Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Variedades
Balneário Camboriú está florida: árvores enfeitam ruas e encantam moradores

Balneário Camboriú tem 10 mil árvores em áreas públicas

Quinta, 17/10/2019 13:40.
Foto: Divulgação/arquivo pessoal
Ipê rosa no início da primavera que fica em frente à Fundação Municipal de Esportes, na Rua 2.438.

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Por Renata Rutes

O Página 3 recebeu fotos de um ipê rosa de bola que fica bem em frente à Fundação Municipal de Esportes, na Rua 2.438. A veterinária homeopata Ana Rita Quilante enviou as fotos, no início da primavera, exaltando o quanto se encantou com a árvore, que fica em frente da casa da filha dela, a arquiteta Aline. Há outras árvores como essa que fazem sucesso nessa época, como um ipê amarelo na Rua Uganda, no Bairro das Nações, além de várias outras espécies no Parque Natural Municipal Raimundo Malta, o Parque Ecológico, e em duas casas na Rua 1.926. Vale lembrar que o ipê amarelo é a árvore símbolo de Balneário Camboriú.


Ipê rosa de bola

Fotos: Divulgação/arquivo pessoalO ipê rosa de bola florido e a mesma arvore ontem, já sem flores.

Ana conta que muitas vezes já ouviu a frase ‘Balneário Camboriú é bela por natureza’, e por isso vê que os moradores precisam cultivar, auxiliar e fazer o possível para a cidade ser cada vez mais linda.

“O clima da nossa cidade auxilia e propicia para o desenvolvimento de árvores maravilhosas. Quando eu vi esse ipê, que espero há vários anos florescer, tive a ideia de pedir que o Jornal Página 3 divulgasse”, diz.

A veterinária defende que ‘entre todas as belezas’, as árvores floridas, em sua opinião, são soberanas.

“Árvore florida como estava essa no início da primavera é imperdível. Precisamos ver, precisamos cultivar mais. Nós, os moradores de Balneário Camboriú, precisamos fazer mais por isso. Nossa cidade merece e é favorável ao desenvolvimento dessas árvores”, acrescenta.

A filha de Ana, Aline, conta que ela e o esposo, Luciano, compraram o terreno onde construíram a casa onde moram ainda em 2007. Na época já havia no local o ipê rosa e uma palmeira – essa segunda fica bem em frente a entrada da garagem.

“Os pedreiros queriam derrubar, mas não deixamos. Todos os anos o ipê floresce e é esse encanto. A palmeira temos que contornar para conseguirmos acessar a garagem, as pessoas acham até engraçado, mas vale a pena porque ela está lá até hoje”, comenta.

Segundo Ana, todos os dias pelo menos 20 pessoas param para tirar foto com o ipê florido.

“Ele mexe com a sensibilidade das pessoas. Faltam árvores em Balneário e a prova é o quanto esse ipê chama a atenção. Se houvesse mais não surpreenderia tanto”, pontua.


Manacá-de-cheiro e ipê amarelo

A professora aposentada Sigrides Olsson, 74, mora em Balneário Camboriú há 41 anos e conta que cresceu ‘no meio das plantas’, e isso a fez criar um amor por flores e árvores. “Minha mãe cultivava flores e eu sempre gostei muito. Quando comprei a propriedade onde moro, na Rua 1.926 entre as avenidas Terceira e Quarta, não tinha nenhuma árvore. Tenho um ipê amarelo de quase 40 anos, que está para florescer e dois manacás-de-cheiro, que devem ter uns 30 anos”, diz.

Foto: Divulgação/arquivo pessoal

Segundo Sigrides, o perfume dos manacás é tão forte que às vezes chega a incomodar, já que tem sinusite.

“É cheiro muito bom, mas pode ficar forte, tanto que não recomendam plantar perto de janela, de tanto perfume que tem. Sobre os ipês, há vários tipos. Há alguns que florescem em setembro, outubro. O meu floresce no fim de outubro, começo de novembro. Ele fica bem carregado, é um sol particular. Asflores dele se misturam com as dos manacás, que são roxas, e fica lindo”, conta.

Assim como no caso do ipê rosa de bola, Sigrides conta que as pessoas costumam parar em frente da casa dela para fotografar as árvores floridas.

“Sempre tem gente fotografando e por isso tenho que sempre estar varrendo porque a flor do ipê fica lisa quando cai e as pessoas podem se machucar”, comenta.

Sigrides também lamenta que há poucas árvores em Balneário Camboriú, relembrando que antigamente havia um canteiro central na Terceira Avenida, que inclusive tinha ipê amarelo. “Era a coisa mais linda e infelizmente foi tirado. Vejo que temos que plantar mais árvores, o mundo e as próximas gerações vão nos agradecer se fizermos isso”, completa.


Árvores frutíferas e orquídeas também

Fotos: Márcio Santos

A chef de cozinha Lara Luiza Borges Becker é sobrinha de Sigrides e também mora na Rua 1.926. Assim como a tia, ela também tem ‘raízes rurais’ e por isso tem paixão por árvores e arborização. O terreno da casa dos pais dela é repleto de árvores frutíferas, sendo praticamente um mini pomar.

Pêssego com flores, orquídea e banana.

“O desejo de ter frutas é cultural já que a família toda sempre teve contato com chácaras/fazendas que tinham pomar. E cada um acaba gostando mais de uma fruta, então buscamos ter todas que foram possíveis e cada uma tem um significado mais forte pra alguém da família”, conta.

Hoje o ‘pomar’ da família Borges Becker conta com amora, maçã, pêssego, jaboticaba, maracujá doce, goiaba, araçá, uva, banana, morango silvestre, mamão, graviola, abacate, tamarindo, cajamanga, ameixa amarela, jiló, quiabo, jurubeba, ora-pro-nobis, manjerona e hortelã. Eles também tem orquídeas, das mais variadas cores e tamanhos, rosas, lírio, antúrio, etc.

“Já trocamos e doamos mudas, conversamos sobre as plantas com quem tem interesse. Às vezes as plantas são modelos fotográficas (risos). Vejo que plantando e trocando mudas ajudamos Balneário Camboriú no processo inverso à urbanização exagerada e ao uso excessivo de concreto. Fazemos uma pequena parte do que ainda devemos fazer”, diz.

Lara opina ainda que vê que a população precisa entender quais são as prioridades mundiais com os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e suas metas, para assim conseguirmos alcançar um ambiente saudável, equilibrado.

“E falando por nós, fazemos isso sem grandes sacrifícios, já que plantar, colher e doar é para nós algo extremamente gratificante”, completa.


Engenheiro florestal da Semam, paixão por árvores

O engenheiro florestal da secretaria do Meio Ambiente, Denis Gleich, que é também presidente do Conselho Gestor da Unidade de Conservação do Parque Raimundo Malta, conta que sempre foi apaixonado por árvores, e que vê-las florescer nessa época do ano é ‘absurdamente apaixonante’. Ele salienta que no Parque Ecológico há diversas espécies, entre nativas e outras plantadas com cunho paisagístico, como goiaba, amora, espatódea, Sombreiro da Amazônia, palmito, palmeira real e imperial, e muitas outras.

“Mas eu sou apaixonado pelas nativas, como o ipê, que é a nossa árvore símbolo e é linda e majestosa. Infelizmente a floração dura pouco tempo, mas é algo lindo de se ver e que realmente encanta quem tem essa oportunidade”, afirma.

Foto: Divulgação/arquivo pessoalSegundo Denis, há diversos ipês amarelos em Balneário, a exemplo do que fica na Rua Uganda(foto), além de alguns na Marginal Oeste.

“Ipê vem do tupi-guarani e significa casca grossa, que é o troco bem desenhado. O ipê rosa não tem o tronco tão grosso, mas o amarelo sim. Ele serve tanto para arborização urbana quanto para paisagismo”, explica.

Além do ipê amarelo ser a árvore símbolo de Balneário, a flor dele é símbolo nacional, já que é dourada e remete a bandeira e ao ouro que tinha no Brasil.

“Ele já foi utilizado para fazer arco de violino, junto com o Pau-Brasil, além de ser usado na construção naval e até mesmo para tratamento de doenças”, diz.


População pode e deve plantar árvores, mas é preciso cuidado

Segundo Denis, foi realizado um geo processamento que estimou que há hoje em Balneário Camboriú 10 mil árvores em áreas públicas. O engenheiro florestal analisa que antigamente havia ‘muito mais’, que com o crescimento da cidade e principalmente construção de calçadas muitas foram derrubadas. Há ainda a preocupação com o plantio errôneo das espécies, principalmente as de grande porte.

“Antes não havia controle. Com a Lei de Arborização Urbana, feita em 2018, hoje há a indicação de quais espécies podem ser plantadas. Aconselhamos que as pessoas plantem as de médio-porte, que inclusive são doadas no Parque, no setor de viveiro. Cada habitante pode levar até seis mudas. Perguntamos onde eles planejam plantá-las e indicamos locais. Antes as pessoas plantavam árvores de grande porte perto de casa e hoje temos que realizar muitos cortes de árvore porque estão perto de fio de luz. Isso acontece exatamente porque antes os moradores não eram orientados”, destaca.

Fotos: Divulgação/arquivo pessoalPitanga, jerivá, orquídeas, camarão amarelo e jabuticaba.

O Parque Ecológico conta hoje com cerca de cinco mil mudas entre mais de 50 espécies entre opções com beleza paisagística e até frutíferas. O ipê é liberado e é bastante procurado. Normalmente o foco é doar mudas para escolas, já que as crianças aprendem sobre a árvore símbolo da cidade e podem vê-la no colégio. Quando sobram, a Semam doa também para a população geral.

“As árvores são magníficas. Incentivamos o plantio consciente. Algumas possuem até fatores fitoterápicos, como a aroeira que é boa para pele e produzimos sabonete com elas, há indicações também do jambolão para diabete”, finaliza.

  • O setor fitoterápico do Parque Ecológico recebe ao público segunda, quarta e sexta-feira das 13h30 às 18h, e o viveiro nas terças e quintas nesse mesmo horário.
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Página 3
Foto: Divulgação/arquivo pessoal
Ipê rosa no início da primavera que fica em frente à Fundação Municipal de Esportes, na Rua 2.438.
Ipê rosa no início da primavera que fica em frente à Fundação Municipal de Esportes, na Rua 2.438.

Balneário Camboriú está florida: árvores enfeitam ruas e encantam moradores

Balneário Camboriú tem 10 mil árvores em áreas públicas

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Quinta, 17/10/2019 13:40.
Por Renata Rutes

O Página 3 recebeu fotos de um ipê rosa de bola que fica bem em frente à Fundação Municipal de Esportes, na Rua 2.438. A veterinária homeopata Ana Rita Quilante enviou as fotos, no início da primavera, exaltando o quanto se encantou com a árvore, que fica em frente da casa da filha dela, a arquiteta Aline. Há outras árvores como essa que fazem sucesso nessa época, como um ipê amarelo na Rua Uganda, no Bairro das Nações, além de várias outras espécies no Parque Natural Municipal Raimundo Malta, o Parque Ecológico, e em duas casas na Rua 1.926. Vale lembrar que o ipê amarelo é a árvore símbolo de Balneário Camboriú.


Ipê rosa de bola

Fotos: Divulgação/arquivo pessoalO ipê rosa de bola florido e a mesma arvore ontem, já sem flores.

Ana conta que muitas vezes já ouviu a frase ‘Balneário Camboriú é bela por natureza’, e por isso vê que os moradores precisam cultivar, auxiliar e fazer o possível para a cidade ser cada vez mais linda.

“O clima da nossa cidade auxilia e propicia para o desenvolvimento de árvores maravilhosas. Quando eu vi esse ipê, que espero há vários anos florescer, tive a ideia de pedir que o Jornal Página 3 divulgasse”, diz.

A veterinária defende que ‘entre todas as belezas’, as árvores floridas, em sua opinião, são soberanas.

“Árvore florida como estava essa no início da primavera é imperdível. Precisamos ver, precisamos cultivar mais. Nós, os moradores de Balneário Camboriú, precisamos fazer mais por isso. Nossa cidade merece e é favorável ao desenvolvimento dessas árvores”, acrescenta.

A filha de Ana, Aline, conta que ela e o esposo, Luciano, compraram o terreno onde construíram a casa onde moram ainda em 2007. Na época já havia no local o ipê rosa e uma palmeira – essa segunda fica bem em frente a entrada da garagem.

“Os pedreiros queriam derrubar, mas não deixamos. Todos os anos o ipê floresce e é esse encanto. A palmeira temos que contornar para conseguirmos acessar a garagem, as pessoas acham até engraçado, mas vale a pena porque ela está lá até hoje”, comenta.

Segundo Ana, todos os dias pelo menos 20 pessoas param para tirar foto com o ipê florido.

“Ele mexe com a sensibilidade das pessoas. Faltam árvores em Balneário e a prova é o quanto esse ipê chama a atenção. Se houvesse mais não surpreenderia tanto”, pontua.


Manacá-de-cheiro e ipê amarelo

A professora aposentada Sigrides Olsson, 74, mora em Balneário Camboriú há 41 anos e conta que cresceu ‘no meio das plantas’, e isso a fez criar um amor por flores e árvores. “Minha mãe cultivava flores e eu sempre gostei muito. Quando comprei a propriedade onde moro, na Rua 1.926 entre as avenidas Terceira e Quarta, não tinha nenhuma árvore. Tenho um ipê amarelo de quase 40 anos, que está para florescer e dois manacás-de-cheiro, que devem ter uns 30 anos”, diz.

Foto: Divulgação/arquivo pessoal

Segundo Sigrides, o perfume dos manacás é tão forte que às vezes chega a incomodar, já que tem sinusite.

“É cheiro muito bom, mas pode ficar forte, tanto que não recomendam plantar perto de janela, de tanto perfume que tem. Sobre os ipês, há vários tipos. Há alguns que florescem em setembro, outubro. O meu floresce no fim de outubro, começo de novembro. Ele fica bem carregado, é um sol particular. Asflores dele se misturam com as dos manacás, que são roxas, e fica lindo”, conta.

Assim como no caso do ipê rosa de bola, Sigrides conta que as pessoas costumam parar em frente da casa dela para fotografar as árvores floridas.

“Sempre tem gente fotografando e por isso tenho que sempre estar varrendo porque a flor do ipê fica lisa quando cai e as pessoas podem se machucar”, comenta.

Sigrides também lamenta que há poucas árvores em Balneário Camboriú, relembrando que antigamente havia um canteiro central na Terceira Avenida, que inclusive tinha ipê amarelo. “Era a coisa mais linda e infelizmente foi tirado. Vejo que temos que plantar mais árvores, o mundo e as próximas gerações vão nos agradecer se fizermos isso”, completa.


Árvores frutíferas e orquídeas também

Fotos: Márcio Santos

A chef de cozinha Lara Luiza Borges Becker é sobrinha de Sigrides e também mora na Rua 1.926. Assim como a tia, ela também tem ‘raízes rurais’ e por isso tem paixão por árvores e arborização. O terreno da casa dos pais dela é repleto de árvores frutíferas, sendo praticamente um mini pomar.

Pêssego com flores, orquídea e banana.

“O desejo de ter frutas é cultural já que a família toda sempre teve contato com chácaras/fazendas que tinham pomar. E cada um acaba gostando mais de uma fruta, então buscamos ter todas que foram possíveis e cada uma tem um significado mais forte pra alguém da família”, conta.

Hoje o ‘pomar’ da família Borges Becker conta com amora, maçã, pêssego, jaboticaba, maracujá doce, goiaba, araçá, uva, banana, morango silvestre, mamão, graviola, abacate, tamarindo, cajamanga, ameixa amarela, jiló, quiabo, jurubeba, ora-pro-nobis, manjerona e hortelã. Eles também tem orquídeas, das mais variadas cores e tamanhos, rosas, lírio, antúrio, etc.

“Já trocamos e doamos mudas, conversamos sobre as plantas com quem tem interesse. Às vezes as plantas são modelos fotográficas (risos). Vejo que plantando e trocando mudas ajudamos Balneário Camboriú no processo inverso à urbanização exagerada e ao uso excessivo de concreto. Fazemos uma pequena parte do que ainda devemos fazer”, diz.

Lara opina ainda que vê que a população precisa entender quais são as prioridades mundiais com os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e suas metas, para assim conseguirmos alcançar um ambiente saudável, equilibrado.

“E falando por nós, fazemos isso sem grandes sacrifícios, já que plantar, colher e doar é para nós algo extremamente gratificante”, completa.


Engenheiro florestal da Semam, paixão por árvores

O engenheiro florestal da secretaria do Meio Ambiente, Denis Gleich, que é também presidente do Conselho Gestor da Unidade de Conservação do Parque Raimundo Malta, conta que sempre foi apaixonado por árvores, e que vê-las florescer nessa época do ano é ‘absurdamente apaixonante’. Ele salienta que no Parque Ecológico há diversas espécies, entre nativas e outras plantadas com cunho paisagístico, como goiaba, amora, espatódea, Sombreiro da Amazônia, palmito, palmeira real e imperial, e muitas outras.

“Mas eu sou apaixonado pelas nativas, como o ipê, que é a nossa árvore símbolo e é linda e majestosa. Infelizmente a floração dura pouco tempo, mas é algo lindo de se ver e que realmente encanta quem tem essa oportunidade”, afirma.

Foto: Divulgação/arquivo pessoalSegundo Denis, há diversos ipês amarelos em Balneário, a exemplo do que fica na Rua Uganda(foto), além de alguns na Marginal Oeste.

“Ipê vem do tupi-guarani e significa casca grossa, que é o troco bem desenhado. O ipê rosa não tem o tronco tão grosso, mas o amarelo sim. Ele serve tanto para arborização urbana quanto para paisagismo”, explica.

Além do ipê amarelo ser a árvore símbolo de Balneário, a flor dele é símbolo nacional, já que é dourada e remete a bandeira e ao ouro que tinha no Brasil.

“Ele já foi utilizado para fazer arco de violino, junto com o Pau-Brasil, além de ser usado na construção naval e até mesmo para tratamento de doenças”, diz.


População pode e deve plantar árvores, mas é preciso cuidado

Segundo Denis, foi realizado um geo processamento que estimou que há hoje em Balneário Camboriú 10 mil árvores em áreas públicas. O engenheiro florestal analisa que antigamente havia ‘muito mais’, que com o crescimento da cidade e principalmente construção de calçadas muitas foram derrubadas. Há ainda a preocupação com o plantio errôneo das espécies, principalmente as de grande porte.

“Antes não havia controle. Com a Lei de Arborização Urbana, feita em 2018, hoje há a indicação de quais espécies podem ser plantadas. Aconselhamos que as pessoas plantem as de médio-porte, que inclusive são doadas no Parque, no setor de viveiro. Cada habitante pode levar até seis mudas. Perguntamos onde eles planejam plantá-las e indicamos locais. Antes as pessoas plantavam árvores de grande porte perto de casa e hoje temos que realizar muitos cortes de árvore porque estão perto de fio de luz. Isso acontece exatamente porque antes os moradores não eram orientados”, destaca.

Fotos: Divulgação/arquivo pessoalPitanga, jerivá, orquídeas, camarão amarelo e jabuticaba.

O Parque Ecológico conta hoje com cerca de cinco mil mudas entre mais de 50 espécies entre opções com beleza paisagística e até frutíferas. O ipê é liberado e é bastante procurado. Normalmente o foco é doar mudas para escolas, já que as crianças aprendem sobre a árvore símbolo da cidade e podem vê-la no colégio. Quando sobram, a Semam doa também para a população geral.

“As árvores são magníficas. Incentivamos o plantio consciente. Algumas possuem até fatores fitoterápicos, como a aroeira que é boa para pele e produzimos sabonete com elas, há indicações também do jambolão para diabete”, finaliza.

  • O setor fitoterápico do Parque Ecológico recebe ao público segunda, quarta e sexta-feira das 13h30 às 18h, e o viveiro nas terças e quintas nesse mesmo horário.
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