Prefeitura de Balneário Camboriú tem despesa de mais de R$ 160 mil com índios no verão

Secretária diz que é injusto o município arcar sozinho, porque eles se deslocam para cidades vizinhas também

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Os índios que vêm para Balneário Camboriú e região estão alojados em um terreno às margens da BR-101, ao lado da Casa de Passagem (albergue municipal), que abriga moradores de rua. Para recebê-los, a prefeitura investe R$ 167,3 mil durante a temporada.

O Página 3 foi informado que estaria tramitando na Justiça Federal um documento de retomada de posse da área onde os índios estão (o terreno ao lado da Casa de Passagem) e questionou a secretária de Inclusão Social de Balneário, Christina Barichello, sobre o assunto. 

“Não estou sabendo sobre isso, o terreno é da prefeitura. Nós tivemos uma reunião com eles (a comunidade indígena) antes do verão e cedemos o terreno. Porém, combinamos com eles que haveria uma quota de quantas pessoas poderiam vir, que era de 120, e eles ultrapassaram, estão em quase 300 índios, apesar de ser sazonal, tem dias que há mais e outros menos porque eles circulam por Balneário, Itapema, Bombinhas”, explica.

Christina salienta que não há nenhuma normativa que os índios seguem, já que são protegidos pela Funai e Procuradoria Federal. 

“Se há uma criança pedindo esmola, chamamos o Conselho Tutelar, mas com as crianças indígenas não há o que fazer. A Fundação Cultural tentou fazer uma feira para eles, mas eles não querem, querem ficar na rua. Vendem artesanato, mas não é produção deles, é comprado nessas lojas que eram de R$ 1,99. Eles podem ficar até depois do Carnaval, passa o Carnaval e eles vão embora. A prefeitura cede para eles o terreno, banheiros e água, que precisamos comprar porque não vai água até lá”, diz.

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A secretária informou que os gastos da prefeitura alcançam em média, de R$ 167,3 mil. 

“Isso se não houver nenhuma intercorrência, sem falar na limpeza que temos que fazer, porque eles deixam o lugar destruído. É lamentável Balneário precisar ser responsável por toda essa questão, é injusto a conta ficar toda para nós sempre. Deveria ter um consórcio entre as cidades vizinhas, porque eles não ficam somente aqui”, acrescenta.

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