Pescadores têm boa expectativa para safra da tainha

‘A tainha é um sorteio’, diz o pescador Jair Euflorzino

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A pesca da tainha inicia oficialmente neste domingo (1º), seguindo até 31 de julho e os pescadores de Balneário Camboriú estão se preparando para uma safra com boas expectativas, principalmente porque será a primeira pós-pandemia.

(Foto @pesca_da_tainha_estaleirinho)

Frio pode incentivar que tainha chegue antes

O pescador Jair Euflorzino, que é de tradicional família de pescadores de Taquaras, conta que a expectativa para a pesca da tainha deste ano é boa, a começar pelo clima, já que faziam anos que entre o fim de março e início de abril não vinha uma onda de frio – o que aconteceu neste ano. 

“Estamos entrando em maio sem aquele calorzão, que para a pesca da tainha é ruim. Começa a soprar o vento sul, a maré alta como rendeu esses dias… são bons sinais para a pesca da tainha. Como fez friozinho ainda entre março e abril, o peixe pode chegar antes, tipo de 15 de maio para frente a tainha já poderá estar ‘encostando’ em nosso litoral”, explica.

Expectativas positivas

Segundo Jair, a expectativa de todos os pescadores de Balneário e região são ‘muito boas’, com base na Lagoa dos Patos (laguna localizada no Rio Grande do Sul, que é a maior da América do Sul, com 265km de comprimento, 60km de largura e sete metros de profundidade), que é a grande fonte de tainhas no Brasil. 

“Segundo pescadores da Lagoa, quando ela recebe água salgada do mar, é sinal que vai ter ano bom de tainha nas praias, e isso está acontecendo. A tainha acompanha a descida da água salgada e pega o mar. Por isso, a expectativa para a pesca é boa, estamos muito animados. Em 2021 fizemos o lanço de quatro mil tainhas, em Taquaras, que foi bacana, mas se nos basearmos em anos anteriores foi fraco. A tainha é um sorteio, alguma praia da região sul vai pegar”, salienta.

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O pescador relembra que em Balneário já pegaram mais de 30 toneladas em um ano e que isso pode acontecer novamente. “A tainha muda de trajeto, já teve ano que pegaram 12 mil no Estaleiro e nós, em Taquaras, não pegamos nada. Estamos com as redes preparadas, pintando as canoas, esperando que mercado aqueça, que os restaurantes possam vender tainha, que o público possa comprar e fazer em casa… todos aproveitam!”, acrescenta.

Lanchas e jet-skis precisam colaborar 

Jair aproveita para relembrar que a prefeitura está apoiando, através da fiscalização e cedendo tendas para praias que precisam, como Taquarinhas e a Praia Central. 

Taquaras conta com um rancho, que inclusive possui um banheiro, instalado em 2021, a pedido dos pescadores. 

“O que nos incomoda muito são as lanchas e jet-skis dentro da baía onde acontece a pesca. Gostaríamos muito que Marinas da região e usuários de lanchas e jet-skis se conscientizassem e colaborassem mais com a safra da tainha, que é cultural e tradicional; faz parte da história de Balneário”, afirma.

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