A nova Comissão Coordenadora do Fórum Municipal de Educação (FME), que vai organizar as Conferências Municipais de Educação, além de avaliar e monitorar o Plano Municipal de Educação de 2015 a 2025, foi instalada há uma semana, em reunião realizada na Câmara de Vereadores.
A Comissão colherá subsídios para elaborar o próximo Plano Municipal de Educação para o período de 2026 a 2035.
A diretora do Departamento de Desenvolvimento Educacional da Secretaria de Educação (Seduc), Cleonice Wehmuth Monteiro Berejuk, foi eleita para presidir a Comissão.
Cleonice disse ao Página 3 que o Fórum Municipal de Educação é um espaço democrático, de diálogo e de construção coletiva.
“Tudo o que for discutido e proposto será registrado, publicado e compartilhado com a comunidade. Mais do que cumprir uma exigência legal, esse é um momento de escuta e de planejamento do futuro, para que o próximo Plano Municipal de Educação traduza as reais necessidades da nossa Rede e os sonhos que temos para a educação da cidade”, afirmou.
A coordenadora do curso de psicologia do Campus Balneário Camboriú da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), Luciane Gobbo, é a vice-presidente da Comissão e a diretora de Projetos Integrados da Seduc, Marília Tavares, assumiu como secretária.

“A participação da universidade em espaços de formulação de políticas educacionais é essencial para consolidar uma visão integrada entre ciência, sociedade e gestão pública. A Univali tem papel ativo nesse diálogo”, destaca a professora Luciane Gobbo.
Nesta reportagem, Cleonice falou mais sobre a importante missão que assumiu à frente da Comissão. Acompanhe:

JP3 – Como vai funcionar a nova Comissão do Fórum Municipal de Educação?
Cleonice Berejuk – A Comissão Coordenadora do Fórum Municipal de Educação foi instituída pela Prefeitura de Balneário Camboriú, por meio da Secretaria de Educação, para acompanhar e avaliar o cumprimento das metas do Plano Municipal de Educação, que abrange o decênio 2015 a 2025. Essa comissão é formada por representantes da Secretaria, do Conselho Municipal de Educação, das unidades escolares, universidades, sindicatos, famílias e estudantes — justamente para garantir uma visão plural e participativa. Ela vai funcionar de forma colegiada, com reuniões periódicas, produção de relatórios e divulgação dos resultados de forma transparente à comunidade.
JP3 – O que exatamente a Comissão vai fazer e como pretende trabalhar?
CB – A principal atribuição é monitorar e avaliar o que foi cumprido do atual Plano Municipal de Educação, identificar os desafios que ainda persistem e propor caminhos para o novo plano, que será o PME 2026–2035. Para isso, a Comissão vai reunir dados técnicos, ouvir as escolas, analisar indicadores como acesso, permanência, aprendizagem e formação docente, Gestão Democrática e também promover consultas públicas e escutas da comunidade. Todo esse processo será organizado em um cronograma de ações e reuniões abertas, garantindo transparência e participação social.
JP3 – A consulta sobre o PME vai trazer respostas sobre o funcionamento do plano atual?
CB – Sim. As consultas públicas e as escutas previstas têm justamente esse objetivo: entender, a partir da experiência de quem vive a educação no dia a dia, como o plano funcionou na prática. Elas ajudarão a identificar o que deu certo, o que precisa melhorar e quais fatores interferiram no cumprimento das metas, seja por questões orçamentárias, de gestão ou de estrutura.
JP3 – Que avaliação a Secretaria faz sobre o atual PME (2015–2024)?
CB – O Plano foi essencial para orientar as políticas educacionais do município nos últimos anos. Houve avanços importantes em várias áreas, mas também desafios que ainda precisam ser enfrentados, como a ampliação da oferta na Educação Infantil, o fortalecimento das políticas de formação docente, atendimento à Educação Especial e Inclusiva, ampliar a oferta de Educação em Tempo Integral. O mais importante agora é fazer um balanço honesto e técnico, que permita transformar essa experiência em aprendizado para o próximo ciclo.
JP3 – O que precisa ser mudado e por quê?
CB – Precisamos atualizar as metas e os indicadores, garantindo que sejam mensuráveis e acompanhados de estratégias e recursos. Também é necessário fortalecer a coleta de dados, a participação social e a integração entre áreas como Educação, Assistência e Saúde, que se complementam na garantia do direito à aprendizagem. Essas mudanças são importantes porque o novo plano precisa ser mais do que um documento: ele deve ser um instrumento efetivo de gestão e de políticas públicas educacionais.
JP3 – Qual a expectativa sobre a participação da comunidade nesse processo?
CB – Nossa expectativa é de uma participação muito ampla — de professores, gestores, famílias, estudantes, universidades e toda a sociedade civil. A construção de um plano de educação precisa ouvir quem faz a educação acontecer todos os dias. Queremos que a população participe das consultas e das reuniões do Fórum, ajudando a pensar juntos o futuro da educação em Balneário Camboriú. Por isso mesmo disponibilizaremos na próxima semana uma Consulta Pública “Atualização e Avaliação do PME 2015/2025”.

