Questionado o apoio do governador Jorginho a bolsonaristas golpistas presos em Brasília

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O Movimento Humaniza SC, formado por lideranças políticas, estudantes e empresários catarinenses, entregou na tarde desta quinta-feira (12) ofício ao presidente da Alesc, Moacir Sopelsa, questionando e solicitando imediata apuração quanto à legalidade, probidade, pertinência e compatibilidade das ações do governador de SC, Jorginho Mello, no ‘acompanhamento e apoio’ aos catarinenses presos nos atos terroristas ocorridos em Brasília, no último domingo (8).

Um dos coordenadores do Movimento Humaniza SC é o vereador de Balneário Camboriú Eduardo Zanatta, do PT, que conta que o foco do grupo é combater formas de violência, preconceito e intolerância por qualquer motivo, incluindo político.

Desde outubro, o Movimento acompanha a situação tensa que SC vive com os acampamentos de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, que atuavam com viés golpista e antidemocrático.

“Agora, atuamos novamente porque o governador Jorginho (que é do mesmo partido de Bolsonaro, o PL) disse que está empreendendo esforços para defender esses criminosos, que estão sendo acusados de terrorismo contra o Brasil. Eles vandalizaram não somente a estrutura dos Três Poderes, mas causaram danos patrimoniais históricos, de itens que não eram do atual governo federal e sim da nação, que fazem parte da história”, pontua.

“Não é competência do Governo de SC”

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Zanatta afirma que se preocupa com a postura do governador de querer realizar esses esforços de forma ilegal, inconstitucional e imoral, já que não é de competência do governo de SC acompanhar a situação de presos catarinenses em outros Estados – como neste caso, onde as prisões são no Distrito Federal.

“Por que ele não fez defesa das pessoas agredidas em Balneário Camboriú por cunho político? Parece que querem defender apenas porque pertence a base política e ideológica dele. Tem um preso que é de Balneário e que era do partido do governador e Bolsonaro. Todo cidadão brasileiro tem direito à defesa, mas isso não é competência do Governo de SC”, acrescenta.

Vale lembrar também que Jorginho Mello ameaçou não ir na reunião convocada pelo presidente Lula com todos os governadores estaduais, o que Zanatta opina que seria mais um ponto negativo na ‘crise de imagem’ que SC já sofre, vinculada ao alto número de bolsonaristas.

“Independente de cunho político ou partidário, o que ocorreu em Brasília foi um atentado ao Estado e todo mundo precisa se unir em prol da democracia. Se o Jorginho não tivesse ido, SC poderia se isolar politicamente. Pelo bem dos catarinenses e do nosso país, essas diferenças precisam ser deixadas de lado”, pontua o vereador.

Prefeito Fabrício não se pronunciou

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Zanatta lamenta que outras lideranças políticas, a exemplo do prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira, também bolsonarista, não tenham se pronunciado.

“Sei que, nesse caso, não se pronunciou porque faz parte da base política-ideológica. Mas aproveito para parabenizar àqueles que falaram, como ex-prefeitos, ex-governadores, senadores, vários prefeitos… eu sempre agi dessa forma na Câmara de Balneário e seguirei assim, tanto que denunciei quando tentaram aprovar uma moção de repúdio ao STF, quando quiseram dar título de cidadão honorário ao filho do ex-presidente”, completa.

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