A UDESC Balneário Camboriú está dando vida a uma iniciativa que une cultura, educação e diversão: o Projeto Mancala – Semeando culturas africanas e indígenas junto às comunidades da região da foz do Rio Itajaí.
A proposta usa jogos tradicionais africanos e indígenas como ferramentas pedagógicas para estimular o pensamento, promover o respeito à diversidade e abrir caminhos para outras formas de entender o mundo.
Segundo a universidade, o Mancala está criando pontes entre a universidade, escolas públicas e a comunidade, envolvendo estudantes, professores e pesquisadores numa roda de aprendizado coletivo.
Coordenado pelo professor Damiani Sebrão, do curso de Engenharia de Petróleo, com apoio da bolsista Flamínia Imbaga Monteiro, também da Engenharia e natural de Guiné-Bissau, o projeto foi contemplado pelo edital Procult/Udesc2025-2026 e conta com a parceria do NEAB (Núcleo de Estudos Afro Brasileiros)/UDESC e da Prefeitura de Balneário Camboriú.
Para Flamínia, participar do projeto está sendo uma experiência transformadora.
“O conhecimento que adquiri é inexplicável, pois são muitas informações que não sabia sobre a minha própria história”, diz.
A Diretora de Extensão do CESFI, Débora Pontes Esteves, também destaca a importância e o impacto da iniciativa e salienta que o projeto traz a pauta racial de forma leve e didática.
“E vem ao encontro de valores de inclusão que são caros para a UDESC. A procura e o interesse da sociedade civil e da secretaria municipal de educação pelas oficinas mostram como nossa região precisava de um espaço dedicado a esta temática”, afirma.
A equipe é formada por estudantes dos cursos de Engenharia de Petróleo e Administração Pública, integrantes do NEAB, professores da UDESC, pesquisadores voluntários e a bibliotecária do campus.
O que o projeto está fazendo na prática
O Mancala tem uma agenda intensa. No primeiro semestre, as ações incluíram: uma formação sobre a história africana da matemática, com o professor Jefferson Todão, que reuniu cerca de 100 participantes em encontros online e presenciais; apresentação do projeto em uma oficina no 3º Encontro Étnico-Racial da UDESC em Joinville (09/06/2025); participação na formação continuada de professores da rede municipal de Balneário Camboriú, nos dias 24 e 25 de julho; presença no encontro regional da Marcha Nacional de Mulheres Negras, na escola Olodum, em Florianópolis (26/07/2025); e até um episódio especial no podcast Labtec Play: “Mancala: Jogos que Contam Histórias” (episódio 17).
Além disso, a equipe realiza reuniões periódicas de organização e pesquisa, construção dos jogos e planejamento de oficinas e eventos.
E o que vem por aí
Para o segundo semestre, estão previstas novas oficinas nas escolas da rede municipal, participação em eventos promovidos pelo NEAB e publicação de resultados em eventos e revistas científicas da área.
Entre as atividades em andamento e futuras, estão: formação de professores e interessados; pesquisa contínua sobre os jogos e suas histórias; oficinas de jogos tradicionais com escolas e a comunidade; divulgação nas redes sociais e eventos; publicações acadêmicas e apresentações públicas; realização da “Roda de Jogos e Cultura Africana, Afro-brasileira e Indígena”, evento que promete ser um verdadeiro ‘mergulho cultural’.

