Dia do Folclore: Balneário Camboriú possui rica manifestação cultural

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A Fundação Cultural de Balneário Camboriú não costuma fazer uma celebração especial no Dia do Folclore (22), porque ele é lembrado o ano todo, nas festividades que destacam a cultura popular (cantos, danças, saberes, gastronomia). As festas populares, que acontecem principalmente no inverno, são cada vez mais valorizadas em Balneário Camboriú.

A diretora de Artes da Fundação Cultural de Balneário Camboriú, Lilian Martins, explica que o folclore é a manifestação da cultura popular, com hábitos e costumes. 

“Exaltar as festividades que acontecem é uma forma de exaltar o folclore. Nas festas acontecem terno de reis, boi de mamão, e é contemplada ainda a dança, música e, é claro, a gastronomia”, diz.

Pesca e engenhos de farinha

Dona Lala e seu Raul comandam o Engenho (Marcelo Peixoto)

Lilian aponta que ‘é uma grande mentira’ quem fala que Balneário Camboriú não tem cultura, e que na realidade a cidade congrega uma diversidade cultural muito grande. 

“Temos preexistência indígena, as canoas tainheiras são derivadas de canoas usadas pelos indígenas, a farinha de mandioca também é um costume de cultura alimentar que é da identidade do nosso povo, tanto dos indígenas quanto dos engenhos europeus, que aqui se desenvolveram”, destacou. 

A diretora salienta que o folclore também é vivenciado durante a realização de atividades como a pesca e nos engenhos de farinha, onde os homens e mulheres cantam, fazem jogos de palavras e contam histórias. 

“Tudo isso é manifestação folclórica”, afirma.

Multicultural

Divulgação/FCBC

Lilian salienta também que hoje Balneário congrega muitos povos diferentes, citando a cultura gaúcha, representada pelo Acampamento Farroupilha, que acontece anualmente no mês de setembro. 

“Eles [os gaúchos] trazem algo muito lindo para Balneário, que é a Festa Farroupilha, com poesia, declamação e danças. Temos aqui ainda a Comunidade Quilombola do Morro do Boi, que fazem os abayomis, uma herança muito linda e com história por trás disso, além dos haitianos e o povo do Mercosul, representados pelo antigo Círculo Argentino, que hoje é o Cical (Centro de Integração Cultural Afetivo Latino-Americano), localizado no Bairro das Nações. É uma diversidade muito rica”, completa.

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Lilian disse que a Fundação incentiva que a diversidade cultural e o folclore sejam difundidos nas escolas da cidade, desde a primeira infância, com ensinamentos sobre história, gastronomia, canções, danças, artesanato e saberes populares.

Abayomis, herança mantida na Comunidade Quilombola (Divulgação/PMBC)

“Tudo isso é manifestação folclórica, o conhecimento do povo”, afirmou.

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