“Eu vim em 1989 para Balneário Camboriú, quando eu e a Nina (Coitinho, sua esposa) juntamos os trapinhos, e eu iniciei aqui na região trabalhando como músico. Quando o jornal foi criado, a Nina trabalhava na Secretaria de Turismo, já há um tempo, na prefeitura, e tinha uma boa relação com a Marlise, com o Marzinho, com o pessoal do jornal, e então sempre eu já tive uma relação com o jornal muito boa na questão do apoio na divulgação. Eu tocava, o jornal divulgava na agenda cultural naquela época.
Depois, em 99, eu migrei da música para a fotografia e eu ainda não trabalhava na prefeitura como fotógrafo, eu era fotógrafo e a Marlise, pelo contato que tinha com a gente, sempre pedia foto da praia, alguma coisa, e às vezes eu tinha umas fotos, e ela gostava muito das minhas fotos e aí eu comecei essa relação com o jornal, até em função, porque eu andava muito com a Nina nos eventos, a Nina trabalhava na prefeitura, então eu fotografava.
Eu estava aprendendo e fazia umas fotos bacanas e o jornal sempre pedia foto pra mim, através da Nina, e aí começou uma relação com a fotografia já, isso em 99.
E depois, em 2003, os laços com o jornal se estreitaram mais, quando eu entrei na prefeitura na assessoria de comunicação. A produção fotográfica era muito intensa e na questão do que se fazia na prefeitura tanto de obras, reuniões, eventos e questão política, praticamente eu fotografava tudo. E quando eu entrei na prefeitura, eu entrei três anos depois que o Sansão faleceu, que era o fotógrafo da prefeitura e também grande amigo do Marzinho e da Marlise. Ele era ‘o’ cara na fotografia na época, tive uma relação muito boa com ele também. Eu conheci o Sansão antes ainda de ser fotógrafo, nem imaginava ser fotógrafo.
Eu vejo que o Página 3 sempre foi referência em questão de notícia na região, sempre preocupado em apurar os fatos, incluindo os ‘assuntos nervosos’.
O jornal encarava, ia lá, investigava e publicava, e sempre com aquela linha investigativa, tinha também a questão das agendas culturais, sempre foi um jornal bem completo, com muita coisa de muita relevância, na questão tanto política quanto as notícias e também a questão cultural da cidade. Foi e ainda é muito importante.
Eu lembro dos editoriais, da carta do leitor. Tinha muita coisa bacana, que realmente eram de relevância para a nossa comunidade e, querendo ou não, o jornalismo tem essa importância, essa função de abordar temas difíceis e sempre está em favor da verdade – apurar os fatos e quando o povo não tem quem os defenda, é do jornalismo que vem a defesa.
Eu também destaco a importância do jornal na criação de talentos. Quantas pessoas passaram e trabalharam ao longo desses 34 anos – estagiários, jornalistas, estudantes de jornalismo, uma galera muito legal.
A importância do jornal nessa questão de formação de profissionais também foi muito importante, eu acompanhei isso pela proximidade que sempre tivemos.
Página 3 mais que um jornal, uma escola de cidadania e justiça social”.

