A Prefeitura de Balneário Camboriú encaminhou quinta-feira (28) para a Câmara de Vereadores o Projeto de Lei que autoriza a contratação de financiamento de R$ 60 milhões junto à Caixa Econômica Federal. O recurso será destinado à execução de obras estruturantes no município, entre elas a reconstrução do Centro Integrado de Educação Rodesindo Pavan (Ciep), no bairro Vila Real.

O antigo prédio foi demolido em 2022 pela gestão anterior, mas, segundo a prefeita Juliana Pavan, a retomada do Ciep é um compromisso assumido com a comunidade.
Em entrevista ao Página 3, Juliana Pavan destacou que novidades serão anunciadas já na próxima semana, e em breve deverá ser divulgado o resultado da licitação do projeto executivo e arquitetônico.
“Participei da inauguração do Ciep, e ainda quando vereadora acompanhei de perto os problemas que levaram ao seu fechamento e à demolição. Assumi o compromisso no nosso Plano 55 de reconstruí-lo, e agora estamos vendo passos concretos. Queria que a obra tivesse iniciado nos primeiros meses do governo, mas a coisa pública exige responsabilidade, trâmites internos, projetos revisados, licitação… e agora já teremos informações sobre quem venceu essa etapa, a do projeto executivo. Mais de 50 empresas estão participando. Acredito que no início do próximo ano a obra terá início”, afirmou.
Segundo ela, a colocação da placa no terreno também foi solicitada.
“Não é para vender sonho, mas para mostrar à sociedade que o processo está acontecendo. O terreno hoje está vazio, mas já existe uma imagem de futuro que logo logo vai chegar”, pontuou a prefeita.

Outras obras contempladas
Além do Ciep, os recursos serão destinados para as construções da nova sede da Subprefeitura da Região Sul e do Núcleo de Atenção à Mulher (NAM) II, na mesma localidade.
A nova estrutura deverá abrigar os serviços do Conselho Tutelar II, Emasa, Posto de Atendimento Virtual da Receita Federal (PAV), emissão da Carteira de Identidade, entre outros.
Os demais recursos serão utilizados para aquisição de maquinário para apoio a ações de manutenção urbana e zeladoria do município. Os valores apresentados no Projeto de Lei constituem estimativas médias de mercado, considerando parâmetros técnicos e orçamentários vigentes, podendo ser ajustados em função de resultados de licitações públicas, atualizações de custos de materiais, serviços ou eventuais revisões contratuais. Se for necessário utilizar mais recurso do que o previsto no financiamento, o valor será advindo de contrapartida municipal. A previsão de liberação da primeira parcela está prevista para o primeiro semestre de 2026.

