Nesta segunda-feira (1), por volta das 7h, a Polícia Militar foi acionada para atender uma ocorrência de aborto, que teria ocorrido em uma clínica terapêutica onde residem pessoas em tratamento para dependência química, localizada na Rua Morro da Pedra Branca, no Bairro Nova Esperança, em Balneário Camboriú.
Segundo a PM, quando os policiais chegaram no local, o Corpo de Bombeiros já havia atendido a mulher, de 35 anos, e encaminhado a mesma para atendimento no Hospital Ruth Cardoso. Ela teria causado o próprio aborto no banheiro do quarto onde ficava na clínica.
Testemunhas mencionaram para os policiais que a suspeita havia abortado, narrando demais circunstâncias e indicando onde o feto, sem vida, se encontrava.
Estiveram no local a Polícia Civil e a Polícia Científica, que agora investigarão o caso.
No Brasil existem três situações em que o aborto não é considerado crime: quando a gravidez representa risco de vida para a gestante, quando é resultado de estupro ou quando o feto é anencefálico. Nessas situações, o aborto legal é permitido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
O aborto clandestino, devido à sua ilegalidade e muitas vezes condições precárias, resulta em um alto número de mortes e lesões. Há movimentos a favor da legalização do aborto, argumentando que a criminalização não impede sua prática, mas coloca em risco a vida das mulheres. No entanto, a maioria da população é contra a prática, e existem grupos que defendem a criminalização.

