Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Variedades
Pesca sobre pranchão de stand up chama a atenção na praia central

Ideia veio da filha de aposentado e virou hábito na praia central

Quinta, 20/7/2017 9:29.
Arquivo Pessoal
Nilton de Jesus exibe destreza tarrafeando sobre um pranchão

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Esta cena já acontece há quase cinco anos, mas continua chamando atenção de quem passa pela Barra Sul. Aquele homem está tarrafeando sobre um pranchão de stand up?

Nilton de Jesus, 69, bombeiro aposentado, morador do Bairro das Nações, sempre gostou de pescar. Mar adentro gostava de pescar camarão, de rede, e já passou alguns sufocos. É um colecionador de troféus de bocha, que joga todos os dias, no Pontal Norte. Também curte pedalar, há poucos dias foi de bike até Blumenau.

Tem paixão por esportes e já começa o dia na academia e de quando em vez, uma sinuca pra distrair.

Há quase cinco decidiu praticar stand up. “Comprei uma prancha para brincar no verão. Um dia minha filha Patrícia sugeriu tarrafear sobre o pranchão. Fui surpreendido, mas prometi pensar no assunto”, contou Nilton.

Chegou em casa, tirou as tarrafas (feitas por ele) que estavam guardadas e decidiu experimentar.

“Gostei e hoje não pesco mais de barco, pratico um 2em1, unindo lazer e prática esportiva. É muito bom, me adaptei e pesco de tarrafa quase todo o dia”, disse.

Segredo? Nenhum, ele garante

“O primeiro passo é saber andar de pranchão. O segundo é ter um bom equilíbrio, para ficar de pé todo esse tempo (às vezes 3 horas ou mais). É preciso ainda uma certa habilidade para acomodar a caixa de tralhas e o balde para depositar os peixes. Feito isso, é só lançar a tarrafa”, brinca Nilton. Ele diz mesmo fazendo tudo isso, já levou vários tombos. ‘Faz parte”.

Peixe sempre tem

A pesca sobre a prancha é na Barra Sul, um local tranquilo e onde sempre dá peixe. “Gosto de pescar na boca da barra, é mais limpo e sempre tiro parati, robalo, agora tem tainha. Separo alguns e o resto distribuo para a vizinhança”, descreveu o pescador sobre prancha.

Ele disse que é preciso ‘cuidar’ onde pesca, porque Camboriú ainda não tem tratamento de esgoto. Aconselha os governantes a se preocupar com a poluição do canal do Marambaia. “Aquilo sim é uma vergonha”, emendou.

Pupilos

Ao longo dos anos, Nilton já ganhou dois seguidores: Laércio Elisiário dos Santos, 45, funcionário público e pescador em Balneário Camboriú e outro que mora em Barra Velha que ‘aprendeu só de olhar’ e decidiu colocar em prática lá onde mora.

“Sempre via ele tarrafeando, decidi conversar com ele, praticamente me inspirei nele para fazer a mesma coisa”, afirmou Laércio. No dia da entrevista ele fez questão de exibir o peixe espada que tirou.

Ele diz que não é difícil, exige controle sobre o pranchão, mas o melhor de tudo é “juntar o contato com a natureza, o exercício físico e ainda levar um peixe para casa”, destacou Laércio.

Nas redes tem até dicas

Se por aqui a pesca sobre pranchão ainda é exclusividade de poucos, nas redes sociais, os adeptos vão aparecendo cada vez mais, não só no Brasil, mas no exterior também.

A modalidade é identificada como ‘stand-up pesca’ ou ‘sup fishing’. Os praticantes usam pranchas de surf ou pranchões de stand up, de fibra ou infláveis, maiores de 3m. Já existem pranchões adaptados com suporte de vara, caixa de tralha acoplada, encosto para remada ou arremesso, mas em qualquer uma é possível improvisar, como faz Nilton de Jesus, que lançou ‘a moda’ em Balneário Camboriú.

Nilton e as filhas


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Página 3
Arquivo Pessoal
Nilton de Jesus exibe destreza tarrafeando sobre um pranchão
Nilton de Jesus exibe destreza tarrafeando sobre um pranchão

Pesca sobre pranchão de stand up chama a atenção na praia central

Ideia veio da filha de aposentado e virou hábito na praia central

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Quinta, 20/7/2017 9:29.

Esta cena já acontece há quase cinco anos, mas continua chamando atenção de quem passa pela Barra Sul. Aquele homem está tarrafeando sobre um pranchão de stand up?

Nilton de Jesus, 69, bombeiro aposentado, morador do Bairro das Nações, sempre gostou de pescar. Mar adentro gostava de pescar camarão, de rede, e já passou alguns sufocos. É um colecionador de troféus de bocha, que joga todos os dias, no Pontal Norte. Também curte pedalar, há poucos dias foi de bike até Blumenau.

Tem paixão por esportes e já começa o dia na academia e de quando em vez, uma sinuca pra distrair.

Há quase cinco decidiu praticar stand up. “Comprei uma prancha para brincar no verão. Um dia minha filha Patrícia sugeriu tarrafear sobre o pranchão. Fui surpreendido, mas prometi pensar no assunto”, contou Nilton.

Chegou em casa, tirou as tarrafas (feitas por ele) que estavam guardadas e decidiu experimentar.

“Gostei e hoje não pesco mais de barco, pratico um 2em1, unindo lazer e prática esportiva. É muito bom, me adaptei e pesco de tarrafa quase todo o dia”, disse.

Segredo? Nenhum, ele garante

“O primeiro passo é saber andar de pranchão. O segundo é ter um bom equilíbrio, para ficar de pé todo esse tempo (às vezes 3 horas ou mais). É preciso ainda uma certa habilidade para acomodar a caixa de tralhas e o balde para depositar os peixes. Feito isso, é só lançar a tarrafa”, brinca Nilton. Ele diz mesmo fazendo tudo isso, já levou vários tombos. ‘Faz parte”.

Peixe sempre tem

A pesca sobre a prancha é na Barra Sul, um local tranquilo e onde sempre dá peixe. “Gosto de pescar na boca da barra, é mais limpo e sempre tiro parati, robalo, agora tem tainha. Separo alguns e o resto distribuo para a vizinhança”, descreveu o pescador sobre prancha.

Ele disse que é preciso ‘cuidar’ onde pesca, porque Camboriú ainda não tem tratamento de esgoto. Aconselha os governantes a se preocupar com a poluição do canal do Marambaia. “Aquilo sim é uma vergonha”, emendou.

Pupilos

Ao longo dos anos, Nilton já ganhou dois seguidores: Laércio Elisiário dos Santos, 45, funcionário público e pescador em Balneário Camboriú e outro que mora em Barra Velha que ‘aprendeu só de olhar’ e decidiu colocar em prática lá onde mora.

“Sempre via ele tarrafeando, decidi conversar com ele, praticamente me inspirei nele para fazer a mesma coisa”, afirmou Laércio. No dia da entrevista ele fez questão de exibir o peixe espada que tirou.

Ele diz que não é difícil, exige controle sobre o pranchão, mas o melhor de tudo é “juntar o contato com a natureza, o exercício físico e ainda levar um peixe para casa”, destacou Laércio.

Nas redes tem até dicas

Se por aqui a pesca sobre pranchão ainda é exclusividade de poucos, nas redes sociais, os adeptos vão aparecendo cada vez mais, não só no Brasil, mas no exterior também.

A modalidade é identificada como ‘stand-up pesca’ ou ‘sup fishing’. Os praticantes usam pranchas de surf ou pranchões de stand up, de fibra ou infláveis, maiores de 3m. Já existem pranchões adaptados com suporte de vara, caixa de tralha acoplada, encosto para remada ou arremesso, mas em qualquer uma é possível improvisar, como faz Nilton de Jesus, que lançou ‘a moda’ em Balneário Camboriú.

Nilton e as filhas


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