cinco primeiros dias mais de 10 mil pessoas.

Ele está em fase de ‘pré-abertura’, já que ainda faltam chegar animais como tubarões (que vem da Indonésia) e cavalos-marinhos (vindos do Nordeste) – que devem chegar até o fim do mês. Outros destaques, como pinguins, lontras, arraias (dois tipos, uma espécie maior e outra menor) e jacarés já residem no Oceanic.

O aquário é uma obra da iniciativa privada – investimento de cinco sócios – e os animais que lá vivem foram adquiridos através de cativeiro ou resgatados (como é o caso das lontras).

A reportagem do Página 3 visitou a nova atração turística na quinta-feira (2) e foi recepcionada e guiada pela oceanógrafa Vânia Mufatto, que é a zoo keeper, responsável pelos pinguins e lontras do Oceanic.

A oceanógrafa Vânia Mufatto, responsável pelos pinguins e lontras

A visita inicia pelo terceiro andar do aquário e segue pelo primeiro (o segundo é reservado para auditório e salas de reunião – o local espera receber escolas e grupos e contará com palestras educativas sobre o meio-ambiente), começando pela água doce (rios e lagos), passando pelas florestas tropicais – com uma área nomeada de Floresta Amazônica, mangue, até chegar ao costão, geleiras e Oceano Atlântico.

Todos os animais, antes de irem para o Oceanic, passam pela ‘quarentena’, que é uma área especial montada no Bairro Nova Esperança (de aproximadamente 1.200m²), onde eles fazem testes para saber se estão aptos a irem para o aquário (sem doenças e parasitas) e se adaptam a alimentação.

Lontras, jacarés e tartarugas

Lontras

Jacarés

Tartarugas

É no terceiro andar, na Floresta Amazônica, onde ficam as lontras Geam Miguel, que tem seis meses, e Carlos Daniel, de um ano (eles já tinham esses nomes, e a equipe preferiu manter). Eles são órfãos e vieram de Belém do Pará. Lá eles eram criados em cativeiro por ribeirinhos e viviam em uma piscina de plástico, agora a área deles é espaçosa e reproduz o natural, com teto retrátil para eles tomarem sol durante todo o dia (fechando apenas em dias chuvosos). A princípio o Oceanic não pretende adquirir mais lontras, mantendo o local espaçoso para os dois meninos, que se divertem bastante juntos e não disputam território ou fêmea, já que há bastante área livre.

“Vale destacar que todos os recintos possuem a chamada ‘área de escape’, que é para os animais se esconderem quando não quiserem interagir com o público, e respeitamos o espaço deles. O polvo, por exemplo, tem a toca dele e cavou para se esconder. Esse é o jeito do animal e ele não é pressionado de nenhuma forma a aparecer”, destaca.

Esse teto ‘especial’ também é usado para as tartarugas e jacarés, que vivem juntos e vieram de uma universidade do Mato Grosso. O local contava com um parque ambiental, que fechou e os animais não tinham para onde ir, vivendo agora no Oceanic. No terceiro andar há também o recinto da cobra sucuri. No momento em que a reportagem passou perto estava toda enrolada, parecendo que tirava um ‘cochilo’.

A alimentação, segundo Vânia, foi desenvolvida por um nutricionista animal contratado somente para essa função.

“Cada um come o que tem que comer. As lontras, por exemplo, comem quatro vezes por dia, já a cobra sucuri come a cada 15 dias e os jacarés três vezes por semana. As lontras comem peixes, carne de boi e de frango. A sucuri animais congelados (roedores), que adquirimos com fornecedores e os jacarés pedaços de carne de frango e bovina”, explica.

Vânia não soube especificar a quantidade de comida diária que circula pelo aquário, mas somente os peixes Bijupirá comem seis quilos de comida por dia (divididos em três refeições).

“É muito bacana, porque os animais já passam a nos reconhecer e se aproximam sabendo que vão ganhar comida”, diz. Há quem confunda o Bijupirá com ‘tubarões pequenos’, mas eles não são tubarões, tendo ossos ao invés de cartilagem (como os tubarões e arraias têm).

Pinguins

Vânia com os pinguins que empolgam o público

Vânia contou que um dos animais que o público mais se empolga em ver são os pinguins. O Página 3 confirmou isso: no espaço dedicado a eles os visitantes se aglomeravam para tirar fotos. A oceanógrafa é a responsável por cuidar dos seis: três fêmeas e três machos, que receberam os nomes dos personagens da famosa série Friends (Phoebe, Monica e Rachel – as meninas, e Joey, Chandler e Ross – os meninos).

“Nomeamos de acordo com a personalidade, por exemplo, o Ross é o mais chato e a Monica come muito (risos)”, conta.

As aves vieram de cativeiro, trazidas de Santo André/SP. Os seis pegam sol através de uma janela (precisa ser controlado) durante cerca de 15 horas diárias. Até o momento todos vivem juntos, seguem um ao outro, dormem e comem próximos, além de nadarem e brincarem. Porém, daqui quatro anos a expectativa é de que eles formem casais e assim ficarão separados por duplas, cada um com o seu ninho.

O túnel

Outra atração diferenciada do aquário é o túnel, onde o público pode passar por baixo e se sentir no fundo do mar.

Ele veio da China, é feito de acrílico e pesa duas toneladas e meia (para aguentar a água).

O túnel fica na última parte do trajeto, sendo o último tanque antes da saída.

Haverá ainda um tanque especial que imitará uma onda - ele está sendo finalizado e deverá ser inaugurado em breve.

Oceanic tem até sereia

A artista Keila Firmino Vargas é a sereia do Oceanic Aquarium, durante a temporada de verão ela está todos os dias no aquário e durante o ano irá visitar o local aos fins de semana. Ela faz o trabalho há dois anos, incentivada por clássicos como A Pequena Sereia e pelo amor que tem pela natação.

“É muito bacana esse contato com as crianças, elas acreditam, interagem. É muito interessante enfim termos um aquário em Balneário, pois trabalha a consciência ambiental e sustentabilidade”, opina. No momento Keila está em uma área especial, mas no futuro a ideia é que ela nade com os peixes em um dos tanques – isso deve acontecer daqui um tempo, pois os animais precisam se adaptar melhor ao espaço.

“Atrasamos pela complexidade da parte técnica”

"Expectativas superadas”, diz Cristiano, um dos sócios

Um dos sócios do Oceanic é Cristiano Buerger Filho, que também acompanhou a reportagem do Página 3. Ele contou ao jornal que o aquário demorou para abrir por conta da complexidade da parte técnica. A previsão de inauguração era para outubro, mas acabou acontecendo somente no final de dezembro.

“Atrasamos pela complexidade da parte técnica, cada habitat precisa de uma água diferente, com pH e temperaturas corretas para os animais. A princípio queríamos ter 250 espécies, mas vamos ter aproximadamente 165. Com o tempo vamos agregando mais. A análise dos órgãos ambientais é muito crítica, fomos conseguindo liberação por espécie (no momento há cerca de 80)”, explica.

Descontos especiais e alta procura

Como o tubarão ainda não chegou, o Oceanic está oferecendo um ingresso promocional no valor de R$ 30 (adulto) e R$ 15 (meia – crianças, estudantes e idosos). Crianças até 4 anos não pagam. A pessoa deve guardar o ticket e pode voltar até março para ver o tubarão pagando esse mesmo valor. Cristiano aproveita para salientar que pretendem dar descontos para os moradores de Balneário, mas que isso deve acontecer somente após o fim da temporada.

“Estamos muito contentes, abrimos na segunda-feira (30) e já recebemos mais de 10 mil pessoas. Superou a nossa expectativa. Resolvemos fazer essa ‘pré-abertura’ por conta da procura, o pessoal nos ligava mais de 300 vezes por dia perguntando quando iríamos abrir. Todos os dias estamos tendo fila também, mas é super rápida a espera por conta da fluidez durante a visitação”, acrescenta.

Estacionamento e acessibilidade

O Oceanic fica na Rua 4000, 133, possui estacionamento próprio, atrás do aquário, e há também outros estacionamentos privativos nas proximidades. Há vagas especiais e o local é acessível para deficientes físicos, com elevador e banheiros adaptados.

A bilheteria abre às 9h e fecha às 19h. Os passeios podem ser feitos das 9h até às 20h todos os dias.

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