JP3 34 anos – Hora de melhorar continua 34 anos depois

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Barra Norte terá um píer

O IMA liberou a Licença Ambiental de Instalação para um píer na Barra Norte, a ser construído pelo pessoal...

Dos verões à inovação: aos 62 anos, Balneário Camboriú se consolida como destino turístico para o ano inteiro

Cidade amplia oferta de experiências, fortalece turismo de eventos, recebe novos investimentos e projeta um futuro ainda mais diversificado

Lembranças da pacata Praia de Camboriú que em seis décadas se transformou em um fenômeno de verticalização

Moradores que viram essa e outras mudanças ‘meteóricas’ comentam sobre o que acompanharam  

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Marlise Schneider Cezar

“Na primeira edição deste jornal, publicada em 26 julho de 1991, seis dias depois de Balneário Camboriú completar 27 anos, um artigo intitulado ‘Hora de melhorar’, destacava uma série de situações que não combinavam com o rápido crescimento que estava acontecendo.

Situações que espantavam turistas, como as valas de água escura e fedida na areia da praia central, a descoberta de centenas de esgotos clandestinos, despejando tudo no mar, a falta de transporte coletivo, as questões sociais, a proliferação de barracos na periferia e nos bairros, a falta de planejamento da infra-estrutura para caminhar junto com o crescimento do município, a falta de cuidado para preservar o rio Camboriú, a necessidade de investir forte no turismo…

Tudo melhorou…

Fotos Arquivo/JP3 e Hildo Junior

Hoje, seis dias depois de Balneário Camboriú completar 61 anos, tanta coisa mudou, a começar pela população que, de 27 mil habitantes saltou para 170 mil.

O município avançou, estamos hoje entre os destinos mais procurados do país, porque temos muito para oferecer, dezenas de opções turísticas, com reconhecida qualificação, uma praia central alargada e uma repaginação da beira mar planejada, que vai virar novo atrativo turístico quando ficar pronta. 

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Temos três praias e uma marina certificadas pelo programa Bandeira Azul. Temos um Centro de Eventos.

Balneário Camboriú explodiu verticalmente, temos uma construção civil de altíssimo nível, em construção no momento, o prédio residencial mais alto do mundo.

Temos um comércio arrojado, competitivo e eficaz; uma hotelaria que sofreu reduções, mas segue acompanhando as exigências do mercado que tem espaço para grandes redes estreladas que vem pesquisando a cidade.

Temos uma gastronomia diversificada, desde frutos do mar frescos e pratos típicos da região; culinária internacional, restaurantes sofisticados, restaurantes temáticos, sorveterias, cafés e padarias estilosas.

Temos cultura, temos história, temos artistas, escritores, temos um teatro, temos uma grande Biblioteca e um Arquivo Histórico. Temos natureza, um Parque Ecológico, um Zoológico. 

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Avançamos na segurança, melhoramos nossa balneabilidade, temos educação de qualidade, temos mais oferta do que procura de trabalho…

O que falta então?

A única coisa que precisamos e não temos e nem teremos é mais espaço territorial. Hoje somos uma grande cidade em um pequeno município de 50km2. 

Não temos para onde crescer, a não ser para cima, para o alto. 

A questão é: nessa velocidade, ou planejamos a nossa base, a nossa mobilidade, o nosso trânsito, ou corremos um sério risco de perder o que construímos ao longo destes 61 anos, porque nas últimas temporadas, a reclamação sobre o fluxo do trânsito foi significativa e preocupante.

Da mesma forma não podemos perder de vista a preservação do nosso verde, do nosso rio Camboriú e até onde vai sua capacidade de abastecer duas cidades em crescimento galopante, já ouvimos diversos especialistas e escrevemos muitas vezes sobre um futuro nada promissor, que inclui abastecimento de água ameaçado fortemente.

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Por isso, me atrevo a manter o mesmo título que usei há 34 anos, embora com outros fundamentos que acabo de descrever neste último parágrafo: mais uma vez é ‘Hora de melhorar’

Marlise Schneider Cezar é jornalista, sócia fundadora do jornal Página 3

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