Secretário de Segurança diz que escolas de Balneário Camboriú têm câmeras e botões do pânico

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O ataque à creche Bom Pastor de Blumenau acendeu um ‘alerta’ sobre a segurança das escolas. Em Balneário Camboriú foi criada na quarta-feira (5), pelo prefeito Fabrício Oliveira, uma Comissão de Segurança Escolar. A cidade também conta com uma lei, aprovada em 2019, que trata do monitoramento por câmeras de todas as escolas e creches da rede municipal.

O secretário de Segurança de Balneário Camboriú, Antônio Gabriel Castanheira Junior, diz que a lei é cumprida na cidade e que as escolas e creches são monitoradas por câmeras e contam com botões de pânico. 

“Que eu tenha conhecimento, todas as escolas e creches são monitoradas, através da nossa Central de Monitoramento. Às vezes pode acontecer de uma câmera não estar funcionando, mas pedi que hoje (6), junto com a Secretaria de Educação, façam um teste para saber se todos os botões de pânico estão funcionando. Durante o dia vão ocorrer esses exercícios”, explicou.

Castanheira aponta que aumentar as rondas da Guarda Municipal e Polícia Militar nas escolas pode não coibir um ataque como o ocorrido em Blumenau, mas que o que pretendem fazer pode ajudar – a PM e a GM irão em todas as escolas e creches da cidade, incluindo da rede estadual e privada, para verificar os acessos a elas, incluindo potenciais ameaças externas, já que no caso blumenauense o criminoso entrou pulando um muro. 

“Eventos críticos são causados por ameaças externas e internas – na hora que a viatura passa, o criminoso pode se esconder. Por isso, o primeiro ponto é bloquear a ameaça externa, com muros e portões de entrada, as crianças entram, fecham-se as portas e restringe-se o acesso, tem que se identificar para entrar na escola. No caso de Blumenau, o muro era baixo. Pode ter sido um ato isolado, mas ainda assim temos que coibir”, comentou.

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Detector de metais e treinamento para professores e alunos

Prefeito fez reunião para tratar de segurança nas escolas.

O secretário pontua que há possibilidade do uso de câmeras de reconhecimento facial, mas que se o envolvido em um ataque não tiver passagens pela polícia, por exemplo, é possível saber apenas seus dados pessoais, sem necessariamente conseguir evitar que o crime aconteça. “A primeira medida é evitar, com segurança, e a segunda evitar danos. Por isso, vamos instalar detectores de metais nas portas de entrada, para identificar algum objeto que possa causar dano. Falou-se muito sobre a vigilância armada também, eu sou extremamente armamentista, mas neste caso precisamos ter certeza que o treinamento do vigilante armado é muito bom. Esse agente precisa estar integrado, por exemplo precisa saber coibir a entrada, contando com apoio de um sistema que feche todas as portas”, acrescentou.

Uma tática que deve ser realizada em Balneário Camboriú, em todas as escolas, é o treinamento diretamente com professores e alunos, para que estes saibam o que fazer caso aconteça um ataque na escola. Simulações do tipo são bastante comuns nos Estados Unidos, país onde mais acontecem ataques em colégios. 

“Temos que ensinar os alunos e professores, podemos fazer exercícios assim duas vezes no ano, treinando essas vítimas em potencial. Esse protocolo tem que ser para toda a rede municipal, estadual e particular. Pode acontecer também em shopping, hospital… as pessoas têm que estar preparadas. Normalmente, ataques acontecem em locais onde as vítimas não estão preparadas, e mentalmente precisamos estar preparados”, destaca.

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Ele acrescenta que será repassado nas escolas o tempo de resposta em ocorrências desse tipo e ainda o protocolo que deve ser seguido, incluindo treinamento de primeiros socorros, já que sabendo o que fazer, por exemplo conter sangramentos, pode-se salvar uma vida.

Castanheira completou lembrando que irão focar neste primeiro momento em verificar a segurança das escolas (incluindo o funcionamento dos botões de pânico), instalarão detectores de metais e levantarão muros. “As pessoas precisam estar preparadas e cientes do que pode acontecer. Quando vou dar instrução de tiro, nunca aconteceu nenhum acidente, mas preparo meus alunos falando onde há o hospital mais próximo, incluindo com mapa físico, porque celular pode não funcionar, preparo o carro que vai levar o ferido, tenho também pessoas treinadas para dar o primeiro atendimento… tendo planejamento, evita-se morte”, completou.

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