Investimento de quase R$ 3 milhões recupera qualidade da Praia Central de Balneário Camboriú

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A recuperação do sistema de tratamento de esgoto em Balneário Camboriú garante a perspectiva de plena balneabilidade das águas da Praia Central na próxima temporada de verão. 

A informação é do diretor geral da Empresa Municipal de Água e Saneamento (Emasa), engenheiro Auri Pavoni, que, nesta terça-feira (23), prestou esclarecimentos à Comissão do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia Legislativa, sobre ações desenvolvidas este ano, para retomar a operação eficiente da estação de tratamento de efluentes do município.

Passeio do esgoto

Os deputados Carlos Humberto, Marquito e o presidente da Emasa, Auri Pavoni (Foto: Daniel Conzi / Agência AL)

Pavoni destacou as ações realizadas nos últimos nove meses que transformaram o desempenho da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE). Segundo ele, a unidade, que em janeiro de 2024 operava com apenas 1% de eficiência, alcançou em agosto deste ano 95% de efetividade no tratamento do esgoto.

“Em janeiro do ano passado, praticamente o esgoto apenas fazia um passeio por dentro da ETE e ia in natura diretamente para o Rio Camboriú. Hoje, com menos de R$ 3 milhões em investimentos e uma reorganização administrativa com ações pontuais, conseguimos atingir 95% de eficiência no tratamento garantindo que a água devolvida ao rio esteja dentro dos padrões ambientais”, explicou o diretor-presidente.

Mancha no turismo

Pavoni disse que a poluição das águas teve ampla repercussão negativa, foi notícia nacional, e representou “uma mancha para o turismo”. 

Ele informou que todo o problema foi sanado com um investimento aproximado de R$ 3 milhões. E em cerca de três meses a atual administração da Emasa trocou o lodo da lagoa, metade das membranas de aeração do sistema e consertou a instalação hidráulica de um dos decantadores da estação de tratamento, que prejudicava o funcionamento dos demais.

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Pavoni mostrou dados do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) que comprovam a melhora na balneabilidade da Praia Central. Entre 2023 e 2025 os índices evoluíram de 84% imprópria para 78% própria até as primeiras semanas de setembro deste ano.

Esforço de depreciação suspeito

Pavoni entende que houve negligência da administração anterior da companhia e relatou que havia esforço para privatizá-la. Ele atribuiu a má gestão a “um esforço de depreciação suspeita da companhia”. 

Ele também criticou investimentos para obras já em andamento, de um novo sistema de captação de esgoto na região da Avenida Brasil, uma das principais do município, que ele considera superdimensionado e desnecessário. Segundo ele, o atual, implantado em 1983, precisava apenas de correção de infiltrações da rede pluvial, ou deslocamento de tubulações pelo impacto de obras que afetaram a vedação dos dutos.

Modernização

Pavoni ainda ressaltou que já foram feitas diversas obras de modernização no saneamento de Balneário Camboriú, como a troca de membranas na lagoa de aeração e a reforma no decantador 4. 

Destacou outras em andamento, como a implantação do novo sistema de esgoto primário da ETE, a reforma do decantador 3 e o lançamento do Projeto Praia 100% Limpa, previsto para iniciar em outubro. 

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O diretor-presidente também aproveitou para informar sobre os avanços no tratamento de água como o Parque Inundável Multiuso na Bacia do Rio Camboriú, ação em conjunto com Camboriú, que foi contemplado no Novo PAC e que foram aprovados R$ 73 milhões.

Informações sobre investigação

O deputado Carlos Humberto apresentou requerimento verbal pedindo que a Comissão encaminhe ao Ministério Público um pedido de informação sobre o andamento de investigações feitas sobre a responsabilidade pela poluição das águas na baía de Balneário Camboriú na última temporada de verão.

Multas ambientais

Pavoni foi à Comissão atendendo convite do deputado Carlos Humberto (PL). O deputado Marquito (Psol) conduziu a reunião e abriu espaço também para o secretário de Meio Ambiente de Balneário Camboriú, Nelson Oliveira, que antes de assumir o cargo, na atual administração, autuou na gerência regional do Instituto do Meio Ambiente (IMA), que por várias ocasiões multou a Emasa pela poluição da Praia Central. 

As multas ambientais pendentes somam R$ 22 milhões.

Fontes: Assessoria Comunicação Deputado CH/Assessoria Imprensa Emasa

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