Só 14% dos professores do Brasil dizem se sentir valorizados pela sociedade

O índice brasileiro é o nono mais baixo. França, Eslováquia e Eslovênia apresentam as menores taxas, com menos de 8% dos profissionais com essa percepção.

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(FOLHAPRESS) – Apenas 14% dos professores brasileiros sentem que a profissão é valorizada pela sociedade. Esse é um dos menores índices entre 53 países e regiões analisadas pela Talis (Pesquisa Internacional sobre Ensino e Aprendizagem, na sigla em inglês) divulgada na noite desta segunda-feira (6) pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Entre os países membros da OCDE, 22% dos professores afirmam se sentir reconhecidos. O índice brasileiro é o nono mais baixo. França, Eslováquia e Eslovênia apresentam as menores taxas, com menos de 8% dos profissionais com essa percepção.

A Talis é uma das principais pesquisas do mundo sobre a condição de trabalho de professores e diretores de escolas. Realizada desde 2008, ela permite comparações internacionais sobre a docência.

O documento destaca que a baixa percepção de valorização influencia negativamente o ensino.

“Sistemas educacionais de alto desempenho frequentemente contam com muitos professores que se sentem valorizados, e há uma ligação positiva entre o prestígio social da profissão e o desempenho dos alunos”, diz o relatório.

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Singapura, por exemplo, que foi o país com o maior desempenho na última edição do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), tem 71% dos professores que sentem ser valorizados pela sociedade.

“Um status social mais elevado da profissão docente pode ajudar a atrair candidatos de alto calibre para a profissão e a reter professores experientes, servindo como um motivador extrínseco fundamental”, diz o relatório.

Ainda segundo o documento, um aumento de 1% no número de professores que sentem que o ensino é valorizado está associado a um aumento de 1% nas chances de os alunos aspirarem a se tornar professores.

Além da percepção generalizada de desvalorização, 86% dos professores brasileiros disseram não sentir que sua opinião é valorizada pelos gestores públicos responsáveis por implementar as políticas e ações educacionais.

“Professores que concordam que suas opiniões são valorizadas pelos formuladores de políticas têm cerca de 35% menos probabilidade de querer deixar o magistério nos próximos cinco anos”, destaca o relatório.

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Apenas 53,5% dos docentes do Brasil também afirmaram que se sentem valorizados pelos pais e famílias dos alunos. Na média dos países da OCDE, essa taxa é de 65%.

Esse índice é ainda menor entre os educadores brasileiros que atuam na rede pública de ensino (49,7%) e em escolas com mais alunos em vulnerabilidade socioeconômica (49,9%).

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