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O mundo de Sérgio Ricardo

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Foi uma vida inteira dedicada às artes – música, cinema, artes visuais, literatura. Ao morrer no ano passado, vítima de insuficiência cardíaca, aos 88 anos, Sérgio Ricardo deixou um legado imenso, que agora está disponível ao público no acervo digital Sérgio Ricardo Memória Viva, no site sergioricardo.com. Com apoio do Itaú Cultural, o projeto, lançado em dezembro, dá visibilidade às múltiplas linguagens de sua obra, reunindo mais de 5 mil itens, entre fotos, vídeos, textos e desenhos inéditos, partituras, discografia, entre tantos outros.

Mas, como se trata de um acervo em constante construção e atualização, a proposta é que materiais novos sejam sempre incorporados. Assim, até a próxima semana, estarão no site slides de cenas do filme A Noite do Espantalho, de 1974, com Alceu Valença, e negativos de bastidores do curta-metragem Menino da Calça Branca, de 1961. Na fila, estão ainda manuscritos de partituras, que estão no acervo físico e ainda precisam ser fotografados e tratados.

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“Tem uma próxima etapa também que envolve material de divulgação, temos muitos folhetos de shows, cartazes, programas de shows. E há um material que a gente precisa digitalizar, um tanto de fitas cassetes, fitas de rolo (de áudio) que não temos ideia do que tem dentro. Pode ser que tenha material inédito, músicas inéditas, principalmente nas fitas cassetes”, revela Marina Lutfi, uma das filhas de Sérgio Ricardo, diretora-geral do projeto e gestora da obra dele. É o que poderia se chamar de segunda fase do projeto, para o qual ela está em busca de apoio.

Ao mesmo tempo que há itens da coleção particular que ainda precisam entrar no site, Marina tem recebido informações de materiais preciosos do pai existentes em outros acervos, como áudios de participação dele em shows do Projeto Pixinguinha que estão na Funarte. “A partir do momento que terminarmos nosso acervo particular, vamos partir para os outros, olhar o que tem na Funarte, no MIS, no Arquivo Nacional, outros lugares que possam ter materiais dele, que não conhecemos e que vão ajudar a contar mais sua história”, diz Marina, que é designer e cantora. “É realmente um universo imenso para pesquisar.”

Para dar conta de um artista tão multifacetado, foram criados múltiplos núcleos para atuar no projeto: Música, Audiovisual, Artes Visuais, Textual, Conservação e Catalogação, e Comunicação (no qual está a jornalista Adriana Lutfi, também filha de Sérgio). O Núcleo de Música, aliás, conta com outro filho de Sérgio, o músico João Gurgel, outra presença importante no projeto – e para quem o pai passou “todo o violão dele”. “A missão do Núcleo de Música, nesse primeiro momento, foi de reescrever as partituras, as músicas lançadas nos discos em formato de songbook, aquele formato clássico de melodia, letra e cifra”, conta Marina. “Pensei num jeito de trabalhar que era dividido em núcleos, porque o papai não é um artista, ele é um centro cultural. Fiz os núcleos de Música, de Audiovisual, de Textual, de Artes Visuais, de Comunicação também, porque tinha de pensar em comunicar tudo isso da melhor forma possível, para ampliar. Porque um dos objetivos principais desse projeto é a difusão. Não é só de catalogar e deixar tudo disponível. É difundir. Queremos falar para o maior público possível, aumentar o público dele.”

Por isso, o site faz uma espécie de chamamento para esse público na seção Expressões, em que ficam expostos trabalhos enviados para o projeto que foram inspirados em Sérgio e sua obra – antes, eles passam por uma curadoria. “Queremos fomentar mais as colaborações, chamar as pessoas para colaborar, colocar suas expressões. Queremos trazer não só personalidades, mas o público em geral”, ressalta Marina.

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O projeto Sérgio Ricardo Memória Viva dá um passo fundamental na organização, na digitalização e no compartilhamento do acervo de Sérgio, mas o processo de catalogação de sua obra já acontecia desde 2009. Naquele ano, a museóloga Ana Lúcia de Castro, mãe de Marina e ex-mulher de Sérgio, com ampla experiência em acervos e conservação, iniciou um projeto de extensão na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), para, com ajuda de bolsistas, fazer o trabalho de organização e catalogação do acervo. Na ocasião, foi batizado de Memória Artística Sérgio Ricardo. “Virei parte daquele projeto, porque eu já trabalhava com ele, eu já tinha feito o disco Ponto de Partida (2008), já estava na organização dos materiais dele.” O trabalho focou nas fotos e em recortes de jornal. Esse projeto e o lançamento de Ponto de Partida marcaram, de certa forma, o período de ‘renascimento’ da carreira de Sérgio Ricardo, que passou décadas longe da mídia, sem lançar discos nem filmes.

Em 2017, por meio de um edital da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Marina conseguiu orçamento para criar website do acervo. Depois, veio a ideia de ampliação desse conteúdo digital, abarcando a obra do artista como um todo, e ainda da participação do público, sob novo nome: Sérgio Ricardo Memória Viva. Além do site, o projeto está no Facebook e no Instagram (@sergioricardomemoriaviva) e também no YouTube.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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