Nesta segunda-feira (25), quando se comemora o Dia do Feirante, a categoria em Balneário Camboriú tem conquistas para celebrar. Nos últimos meses, a Fundação Cultural tem atendido demandas antigas dos feirantes e viabilizado ações que vêm ampliando a visibilidade e o fortalecimento das feiras na cidade. Quem detalha os avanços é o diretor de Artes da Fundação, Ed Rocha Júnior.
Feira de Verão prolongada e mutirão de curadorias
O primeiro ponto que o diretor destaca foi a Feira de Verão ter sido prolongada, atendendo uma demanda antiga da categoria.
“Quando assumimos, recebemos o pedido dos feirantes para que houvessem dias consecutivos de feira, aproveitando a estadia dos turistas que permanecem na cidade no Réveillon. Assim, realizamos quase 15 dias ininterruptos de feira”, explica.
A iniciativa veio acompanhada de um mutirão de curadorias, que possibilitou a entrada de novos feirantes. Atualmente, mais de 15 fixos atuam regularmente, além de outros em sistema de rodízio, aguardando a ampliação da estrutura. Para isso, foram adquiridas 10 novas tendas e lançado um edital inédito que permite a doação de tendas por empresas privadas, com contrapartidas de publicidade.
Novos formatos de feira
A Fundação Cultural também tem apostado em formatos diferenciados.
“Realizamos uma feira especial noturna, em parceria com o evento da pizza (maior pizza do Brasil, através da pizzaria Big Itália, que ocorreu em julho), e um piloto na orla da Avenida Atlântica, durante o evento Arrancadão de Canoas Artesanais. A ideia é que pelo menos uma vez ao mês tenhamos feira na orla, unindo cultura, turismo e lazer”, destaca Ed.
Associação dos feirantes e diálogo constante
Outro espaço criado foi o Encontro Papo de Feira, realizado bimestralmente para estimular o diálogo e trazer novidades. Além disso, os feirantes fundaram recentemente a sua própria associação, com apoio da Fundação, fortalecendo a representatividade do setor. “Através dela conseguimos ter cada vez mais diálogo com os feirantes”, comenta.
Visita técnica a Curitiba

Pela primeira vez, os feirantes tiveram a oportunidade de trocar experiências fora da cidade.
“Realizamos uma visita técnica com os feirantes – pela primeira vez a Fundação Cultural os levou para Curitiba, neste último final de semana, visitar a gestão da Feira do Largo da Ordem, que é uma das maiores feiras do Brasil, com mais de 800 expositores. Fomos com 10 feirantes para estudar, entender não apenas os produtos que são vendidos lá, ver o que eles têm diferente de nós, mas também entender como funciona a montagem e desmontagem e toda a logística do espaço”, acrescenta.
Demolição do Pipi Dog: vitória para os feirantes

No Dia do Feirante, uma conquista simbólica também foi celebrada: a retirada do antigo “Pipi Dog”, que ficava na Praça da Cultura/Praça da Bíblia, onde acontece a feira todos os sábados.
“Acho que uma das coisas mais aguardada foi a demolição do pipi dog, retirado nesta segunda, justamente no Dia do Feirante. O pipi dog era realmente um grande entrave na feira, pois ele limitava a expansão dela. Um espaço, como o nome já diz, pipi dog, para os cachorros fazerem xixi. Automaticamente em dias de calor, era um lugar praticamente insuportável tamanho o odor”, comenta o diretor.
Então, por esse motivo, foi solicitado, também com consulta pública através da Associação dos Moradores do Bairro Centro e diálogo com os feirantes e moradores em torno.
“A demolição daquele espaço foi muito importante para nós. É uma grande vitória que nesse Dia do Feirante a gente comemora junto”, pontua Ed.
Feiras como atrativo turístico
Ed reforça que a meta é consolidar as feiras como parte da identidade cultural e do turismo da cidade.
“Acreditamos muito que neste ano tivemos um verdadeiro avanço na gestão das feiras da cidade. Queremos construir e fazer com que elas sejam um atrativo turístico e cultural da nossa cidade”, completa.
