Comissão Arns se manifesta publicamente contra o voto em Jair Bolsonaro

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Em artigo publicado hoje, a Comissão de Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns – Comissão Arns – se manifestou publicamente contra o voto no candidato Jair Bolsonaro nas eleições presidenciais, que acontecem no próximo domingo (02/10). Assinado por Margarida Genevois e José Carlos Dias, respectivamente presidente de honra e presidente da Comissão, o texto reforça que, embora a entidade se mantenha apartidária, a gravidade do atual momento político torna urgente um posicionamento em defesa da democracia e “contra qualquer desvio autoritário”.

O documento narra a trajetória de Bolsonaro na política e o legado de seu governo: a hostilização da imprensa, dos artistas e dos intelectuais; os ataques às minorias, às instituições e ao processo democrático; as tentativas de ingerência em órgãos de controle e investigação como a Polícia Federal e o Coaf; o negacionismo e o triste recorde de 690 mil óbitos durante a pandemia de Covid-19.

“Elementos não faltam para configurar a mais crua realidade: o Brasil não pode continuar a ser degradado pela sanha autoritária de Jair Bolsonaro, objeto de 160 pedidos de impeachment bem guardados pelo presidente da Câmara. É preciso estancar o processo de destruição nacional. Hora de sair de casa e ir às urnas eletrônicas cravar o voto de cada uma e cada um, reafirmando o direito de viver em um país onde haja justiça, tolerância, respeito, oportunidades para todos, crescimento sustentável e paz. Hora de dizer não a Bolsonaro”, diz o manifesto.

Leia na íntegra no site da Comissão Arns.

Sobre a Comissão Arns

- Continue lendo após o anúncio -

Criada em fevereiro de 2019, a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns – Comissão Arns busca dar visibilidade e acolhimento institucional a graves violações da integridade física, da liberdade e da dignidade humana, especialmente as cometidas por agentes do Estado contra pessoas e populações discriminadas – como negros, indígenas, quilombolas, pessoas LGBTQIA+, mulheres, jovens, comunidades urbanas ou rurais em situação de extrema pobreza.  A Comissão Arns trabalha em rede com outras organizações sociais, para detectar casos, dar suporte à denúncia pública dos mesmos, encaminhá-los aos órgãos do Judiciário e organismos internacionais, promover ações específicas junto à classe política e mobilizar a sociedade.  

Em seu nome, a Comissão destaca a figura de Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns (1921-2016), Arcebispo Emérito de São Paulo. Em 1972, Dom Paulo criou a Comissão Justiça e Paz de São Paulo, porta aberta no acolhimento das vítimas da repressão política e policial no país. Ao homenageá-lo, a Comissão reconhece esse exemplo de resistência, resiliência e, sobretudo, de esperança para os brasileiros em tempos difíceis. 

(Texto: Assessoria de imprensa da Comissão Arns).

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