Jornal Página 3
PÁGINA 3 / Variedades
GORSC: o importante trabalho dos cães de resgate e salvamento de Balneário Camboriú

O pitbull Troy, das lutas da rinha para salvar vidas

Sexta, 26/6/2020 13:19.
Divulgação/GORSC

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O Grupo de Operações, Resgate e Salvamento com Cães (GORSC) foi criado em 2018, em Concórdia, mas desde 2019 conta com uma unidade em Balneário Camboriú, implantada pelo policial militar Iliberto Oliveira, que é o responsável pelo canil do 12º Batalhão de Polícia Militar (BPM). Atualmente o Grupo conta com cinco cães em treinamento, que atuam em apoio às forças de segurança e ainda diretamente com a comunidade, de forma gratuita.

Conheça os cães

O coordenador operacional do GORSC em Balneário Camboriú e também bombeiro voluntário, Andersom Gutz, conta que a unidade de Balneário ainda não tem sede física, e que os treinos acontecem em diversos locais da região, já que os cães Eros, Muff, Hanna, Sol e Troy são treinados em todos os tipos de terrenos, desde centro da cidade, como mato e praia.

Andersom com o cão Eros

Eros, Muff, Hanna e Sol são da raça pastor belga mallinois e Troy é um pitbull resgatado de uma rinha de cães.

"Ele venceu 10 lutas, e uma rinha assim é mata-mata. O resgatamos e ele foi colocado no GORSC como forma de terapia para reduzir o estresse e hoje é um dos nossos destaques. Nunca errou trilha, sempre vai direto na vítima que colocamos na mata durante os treinos. Sofreu durante muito tempo e hoje é utilizado para salvar vidas”, diz.

Cada um dos cães reside na casa de seus condutores, que precisam manter as necessidades deles, como ração e consultas veterinárias. O GORSC pede apoio da comunidade nesse sentido, além de aceitarem doações de equipamentos de resgate, como macacão, capacete e colete.

“Hoje tiramos do nosso próprio bolso, e se tivéssemos esse apoio da comunidade seria ótimo”, afirma.

Troy resgatado para salvar vidas

Temperamento e treinos

Há casos de cães farejadores que são bravos, não podendo ter contato com pessoas já que podem atacá-las, mas os cães do GORSC são o oposto disso.

Andersom salienta que os cinco são tranquilos e que o treino deles também abrange essa parte.

“Eles precisam gostar de pessoas, e inclusive recebem estímulos negativos, como puxar o pelo e até uma reação de bater neles. Eles não podem revidar, já que em situações de busca pode envolver crianças e idosos, e como essas pessoas normalmente estão assustadas não sabemos a reação que elas terão, então o cão precisa ter um comportamento neutro em relação a isso”, explica.

Os cães do GORSC são treinados desde filhotes e estão sendo preparados também para um futuro projeto de integração com a comunidade, em visitas a hospitais e entidades sociais, como a APAE.

“Eles são extremamente dóceis, se o cão for agressivo ele não tem perfil para atuar no Grupo”, acrescenta. Os treinos acontecem duas vezes por semana, um noturno (também durante a madrugada) e outro diurno, mas diariamente com seus condutores eles são expostos a situações de socialização e obediência, quesitos importantes durante uma ocorrência real de busca.

Parceria com as forças da segurança

Andersom cita uma ocorrência recente onde foram chamados pela Polícia Militar, em Nova Trento. Um adolescente de 16 anos, autista, se perdeu na mata e anoiteceu. Quando anoitece, os bombeiros possuem um protocolo onde não trabalham nesse período na mata.

“A PM nos chamou e conseguimos auxiliar na ocorrência. Quando não há mais recursos, eles contam com o nosso apoio”, diz.

O coordenador elogia a parceria que possuem com os órgãos da segurança, lembrando que já são conhecidos exatamente por contarem com policiais e bombeiros na equipe.

“A Polícia Civil também tem demonstrado interesse em contar com o nosso apoio em resolução de crimes. Sempre estamos à disposição deles, que nos acionam quando precisam”, afirma.

Comunidade também pode acionar

A comunidade também pode contar com o apoio do GORSC. Segundo Andersom, se alguém possuir um parente ou amigo que se perdeu – não necessariamente em área de mata, pode entrar em contato diretamente com o GORSC ((47) 92000-8868 – contato de Andersom, WhatsApp).

“Possuímos também investigadores particulares, buscamos imagens de câmeras. O serviço é gratuito, mas acima de 150km de Balneário Camboriú pedimos ajuda para deslocamento, mas aqui na região não cobramos nada”, completa.


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Página 3
Divulgação/GORSC

GORSC: o importante trabalho dos cães de resgate e salvamento de Balneário Camboriú

O pitbull Troy, das lutas da rinha para salvar vidas

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Sexta, 26/6/2020 13:19.

O Grupo de Operações, Resgate e Salvamento com Cães (GORSC) foi criado em 2018, em Concórdia, mas desde 2019 conta com uma unidade em Balneário Camboriú, implantada pelo policial militar Iliberto Oliveira, que é o responsável pelo canil do 12º Batalhão de Polícia Militar (BPM). Atualmente o Grupo conta com cinco cães em treinamento, que atuam em apoio às forças de segurança e ainda diretamente com a comunidade, de forma gratuita.

Conheça os cães

O coordenador operacional do GORSC em Balneário Camboriú e também bombeiro voluntário, Andersom Gutz, conta que a unidade de Balneário ainda não tem sede física, e que os treinos acontecem em diversos locais da região, já que os cães Eros, Muff, Hanna, Sol e Troy são treinados em todos os tipos de terrenos, desde centro da cidade, como mato e praia.

Andersom com o cão Eros

Eros, Muff, Hanna e Sol são da raça pastor belga mallinois e Troy é um pitbull resgatado de uma rinha de cães.

"Ele venceu 10 lutas, e uma rinha assim é mata-mata. O resgatamos e ele foi colocado no GORSC como forma de terapia para reduzir o estresse e hoje é um dos nossos destaques. Nunca errou trilha, sempre vai direto na vítima que colocamos na mata durante os treinos. Sofreu durante muito tempo e hoje é utilizado para salvar vidas”, diz.

Cada um dos cães reside na casa de seus condutores, que precisam manter as necessidades deles, como ração e consultas veterinárias. O GORSC pede apoio da comunidade nesse sentido, além de aceitarem doações de equipamentos de resgate, como macacão, capacete e colete.

“Hoje tiramos do nosso próprio bolso, e se tivéssemos esse apoio da comunidade seria ótimo”, afirma.

Troy resgatado para salvar vidas

Temperamento e treinos

Há casos de cães farejadores que são bravos, não podendo ter contato com pessoas já que podem atacá-las, mas os cães do GORSC são o oposto disso.

Andersom salienta que os cinco são tranquilos e que o treino deles também abrange essa parte.

“Eles precisam gostar de pessoas, e inclusive recebem estímulos negativos, como puxar o pelo e até uma reação de bater neles. Eles não podem revidar, já que em situações de busca pode envolver crianças e idosos, e como essas pessoas normalmente estão assustadas não sabemos a reação que elas terão, então o cão precisa ter um comportamento neutro em relação a isso”, explica.

Os cães do GORSC são treinados desde filhotes e estão sendo preparados também para um futuro projeto de integração com a comunidade, em visitas a hospitais e entidades sociais, como a APAE.

“Eles são extremamente dóceis, se o cão for agressivo ele não tem perfil para atuar no Grupo”, acrescenta. Os treinos acontecem duas vezes por semana, um noturno (também durante a madrugada) e outro diurno, mas diariamente com seus condutores eles são expostos a situações de socialização e obediência, quesitos importantes durante uma ocorrência real de busca.

Parceria com as forças da segurança

Andersom cita uma ocorrência recente onde foram chamados pela Polícia Militar, em Nova Trento. Um adolescente de 16 anos, autista, se perdeu na mata e anoiteceu. Quando anoitece, os bombeiros possuem um protocolo onde não trabalham nesse período na mata.

“A PM nos chamou e conseguimos auxiliar na ocorrência. Quando não há mais recursos, eles contam com o nosso apoio”, diz.

O coordenador elogia a parceria que possuem com os órgãos da segurança, lembrando que já são conhecidos exatamente por contarem com policiais e bombeiros na equipe.

“A Polícia Civil também tem demonstrado interesse em contar com o nosso apoio em resolução de crimes. Sempre estamos à disposição deles, que nos acionam quando precisam”, afirma.

Comunidade também pode acionar

A comunidade também pode contar com o apoio do GORSC. Segundo Andersom, se alguém possuir um parente ou amigo que se perdeu – não necessariamente em área de mata, pode entrar em contato diretamente com o GORSC ((47) 92000-8868 – contato de Andersom, WhatsApp).

“Possuímos também investigadores particulares, buscamos imagens de câmeras. O serviço é gratuito, mas acima de 150km de Balneário Camboriú pedimos ajuda para deslocamento, mas aqui na região não cobramos nada”, completa.


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