Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Turismo
Turismo da cidade: o setor mais afetado diante do Covid-19 depende de público

O Página 3 conversou com o trade turístico que avalia os 60 dias de pandemia

Sexta, 22/5/2020 7:40.

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Em Balneário Camboriú há alguns hotéis que optaram por reabrir, mas o público não está vindo principalmente pelo medo do Coronavírus, tempo de isolamento social e também pelos poucos voos e proibição do transporte rodoviário.

O Centro de Eventos de Balneário retomou as suas obras, mas os dois eventos previstos para acontecer no local, em agosto e novembro, foram cancelados.

O Página 3 conversou com o trade turístico que avalia os 60 dias de pandemia e falam sobre perspectivas de melhora para os próximos meses.

“Queremos acreditar que vai melhorar, mas não dá para saber”

Valdir Walendowsky, secretário de Turismo de Balneário Camboriú

“Para o turismo está muito ruim, até agora nada retornou de forma que pudesse haver alguma melhora na economia da cidade em função desse setor. E agora outros empresários estão vendo como o turismo é importante para Balneário Camboriú, região e Santa Catarina. Ao redor do turismo quantos segmentos industriais e comerciais navegam, com a crise todos estão sentindo a importância.

A saúde está em primeiro lugar, mas a economia também é essencial e está fazendo as pessoas se desesperar. Não ter recurso, não poder pagar as contas, envolvendo muitas cadeias. Os comércios e restaurantes reabriram, mas não têm movimento. Os equipamentos turísticos estão parados, como Aquário, Cristo Luz, Unipraias, além das empresas de turismo receptivo, guias de turismo. É um setor muito abrangente que envolve muitas pessoas e das mais diversas classes. É uma decisão que não depende de Balneário Camboriú.

O prefeito está focando muito na saúde, e será um dos pontos mais importantes para as pessoas retornarem a nos visitar. Antes uma prioridade era a segurança pessoal, e agora é a segurança da saúde. Nossa cidade é uma das mais bonitas do Brasil, sempre foi, e agora teremos que priorizar a segurança da saúde, uma das precauções foi o cruzeiro que foi impedido de fundear e desembarcar os passageiros.

Seguimos trabalhando, me reúno com o trade diariamente, para que quando pudermos voltar a trabalhar já estejamos com um plano traçado. É interesse de todos que a cidade volte ao normal. Não paramos nenhum dia, no começo havia muitos estrangeiros na cidade e os auxiliamos a voltar para suas cidades. Buscamos informações com outras cidades turísticas brasileiras para saber como atuar, está sendo um trabalho em conjunto de todos.

Sobre o Centro de Eventos, é triste que os eventos foram cancelados, mas infelizmente a situação não permite. Não há previsão pra isso acabar. Seguimos conversando com os organizadores sobre a possibilidade de fazermos ano que vem. Queremos acreditar que vai melhorar, mas não dá para saber. Depende das pessoas voltarem a viajar, não depende só de nós e sim da conjuntura sanitária e da segurança.

Acredito que quando o turismo retornar será focado no regional, com pessoas vindo em seus carros, já que há poucos aviões e ainda não retornaram os ônibus. Está tudo muito vulnerável ainda, torcemos pela retomada, mas depende muito além de Balneário”.


“É o momento mais difícil da vida profissional de todos”

Margot Rosenbrock Libório é proprietária dos hotéis Bella Camboriú e Rosenbrock e presidente do Balneário Camboriú Convention & Visitors Bureau

“Como hoteleira posso dizer que estamos conscientes de que o fluxo turístico que tínhamos pode demorar até dois anos para retornar. Não haverá segurança para viagens enquanto não houver uma vacina ou um medicamento muito eficiente. Para nós os primeiros dias foram muito angustiantes, muitas decisões para tomar em um cenário totalmente incerto. Agora, completando 60 dias da situação e com a ciência dando sinais na evolução do desenvolvimento da vacina, vamos ficando mais confiantes, apesar do “caixa” estar arrasado.

Sabemos que teremos custos mais altos com a desinfecção e também com o novo modelo de refeições, mas podendo trabalhar com segurança tudo já fica melhor. A retomada do turismo será primeiramente regional, então para nós é importante que todas as regiões do estado controlem a doença. Na verdade o controle da doença é o que vai possibilitar a retomada, por isso a responsabilidade de cada um de nós nos cuidados é essencial. Eu me cuido para poder trabalhar o mais breve possível. Já como presidente do BC Convention a necessidade de reinventar as atividades da entidade foi instantânea. Assumimos demandas para auxiliar os associados em várias frentes.

Com certeza é o momento mais difícil da vida profissional de todos que são do setor de turismo e eventos. A equipe do BC Convention está trabalhando muito. Haverá um cenário de muitas oportunidades no pós-COVID, porém a falta de uma data segura para retomada da promoção do destino e captação de eventos dificulta o planejamento.

Acredito que os destinos turísticos que conseguirem se manter unidos e ampliarem a reflexão coletiva, terão importantes vantagens estratégicas no futuro. Estamos totalmente cientes, como Convention, dos desafios que virão, mas como o BC Convention é uma entidade que foi construída na base da ética e do trabalho associativo, temos certeza que poderemos estar ainda mais atuantes em um futuro muito próximo.

Queremos e podemos ser um apoio para a retomada. Ontem se dizia que estávamos prontos para “pensar fora da caixa”. Hoje, a “caixa” não existe mais. E neste mundo sem paradigmas o BC Convention e nossa vontade de fazer mais e melhor, ainda existem, e é nesse sentido que estaremos disponíveis para reinventar o amanhã. O amanhã virá. Estamos aqui”.


“Temos certeza que sairemos dessa mais fortalecidos”

Credito - Divulgação

Isaac Pires, presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Balneário Camboriú e Região (Sindisol)

"É uma crise mundial sem precedentes, que afeta todo o trade turístico, pois recebemos público de todos os destinos, nacionais e internacionais. Não têm sido dias fáceis. Temos trabalhado muito neste período para atender nossa classe, que é uma das mais afetadas, principalmente a rede hoteleira. Temos investido todos os nossos esforços na implantação de programas e métodos que assegurem a vida e a saúde não somente de nossos clientes e hóspedes, mas também de nossas equipes de colaboradores.

Uma conquista do Sindisol nessa pandemia foi um acordo histórico assinado com o sindicato laboral, o Sechobar, que poupou mais de 1,7 mil empregos na rede gastronômica e hoteleira. Temos promovido inúmeras videoconferências, tanto com outras entidades de classe num movimento de união nunca visto antes em nossa cidade, quanto com a Santur, com a prefeitura, sempre buscando levar a melhor informação ao nosso associado. Temos lutado junto a esferas estaduais e municipais para que os empresários do setor sejam contemplados com flexibilização no recolhimento de taxas e tributos. O turismo de Balneário Camboriú é um setor muito tradicional, feito de empresas muito sólidas, temos certeza que sairemos dessa ainda mais fortalecidos."


“Necessidade evoca potencial”

Credito - Adriano Chagas

Terence Schauffert, proprietário do Felissimo Exclusive Hotel, na Praia dos Amores

“Independente da pandemia, todos sem exceção estão ou devem estar constantemente se reinventando. Nosso setor, o turismo, foi duramente castigado com essa situação! Pessoalmente acredito na força regional para a retomada das atividades gradativamente. Nossa região é rica, temos um mercado muito interessante em um raio de 200km, devemos focar nesse mercado a princípio, Vale do Itajaí, Curitiba, Florianópolis. Na sequência investir nas demais regiões do Brasil, que será tendência com a alta do dólar.

As empresas deverão ter seu foco no “down size”, otimizando seus recursos, trabalhando na especialização do seu nicho.

Não há mais espaço pra “tapa buraco”, profissionais que fazem a diferença serão sempre valorizados, haverá também uma valorização do emprego.

O Felissimo está preparado para navegar nessas águas turbulentas. Fizemos a lição de casa, acreditamos no aumento da procura da hotelaria boutique, com menor circulação de pessoas, sem elevadores e personalizada, como também no aumento das viagens dos brasileiros no país.

Deixo um último recado: “Necessidade evoca potencial” -Força Balneário Camboriú”.


“Pelos números de contágio e óbitos ainda temos muito a penar”

Credito - Divulgação

Olga Ferreira é presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio Hoteleiro, Bares, Restaurantes e Similares de Balneário Camboriú e Região (Sechobar)

“Assim como os demais segmentos, o Turismo foi cruelmente atingido por conta da pandemia instalada no mundo todo. Quando no dia 13 de março um navio de Cruzeiro foi impedido que seus passageiros e tripulação desembarcassem aqui em Balneário Camboriú e na semana seguinte o anúncio que Parque Beto Carrero iria fechar, sentimos duramente o que estaria por vir.

Imediatamente pedimos uma reunião com o Sindicato Patronal e iniciamos incansáveis negociações para "Garantia de Emprego", sentimos que a situação estava sendo controlada, mas nesses 60 dias a contaminação vem se agravando muito rapidamente na maioria das cidades brasileiras que são nossos clientes, mesmo com estabelecimentos abertos respeitando do distanciamento, EPIs e o quadro de empregados reduzidos, não há clientela.

O que vemos agora é o número de demissões aumentando, muitos trabalhadores com suspensão do contrato trabalho (conforme MP 369), com férias sendo tiradas antecipadamente, redução da jornada de trabalho (conseqüentemente redução do salário) e, infelizmente, alguns empresários se aproveitando dessa catástrofe para tirar direitos dos trabalhadores.

Se o decreto de isolamento tivesse continuado rigoroso como foi a partir de 15 de março, essa curva já teria sido achatada aqui no nosso Estado e no País, já estaríamos, aos poucos, retornando a movimentar nossa economia, mas isso não aconteceu e por falta de responsabilidade e negligência dos

nossos governantes. Pelos números de contágio e óbitos divulgados diariamente, ainda temos muito a penar”.


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Página 3

Turismo da cidade: o setor mais afetado diante do Covid-19 depende de público

O Página 3 conversou com o trade turístico que avalia os 60 dias de pandemia

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Sexta, 22/5/2020 7:40.

Em Balneário Camboriú há alguns hotéis que optaram por reabrir, mas o público não está vindo principalmente pelo medo do Coronavírus, tempo de isolamento social e também pelos poucos voos e proibição do transporte rodoviário.

O Centro de Eventos de Balneário retomou as suas obras, mas os dois eventos previstos para acontecer no local, em agosto e novembro, foram cancelados.

O Página 3 conversou com o trade turístico que avalia os 60 dias de pandemia e falam sobre perspectivas de melhora para os próximos meses.

“Queremos acreditar que vai melhorar, mas não dá para saber”

Valdir Walendowsky, secretário de Turismo de Balneário Camboriú

“Para o turismo está muito ruim, até agora nada retornou de forma que pudesse haver alguma melhora na economia da cidade em função desse setor. E agora outros empresários estão vendo como o turismo é importante para Balneário Camboriú, região e Santa Catarina. Ao redor do turismo quantos segmentos industriais e comerciais navegam, com a crise todos estão sentindo a importância.

A saúde está em primeiro lugar, mas a economia também é essencial e está fazendo as pessoas se desesperar. Não ter recurso, não poder pagar as contas, envolvendo muitas cadeias. Os comércios e restaurantes reabriram, mas não têm movimento. Os equipamentos turísticos estão parados, como Aquário, Cristo Luz, Unipraias, além das empresas de turismo receptivo, guias de turismo. É um setor muito abrangente que envolve muitas pessoas e das mais diversas classes. É uma decisão que não depende de Balneário Camboriú.

O prefeito está focando muito na saúde, e será um dos pontos mais importantes para as pessoas retornarem a nos visitar. Antes uma prioridade era a segurança pessoal, e agora é a segurança da saúde. Nossa cidade é uma das mais bonitas do Brasil, sempre foi, e agora teremos que priorizar a segurança da saúde, uma das precauções foi o cruzeiro que foi impedido de fundear e desembarcar os passageiros.

Seguimos trabalhando, me reúno com o trade diariamente, para que quando pudermos voltar a trabalhar já estejamos com um plano traçado. É interesse de todos que a cidade volte ao normal. Não paramos nenhum dia, no começo havia muitos estrangeiros na cidade e os auxiliamos a voltar para suas cidades. Buscamos informações com outras cidades turísticas brasileiras para saber como atuar, está sendo um trabalho em conjunto de todos.

Sobre o Centro de Eventos, é triste que os eventos foram cancelados, mas infelizmente a situação não permite. Não há previsão pra isso acabar. Seguimos conversando com os organizadores sobre a possibilidade de fazermos ano que vem. Queremos acreditar que vai melhorar, mas não dá para saber. Depende das pessoas voltarem a viajar, não depende só de nós e sim da conjuntura sanitária e da segurança.

Acredito que quando o turismo retornar será focado no regional, com pessoas vindo em seus carros, já que há poucos aviões e ainda não retornaram os ônibus. Está tudo muito vulnerável ainda, torcemos pela retomada, mas depende muito além de Balneário”.


“É o momento mais difícil da vida profissional de todos”

Margot Rosenbrock Libório é proprietária dos hotéis Bella Camboriú e Rosenbrock e presidente do Balneário Camboriú Convention & Visitors Bureau

“Como hoteleira posso dizer que estamos conscientes de que o fluxo turístico que tínhamos pode demorar até dois anos para retornar. Não haverá segurança para viagens enquanto não houver uma vacina ou um medicamento muito eficiente. Para nós os primeiros dias foram muito angustiantes, muitas decisões para tomar em um cenário totalmente incerto. Agora, completando 60 dias da situação e com a ciência dando sinais na evolução do desenvolvimento da vacina, vamos ficando mais confiantes, apesar do “caixa” estar arrasado.

Sabemos que teremos custos mais altos com a desinfecção e também com o novo modelo de refeições, mas podendo trabalhar com segurança tudo já fica melhor. A retomada do turismo será primeiramente regional, então para nós é importante que todas as regiões do estado controlem a doença. Na verdade o controle da doença é o que vai possibilitar a retomada, por isso a responsabilidade de cada um de nós nos cuidados é essencial. Eu me cuido para poder trabalhar o mais breve possível. Já como presidente do BC Convention a necessidade de reinventar as atividades da entidade foi instantânea. Assumimos demandas para auxiliar os associados em várias frentes.

Com certeza é o momento mais difícil da vida profissional de todos que são do setor de turismo e eventos. A equipe do BC Convention está trabalhando muito. Haverá um cenário de muitas oportunidades no pós-COVID, porém a falta de uma data segura para retomada da promoção do destino e captação de eventos dificulta o planejamento.

Acredito que os destinos turísticos que conseguirem se manter unidos e ampliarem a reflexão coletiva, terão importantes vantagens estratégicas no futuro. Estamos totalmente cientes, como Convention, dos desafios que virão, mas como o BC Convention é uma entidade que foi construída na base da ética e do trabalho associativo, temos certeza que poderemos estar ainda mais atuantes em um futuro muito próximo.

Queremos e podemos ser um apoio para a retomada. Ontem se dizia que estávamos prontos para “pensar fora da caixa”. Hoje, a “caixa” não existe mais. E neste mundo sem paradigmas o BC Convention e nossa vontade de fazer mais e melhor, ainda existem, e é nesse sentido que estaremos disponíveis para reinventar o amanhã. O amanhã virá. Estamos aqui”.


“Temos certeza que sairemos dessa mais fortalecidos”

Credito - Divulgação

Isaac Pires, presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Balneário Camboriú e Região (Sindisol)

"É uma crise mundial sem precedentes, que afeta todo o trade turístico, pois recebemos público de todos os destinos, nacionais e internacionais. Não têm sido dias fáceis. Temos trabalhado muito neste período para atender nossa classe, que é uma das mais afetadas, principalmente a rede hoteleira. Temos investido todos os nossos esforços na implantação de programas e métodos que assegurem a vida e a saúde não somente de nossos clientes e hóspedes, mas também de nossas equipes de colaboradores.

Uma conquista do Sindisol nessa pandemia foi um acordo histórico assinado com o sindicato laboral, o Sechobar, que poupou mais de 1,7 mil empregos na rede gastronômica e hoteleira. Temos promovido inúmeras videoconferências, tanto com outras entidades de classe num movimento de união nunca visto antes em nossa cidade, quanto com a Santur, com a prefeitura, sempre buscando levar a melhor informação ao nosso associado. Temos lutado junto a esferas estaduais e municipais para que os empresários do setor sejam contemplados com flexibilização no recolhimento de taxas e tributos. O turismo de Balneário Camboriú é um setor muito tradicional, feito de empresas muito sólidas, temos certeza que sairemos dessa ainda mais fortalecidos."


“Necessidade evoca potencial”

Credito - Adriano Chagas

Terence Schauffert, proprietário do Felissimo Exclusive Hotel, na Praia dos Amores

“Independente da pandemia, todos sem exceção estão ou devem estar constantemente se reinventando. Nosso setor, o turismo, foi duramente castigado com essa situação! Pessoalmente acredito na força regional para a retomada das atividades gradativamente. Nossa região é rica, temos um mercado muito interessante em um raio de 200km, devemos focar nesse mercado a princípio, Vale do Itajaí, Curitiba, Florianópolis. Na sequência investir nas demais regiões do Brasil, que será tendência com a alta do dólar.

As empresas deverão ter seu foco no “down size”, otimizando seus recursos, trabalhando na especialização do seu nicho.

Não há mais espaço pra “tapa buraco”, profissionais que fazem a diferença serão sempre valorizados, haverá também uma valorização do emprego.

O Felissimo está preparado para navegar nessas águas turbulentas. Fizemos a lição de casa, acreditamos no aumento da procura da hotelaria boutique, com menor circulação de pessoas, sem elevadores e personalizada, como também no aumento das viagens dos brasileiros no país.

Deixo um último recado: “Necessidade evoca potencial” -Força Balneário Camboriú”.


“Pelos números de contágio e óbitos ainda temos muito a penar”

Credito - Divulgação

Olga Ferreira é presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio Hoteleiro, Bares, Restaurantes e Similares de Balneário Camboriú e Região (Sechobar)

“Assim como os demais segmentos, o Turismo foi cruelmente atingido por conta da pandemia instalada no mundo todo. Quando no dia 13 de março um navio de Cruzeiro foi impedido que seus passageiros e tripulação desembarcassem aqui em Balneário Camboriú e na semana seguinte o anúncio que Parque Beto Carrero iria fechar, sentimos duramente o que estaria por vir.

Imediatamente pedimos uma reunião com o Sindicato Patronal e iniciamos incansáveis negociações para "Garantia de Emprego", sentimos que a situação estava sendo controlada, mas nesses 60 dias a contaminação vem se agravando muito rapidamente na maioria das cidades brasileiras que são nossos clientes, mesmo com estabelecimentos abertos respeitando do distanciamento, EPIs e o quadro de empregados reduzidos, não há clientela.

O que vemos agora é o número de demissões aumentando, muitos trabalhadores com suspensão do contrato trabalho (conforme MP 369), com férias sendo tiradas antecipadamente, redução da jornada de trabalho (conseqüentemente redução do salário) e, infelizmente, alguns empresários se aproveitando dessa catástrofe para tirar direitos dos trabalhadores.

Se o decreto de isolamento tivesse continuado rigoroso como foi a partir de 15 de março, essa curva já teria sido achatada aqui no nosso Estado e no País, já estaríamos, aos poucos, retornando a movimentar nossa economia, mas isso não aconteceu e por falta de responsabilidade e negligência dos

nossos governantes. Pelos números de contágio e óbitos divulgados diariamente, ainda temos muito a penar”.


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