Enquete Página 3: dois terços se manifestaram contra a via reversa da Avenida do Estado

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A implantação de uma via reversa no binário formado pela Avenida do Estado e Avenida Martin Luther, em Balneário Camboriú, abriu uma nova frente de discussões entre moradores, comerciantes e usuários. A mudança, adotada em caráter de teste pela prefeitura, surgiu após reclamações de parte da comunidade e foi avaliada em enquete feita pelo Jornal Página 3 no Instagram.

Durante cinco dias, 308 pessoas participaram da consulta: 66% votaram contra a via reversa, defendendo o binário tradicional, e 34% apoiaram a manutenção da medida. Os comentários deixados na publicação revelam um cenário de forte polarização. Verifique:

Reclamações de moradores e comerciantes

O grupo mais numeroso nos comentários foi o de insatisfeitos. Para eles, a via reversa trouxe mais problemas do que soluções. Um dos pontos mais mencionados foi a dificuldade de acesso às residências em ruas como Uganda, Uruguai, Venezuela e Tailândia. Moradores relatam que precisam percorrer até 2 km a mais para chegar em casa.

“Somente no nosso edifício são mais de 400 carros tentando chegar às residências e sendo impedidos por quem usa a via reversa”, escreveu uma moradora.

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Outro aspecto criticado é a concentração de veículos na Rua Uganda, que se tornou um gargalo.

“A nova Martin Luther está ficando vazia e a Uganda super movimentada. Perdendo totalmente o sentido de ter gasto tanto dinheiro nas mudanças”, disse outro comentário.

Impacto no trânsito e em serviços essenciais

Nos horários de pico, a situação relatada é ainda mais crítica. Leitores afirmam que a reversa dificulta o acesso ao Hospital da Unimed, além de comprometer o deslocamento de ambulâncias, ônibus e caminhões.

“É um verdadeiro absurdo essa via reversa, após todo o investimento feito pelo município e esforço dos envolvidos para concluir a fase 2 da av Martin Luther, retroceder ao que estava antes e na verdade, ficou muito pior… dificulta o acesso ao hospital da Unimed e às lojas da região, dificulta aos moradores da rua Uganda e creio que também da rua Uruguai; o acesso às suas residências. (…) Um absurdo após o outro… sem contar que essa via reversa ficou uma bagunça… nem parece a nossa BC!”, escreveu outra leitora.

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Na mesma linha, um morador desabafou: “Foi gasto uma porrada de dinheiro com a obra para agora manterem uma via reversa e o trânsito continuar do mesmo jeito? Que lambança hein. Todo mundo continua vindo espremido até a Uganda, por comodidade, e a avenida nova tá lá abandonada.”

Propostas e sugestões

Mesmo entre os críticos, algumas sugestões foram apresentadas. Um leitor, que é médico, sugeriu limitar a via reversa a determinados veículos:

“E se usar a reversa apenas para ônibus, caminhões, ambulância, táxi e motos? O que percebo é o pessoal por preguiça acaba indo tudo pra pista reversa e gerando um caos em uma pista e poucos veículos subindo. Quem precisa chegar no hospital fica travado no congestionamento em eventual emergência”, escreveu.

Na mesma linha, outro morador afirmou: “Deve manter a via reversa até a rua Uruguai com preferência para veículos pesados e, se for possível, fazer um retorno em frente à Unimed para quem vem pela Avenida do Estado sentido Itajaí.”

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Outros usuários defenderam que o fluxo deveria ser canalizado para a Rua Uruguai, que já conta com semáforo, como escreveu um morador: “Deveriam usar a rua Uruguai que já tem sinaleiro. Pois já aconteceu até acidente entre veículos ali na saída da rua Uganda. (…) Na minha opinião a via reversa não deveria existir, mas se tiver que mantê-la, os veículos deveriam acessar a Martin Luther através da rua Uruguai.”

Defesas e apoio à medida

Por outro lado, moradores também defenderam a continuidade da reversa. Um morador escreveu em mais de um comentário:

“A via reversa deve permanecer, sem ela o transtorno para os moradores da Codorna/Coleirinha e também para o acesso à Unimed, fica péssimo, mesmo para o pedestre! Estas ruas são carentes de calçadas!”.

Na mesma direção, um morador destacou que o trânsito ganhou novos acessos: “A via reversa mostrou que é viável para quem vem de Itajaí. Antes tínhamos apenas um acesso, agora contamos com três: Av. das Gaivotas, Rua Uruguai e Rua Uganda, o que evita o afunilamento do trânsito em uma única avenida. Só precisa ser revista a questão dos cones de sinalização.”

Já uma morador afirmou que manter a reversa é fundamental para a cidade: “Claro que deve permanecer!! Um absurdo ter uma única entrada na cidade. 30.000 veículos passando por dia somente na Avenida das Gaivotas.”

Divisão de opiniões

Os comentários publicados no Instagram do Página 3 mostram a comunidade “que se manifestou” claramente dividida: de um lado, quem considera a via reversa um “absurdo” que trouxe mais confusão, gastos e insegurança; de outro, quem acredita que a medida é necessária, principalmente para facilitar o acesso ao hospital, às clínicas da região e para veículos pesados.

Com a temporada de verão se aproximando, quando o trânsito em Balneário Camboriú atinge níveis críticos, a decisão da prefeitura sobre manter ou não a via reversa será determinante para a mobilidade.

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